segunda-feira, 16 de julho de 2007

Review: Leaving Eden (Antimatter)


Vamos a esclarecer uma coisa: salvo raras e honrosas excepções (Tesla, há já alguns anos ou Green Carnation e Opeth, mais recentemente) os álbuns acústicos nunca foram muito bem aceites por parte desse vosso escriba. A monotonia que se gera é o factor principal. E quando coloquei este CD no leitor sabendo que os Antimatter praticavam rock acústico, não ia com grande expectativas. Ainda para mais quando os primeiros segundos de Redemption (o tema que abre o álbum) me remetia imediatamente para… David Fonseca! Mas, lentamente, a melodia/melancolia criada por Mick Moss (agora sozinho depois da saída de Duncan Patterson) superiormente executada por um conjunto de músicos de sessão (onde se inclui Danny Cavanagh) fez-me ver que havia ali algo muito maior que simples rock acústico. Na primeira parte do álbum, a base, assumidamente acústica, é enriquecida por apontamentos assombrosos de uma guitarra distorcida que, paulatinamente, vai crescendo dentro de cada tema, ganhando, progressivamente, mais notoriedade. Até o tema acabar e no seguinte se começar, de novo, calmamente. A segunda metade do álbum, a começar em Landlocked, mostra-se um pouco mais melancólica com a inclusão de um par de temas totalmente acústicos e outros instrumentais. O violino torna-se, aqui, uma presença mais assídua. No fundo, e apesar de ser difícil destacar algum tema em especial, não se podem deixar de referir Redemption, The Freak Show, Leaving Eden ou The Immaculate Misconception, num álbum que a cada audição se torna mais viciante.

Nota VN: 18,5 (5º)

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