quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Review: The Butcher's Ballroom (Diablo Swing Orchestra)


Que dizer de um grupo que inclui na sua formação um violoncelista e uma soprano? Pois bem, que, muito provavelmente andarão próximo do metal sinfónico. Nem mais! Os suecos Diablo Swing Orchestra são descendentes (??) de elementos de uma orquestra que há cinco séculos atrás foram assassinados e, eventualmente, encontraram uns escritos que os levaram a formar este colectivo. Independentemente de parecer (e, muito provavelmente, ser) uma história de encantar, o que é certo é que The Butcher’s Ballroom, tem tudo para se transformar numa das melhores estreias do ano. Claramente aconselhados para fãs de Therion ou de Haggard, muito por força da potente capacidade operática da soprano Annlouice Loegdlund mas também por alguns fabulosos arranjos para cordas (em temas como Heroines, por exemplo). Aliás, diga-se que grande parte da imponência deste material resulta da superior capacidade vocal da Sra. Loegdlung, detentora de um verdadeiro vozeirão, atingindo registos quase inimagináveis. De resto, ao longo do álbum o metal vai eliminando barreiras com qualquer coisa que seja música: big bands, mariachis, jazz, flamenco, passo doble, de tudo se pode aqui ouvir, num catálogo impressionante de diversidade, criatividade e variedade. Depois, o colectivo mostra-se muito certinho e consciente do que fazer. Não alinhando em grandes devaneios técnicos, os temas valem, essencialmente, pela composição, arranjos e pela já citada prestação vocal. Ballrog Boogie, com uma espectacular secção de metais, a delirantemente dançável Wedding March For A Bullet, com o melhor desempenho de Loegdlund ou Porcelain Judas nas suas influências orientais são alguns dos melhores exemplos de um álbum divertido, criativo e sóbrio que coloca, para já, os Diablo Swing Orchestra num patamar de destaque no que diz respeito ao metal sinfónico.


Nota VN: 17,33 (13º)

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