segunda-feira, 23 de abril de 2007

Entrevista com Probation

Está confirmado: os Probation estarão no Via Nocturna para uma entrevista via telefone no próximo dia 27 de Abril a partir das 21:30. Podem escutar a entrevista nos sitios do costume: 90.5 ou 100.8. Via Net através de www.rrt.pt.vu.

Review: Dead Reckoning (Threshold)


Com Subsurface, editado em 2004, os britânicos Threshold inscreveram, definitivamente, o seu nome na lista dos grupos que disputam a 1ª Liga do Metal. Agora, três anos volvidos, regressam. E regressam renovados: de sexteto passaram a quinteto, da InsideOut passaram para a Nuclear Blast. E em termos musicais? Pois bem, os Threshold, com Dead Reckoning, assumem uma candidatura às competições europeias ou mesmo à Liga dos Campeões. Comparações futebolísticas à parte, importa referir que o álbum que esteve, durante muito tempo, para se chamar Pilot In The Sky Of Dreams e que à última da hora mudou para Dead Reckoning, está ao melhor nível do que os britânicos já fizeram, confirmando, claramente, o excelente momento de forma que a banda atravessa. A mudança do nome do álbum de um título grande e poético para um mais curto e directo será reflexo de alguma mudança na sonoridade da banda. Mas uma mudança muito ligeira, com a introdução de temas mais directos como This is Your Life e com apontamentos mais agressivos, com o auxilio de Dan Swano, na voz em dois temas (Slipstream e Elusive). De resto o que por aqui se ouve é apenas Metal. E do bom. Os apontamentos progressivos (apesar de não concordar muito, há quem os chame de banda progressiva) estão limitados ao essencial, apostando a banda em fazer canções de metal melódicas e com técnica, beneficiando, ainda, de uma produção límpida e clara que só beneficia o som final. Destaque para Slipstream, Hollow, Pilot In The Sky Of Dreams e One Degree Down.

Nota VN: 17,5 (5º)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Review: The Heart Of Everything (Within Temptation)


Os holandeses Within Temptation serão, actualmente, um dos casos de maior sucesso dentro do heavy metal de contornos melódicos com vocalizações femininas. A voz aparentemente frágil de Sharon Den Adel consegue, como ninguém, criar melodias assombrosas suportadas por um muro sonoro muito compacto mas, igualmente, melódico e atractivo. Se a fórmula já havia resultado em The Silent Force, é aprimorada em The Heart Of Everything. Voltando a trabalhar com Daniel Gibson que empresta os seus talentos de compositor de hits em alguns temas, os WT apresentam tudo o que de bom já conhecíamos mas adicionam-lhe uma dose mais forte de orquestrações (fabulosas as de Hand Of Sorrow ou The Truth Beneath The Rose), coros ainda mais majestosos (onde os vocalizos de Sharon chegam a arrepiar!) e uma apreciável dose de peso originária das guitarras de Ruud Jolie e Robert Westerholt que, pontualmente, vai arriscando solos de uma beleza impar. Sharon den Adel, também vai, ocasionalmente, mudando a sua forma de cantar, tornando-se mais áspera e mais rockeira. Pelo meio, a prestação de Keith Caputo, que canta como nunca o ouvimos fazer nos seus Life Of Agony, é mais um grão da excelência desta rodela. No fundo, os WT mostram ao mundo como é possível fazer um álbum para vender sem ter que abdicar das suas convicções.

Nota VN: 18,83 (1º)

Review: Gemini (Lana Lane)


Parece ser usual Lana Lane presentear, no Natal, o seu conjunto de fãs do Japão. Desta vez a escolha recaiu num trabalho de versões acertadamente baptizado com o nome de Gemini. Se os fãs nipónicos gostaram ou não não sabemos. Mas sabemos que a Europa teve, também, acesso, embora um pouco mais tarde, já dentro de 2007, a este Gemini. E o que dizer a respeito de mais uma obra da vocalista norte-americana? Desde logo, a aposta num álbum de covers encerra vantagens e riscos. Acreditamos que Lana Lane os deve ter calculado bem pois escolheu, para homenagear, uma série de grupos conceituados no mundo do rock: Cream, Pink Floyd, Heart, Moody Blues, Jefferson Airplane ou Foreigner. E quanto a temas também os há de grande historial: Time, White Rabbit, Starrider ou Nights In White Satin. Ou seja, em termos de qualidade musical estamos conversados. O álbum vale só por isso. Mas, devemos acresentar alguns desempenhos bem conseguidos como o do teclista e marido Erik Norlander, e o do guitarrista George Lynch que enche o álbum com a sua classe (o trabalho em Sunshine Of Your Love, por exemplo é notável!)E quanto ao cunho pessoal que a artista deu a essas músicas carregadas de glória? Pois… Neste ponto Lana Lane optou por jogar pelo seguro e andou sempre muito próximo dos originais. Então nos temas de Pink Floyd isso é mais que óbvio. No fundo, como prenda de Natal não é uma má proposta. Trata-se de uma selecção de temas em que a cantora pretende homenagear alguns dos colectivos que mais admira e, simultaneamente, homenagear os seus fãs. E é um disco descomprometido, por via disso mesmo, que se ouve de bom grado e nos traz algumas recordações à memória.



Nota VN: 15,67 (12º)