Entrevista com Diesel-Humm!


Via Nocturna (VN): Em primeiro lugar, porque razão foi preciso esperar quase dez anos para ser publicado o vosso primeiro trabalho?

Diesel-Humm! (DH): A banda no inicio tocava covers e alguns originais. Passados alguns anos de existência começamos a gravar alguns temas e testar a seu impacto junto dos amigos, entretanto surge uma mudança na formação o que levou a um período de espera de cerca de 2 anos em que estivemos reduzidos a 3 elementos. Portanto o tempo acabou por passar por nós e quando chegou o momento certo, decidimos gravar o álbum.


VN: De que forma é que a vossa longa experiência acumulada se nota neste trabalho?
DH:
A decisão de gravar o álbum foi tomada quando os elementos acharam que seria o melhor momento, isto significa que o nível mínimo de exigência individual estava estabelecido, pelos nossos padrões. O álbum demonstra a maturidade de uma banda com alguma experiência e em que foram tomados certos cuidados para que nada nos deixasse com a sensação de que se poderia ter feito melhor, quanto ao resto cabe ao ouvinte julgar.


VN: De Stop-The War, já foram retirados dois singles. Como está a ser a sua rodagem nas rádios nacionais?
DH:
Sabemos que existe alguma rodagem mas está ainda longe dos objectivos que queremos, estas coisas demoram o seu tempo e nós estamos preparados para isso.


VN: Também já foi realizado um videoclip para o tema Harmonic Pain. Como correram as coisas?
DH:
O videoclip ainda não foi realizado, estamos na fase de planeamento e uma restruturação financeira que irá permitir a 2ª fase de promoção com a força necessária.


VN: De que forma está a ser a reacção dos fãs e da imprensa a este trabalho?
DH: Nesse aspecto estamos muito contentes, muitas criticas e comentários positivos, é muito comum ouvir dizer que o álbum roda no leitor de cds durante semanas e meses e também que a qualidade do disco merece uma projecção internacional.


VN: Chegaram a fazer uma digressão nacional de promoção a Stop-The War?
DH
: Sim, a digressão de apresentação do álbum está a ser feita por fases, até ao momento fizemos 20 concertos por todo o país e 1 concerto de apresentação na Alemanha. Estamos de saída para uma digressão na Inglaterra e em breve Espanha e Alemanha novamente.


VN: A vossa sonoridade não está muito implementada em Portugal. Isso, na vossa opinião, está relacionado com quê?
DH
: Portugal é um país e mercado muito pequeno, portanto é normal que um género musical menos popular seja afectado igualmente.


VN: E consideram que esse afastamento do público português tem prejudicado a vossa carreira?
DH
: Fazemos o que fazemos por gosto principalmente e não podemos dizer que há afastamento quando nem sequer há uma aproximação inicial...sabemos com o que podemos contar


VN: Também não é normal, uma banda de hard-rock incluir na sua formação original uma violinista. Como surgiu essa oportunidade?
DH
: Na gravação da primeira demo experimentamos adicionar violino numa música e em seguida testamos a fórmula ao vivo e assim ficou.


VN: Falem-me da vossa relação com os Deadly Sin. Têm mantido contactos ultimamente?
DH
: Ultimamente mantemos contactos de grande amizade e comunicações frequentes relativos aos movimentos musicais, alguns membros dos Deadly Sin seguiram novos rumos com impactos gigantescos como por exemplo os Van Canto.


VN: Foi fácil chegar a acordo com a Radical Records?
DH
: Foi relativamente fácil porque tinhamos o master do álbum, simplesmente negociamos condições, o que foi óptimo.


VN: Falem-me do contracto entretanto estabelecido com a Dean Guitars. De que forma é que esse contracto vos pode beneficiar?
DH
: Sobre esse contrato não há muito a dizer... uma marca super conceituada a nível mundial apostar em nós já tem significado que chegue...Megadeth, Pantera, etc são nomes que nos influenciaram...neste momento partilhamos os mesmos instrumentos... para mim já é um beneficio muito agradável para além da mediatização e participação da banda em eventos internacionais.


VN: Em termos futuros, já há alguma novidade que possa ser avançada?
DH
: A banda está a trabalhar na nova imagem, digressões internacionais e no videoclip ; o disco está a ser re-editado num formato Digipack para edição além fronteiras.

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