Entrevista com Endamage


De Braga surge-nos mais um jovem e promissor colectivo. Apostando na vertente mais melódica e técnica do Death Metal, Apotheosis é o cartão de visita dos Endamage. Conheçam-nos melhor através desta entrevista que a banda nos concedeu.


VIA NOCTURNA (VN): Quais os motivos que estiveram na base do surgimento dos Endamage?
ENDAMAGE (END):
Tal como a maioria das bandas os Endamage surgiram devido à paixão pela música partilhada por quatro amigos. Inicialmente estávamos ligados a estilos totalmente diferentes do actual Death Melódico com influências Rock e Grunge, e também muito jovens e (ainda mais) inexperientes, fomos evoluindo tecnicamente e modificando os nossos gostos musicais até ao dia de hoje.


VN: Qual é o vosso line-up, actualmente?
END:
A formação actual conta com quatro elementos: Pingas na guitarra e voz, Vítor na guitarra, Suraj na bateria e Slayer no baixo.


VN: Vocês situam-se dentro do chamado Melodic Death Metal. Que influências apontam como mais importantes na definição do vosso som?
END:
Apesar de esse ser o estilo que praticamos apontamos várias bandas como influência dentro dos vários espectros do Death Metal. Como principais bandas de Death Melódico apontamos por exemplo Carcass na sua fase mais tardia, Soilwork, Nightrage, Quo Vadis, Amoral… Fora do Death Melódico há também muitas outras apontar, mas a nossa banda de culto são sem dúvida os Death.


VN: Parece-me que se está a viver uma boa fase para o death metal. Concordam?
END:
Sim, penso que nos dias de hoje o Death Metal é o espectro do Metal em maior desenvolvimento. Além das sub vertentes já tradicionais das quais se continuam a produzir grandes álbuns, começam a aparecer cada vez mais estilos ligados ao Death Metal. O Death Metal está em grande expansão em relação a outros tipos de metal que se encontram estagnados.


VN: Acham, então, que essa situação pode, de alguma forma, beneficiar-vos?
END: Sim e não. Por um lado pode beneficiar-nos por ser um estilo muito em voga e com muita procura, por outro, é um estilo que é tocado por muitas bandas e que começa a ficar um tanto saturado por isso é sempre necessário fazer algo novo e que nos distinga das outras bandas. No EP Apotheosis, essa assinatura não está muito presente, mas é algo que vamos tentar melhor nos próximos trabalhos.


VN: Porque gravar Apotheosis só com quatro temas, sendo um deles uma intro? Não será um pouco redutor da vossa capacidade?

END: O reduzido número de temas deve-se principalmente a dois factos. O primeiro e bastante óbvio é a questão monetária. Tivemos de optar pela qualidade em vez da quantidade devido à falta de recursos monetários. Em segundo lugar, o objectivo deste trabalho sempre foi apenas dar a conhecer o nome da banda através um registo profissional e de boa qualidade por isso não era tão necessário uma grande quantidade de temas


VN: Como tem sido a reacção dos fãs e da imprensa?
END:
Para já tem sido bastante positiva, estamos cada vez a divulgar mais o nosso nome através deste trabalho.


VN: Uma das mais valias, na minha opinião, de Apotheosis é o excelente artwork. Acham importante que o produto final (música) venha envolvido numa embalagem de excelência?
END:
É algo secundário mas que também acaba por ser algo importante e definir um pouco a imagem da banda. Por outro lado, penso que as pessoas que gastam dinheiro em álbuns, demos ou EPs gostam que lhes seja apresentado algo com qualidade. Hoje em dia pode-se fazer o download de música pela Internet, e uma boa apresentação acaba sempre por ser um incentivo à compra do suporte físico.


VN: Já agora, quem foi o responsável pelo trabalho?
END: Cláudia Araújo, designer gráfica, familiar de um dos elementos da banda.


VN: Já há perspectivas para a edição de algo mais volumoso em termos musicais?
END:
Esperamos durante o próximo ano entrar mais uma vez em estúdio para gravar mais um registo. Dependo das nossas condições na altura, talvez um longa-duração.


VN: E em termos de editora, já há alguma novidade?
END:
Em termos de editora para já não há nada a apontar. Após o próximo trabalho esperamos ter novidades nessa área.

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