Entrevista Com Beto Vazquez Infinity



Previsto para lançar esta semana, Darkmind, o terceiro álbum do argentino Beto Vazquez, promete ser mais obscuro. Como sempre recorrendo a muitos convidados, desta vez até o nosso país está presente com a contribuição de Rute Fevereiro. Para conferir tudo isto conversámos com o próprio músico que nos esclareceu acerca de tudo.

VIA NOCTURNA (VN): Tens tido, desde o inicio, a participação de gente importante nos teus trabalhos. Como tens conseguido esses elementos?
BETO VAZQUEZ INFINITY (BVI): Olá! Bem, desde o inicio que tinha a ideia que este projecto deveria ter origem na Argentina mas com a possibilidade de trabalhar com gente de todo o mundo. Isto porque a criação de música com este formato de banda-projecto permitia-me convidar à participação de músicos diferentes para ampliar e enriquecer a minha proposta musical.

VN: Em Darkmind, tens a trabalhar contigo uma verdadeira selecção mundial: gente da Argentina, México, Brasil, Itália, Suécia, Croácia, Portugal. Como consegues conciliar e gerir toda esta situação?
BVI:
Muitos convidados deste disco fizeram o seu contacto através do Myspace oficial. Outros, convoquei-os pessoalmente. Quando isto sucede, explico a cada um qual é o meu sistema de trabalho, dou-lhes algumas pautas e explicações e estipulo um prazo para a entrega do trabalho. Se estão de acordo ficam, automaticamente, como participantes.


VN: Tu continuas a assumir a quase totalidade das composições e do instrumental. Sentes-te confortável nessa situação?
BVI:
Sim, porque posso ter o controlo absoluto da direcção musical. No entanto, em algumas excepções reparto a autoria da composição com outros músicos ou vocalistas. Considero que também é uma boa opção para alargar as ideias do produto final.


VN: Não sendo a Argentina um país do top em termos de produções metálicas como vês o facto de tanta gente todo o mundo querer trabalhar contigo?
BVI: Suponho que a muita gente chame a atenção o facto de artistas de renome internacional participarem nos meus discos. Mas como não há muitos projectos internacionais provenientes da América do Sul, deve ser interessante para esses músicos participarem no meu trabalho. É uma forma de serem promovidos.


VN: Jessica Letho foi recentemente apontada como vocalista da banda. É um elemento definitivo da banda ou apenas mais uma convidada?
BVI: Jessica Letho inicialmente era convidada. Todavia, devido ao seu trabalho rápido e profissional e à sua admiração por este projecto pareceu-me uma ideia excelente inclui-la como membro estável da banda. Ela possui um registo vocal muito amplo, é uma pessoa agradável e é um prazer trabalhar com ela.



VN: Sabes que a Jessica letho, para além dos Once There Was, acaba de lançar um álbum com os Factory Of Dreams, um projecto português liderado por Hugo Flores?
BVI: Sim, claro! De resto tenho em minha casa os discos de Once There Was e de Factory Of Dreams. Este parece-me um bom projecto de música progressiva. De qualquer forma com a sua voz, tudo o que ela faça será um prazer, pela sua qualidade.


VN: Que papel tiveram os teus convidados na elaboração das estruturas que apresentas no novo disco?
BVI: O trabalho com os convidados é feito de duas maneiras: a alguns dei-lhes o trabalho indicando o que devia fazer; a outros dei-lhes mais liberdade para que pudessem expressar o seu estilo mais comodamente. Isso depende sempre do que quero para cada canção.


VN: A respeito de convidados, como descobriste a Rute Fevereiro e qual será o papel que ela desempenhará em Darkmind?
BVI: A Rute contactou-me pelo meu Myspace e como muitos músicos enviou-me uma demo para que escutasse a sua música e ver se encaixava no novo disco. Gostei muito da da sua forma de se expressar e, tal como Jessica, é uma pessoa com muita qualidade. A Rute é vocalista e guitarrista e, neste disco, optei por convidá-la como guitarrista porque já tinha a minha lista de vocalistas completa. Compusemos um tema juntos sobre uma base que ela me entregou.


VN: Fala-nos um pouco sobre Darkmind: o que podemos esperar em termos musicais, conceptuais e líricos?
BVI: Como o seu próprio nome indica, Darkmind tem um conceito um pouco mais obscuro que os meus trabalhos anteriores. Darkmind vai levar-te por muitos caminhos onde se encontram os sentimentos e as energias para se converterem em canções subtis, obscuras ou poderosas. Neste trabalho irás encontrar desde música clássica até rock gótico, mas também com alguns temas com velocidade do power. Nunca faço um disco igual ao anterior nem tão pouco temas que se pareçam entre si. Gosto muito da variedade absoluta. Quanto às letras, algumas são histórias, outras são vivências reais que vou expressando. No entanto, o conceito, com excepção da faixa bónus, é a poesia gótica.


VN: Que expectativas tens quanto a este novo lançamento?
BVI: Tentar chegar a todas as partes e que as pessoas realmente disfrutem deste novo material. Também poder licenciá-lo em todos os países, não só na Europa como também na América Latina.


VN: Já tens preparado um esquema de apresentações ao vivo? Se sim, que países pensas visitar? Portugal estará incluído?
BVI: Realmente, gostaria tocar em todo o mundo e não apenas em alguns países mas isso depende sempre dos produtores ou das companhias discográficas que estejam interessadas neste projecto. Seria muito bom voltar a tocar fora da Argentina novamente! Oxalá isso possa acontecer já no próximo ano. Para mim seria um prazer.


VN: Obrigado!!
BVI: Obrigado pela entrevista. Quem sabe possamos ir um dia ao teu país. Mando-vos saudações e, simplesmente, espero que desfruteis de Darkmind.

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