Entrevista com Human Cycle


Na linha mais melódica e orientada para as ondas radiofónicas do rock, os Human Cycle são uma das mais promissoras propostas saídas do movimento nacional. Lead The Way mostra-nos um colectivo com boas ideias para explorar em futuros lançamentos. Via Nocturna fez algumas questões e a banda esclareceu tudo. Confiram agora.

VIA NOCTURNA (VN): Falem-nos da génese e desenvolvimento dos Human Cycle?
HUMAN CYCLE (HC): Os Human Cycle surgiram em 2002/2003 mas começaram a dar a sua aventura musical em 2004 com o lançamento do seu 1º EP Broken Hill. Desde esse lançamento o processo de amadurecimento foi significativo. Claro que não foi o desejado, pois esta não é a nossa principal ocupação, sendo assim, a evolução torna-se sempre mais difícil de acontecer de uma maneira mais rápida.


VN: Lead the Way acabará por ser o documento mais representativo do actual momento dos Human Cycle?
HC: Sim, neste momento já estamos a escrever temas novos para o próximo lançamento, mas este disco é sem dúvida um bom cartão de visita para o novo ciclo dos Human Cycle.


VN: Em cinco temas, 2 são cantados em português. Esta dualidade linguística é para manter?
HC: Sim, já temos mais dois temas escritos em Português para um novo disco que iremos editar, talvez em 2009/2010.


VN: Mas há algum critério que vos leve a adoptar que o tema X ou Y seja cantado em Português em Inglês?
HC: O vocalista (meu irmão), é que faz essa escolha. O último tema em Português foi escrito por ele. A parte instrumental, melodia, estrutura e letra, nos outros temas costuma ser primeiro um riff de guitarra a ser criado e depois o meu irmão improvisa uma linha melódica por cima desse riff e, finalmente, escolhe a língua. É um processo muito intuitivo, mas gostámos muito deste desafio de cantar em Português, que foi provocado pelo nosso produtor (Rodolfo Cardoso), que nos desafiou a cantar dois temas em Português. Gostámos tanto do resultado final que iremos agora sempre incluir um ou dois temas em Português nos nosso discos.


VN: Há algum conceito subjacente a Lead The Way?
HC: Sim, começa nas letras e respectiva capa do disco. As nossas letras são sempre muito filosóficas e de cariz social também, isso reflecte-se não só no nome da banda como nas letras também.


VN: Como está a correr a promoção do trabalho?
HC: Está a correr bem, vamos começar as gravações de um vídeoclip para a música de apresentação deste disco, a música Lead the Way, para ver se temos algum airplay na MTV e outros canais nacionais e internacionais. Temos passado em várias rádios nacionais e internacionais, mas temos tido bastante feedback fora de Portugal. As nossas vendas nas lojas digitais têm sido principalmente feitas nos EUA e Alemanha. Em Portugal ainda vendemos muito pouco no itunes, emusic, etc.


VN: Já há contactos com vista a uma futura edição por uma editora?
HC: Não, neste momento estamos a promover este disco, e no futuro iremos editar por nós, edição de autor. Não faz parte dos nossos planos procurar uma editora. Às editoras multinacionais é muito difícil chegar e as melhores editoras independentes nacionais, como a Borland ou a Rastilho, não se enquadram no nosso som, por isso se tentássemos seria com uma editora internacional, mas para já não estamos a tentar essa via.


VN: Suponho que já tenham temas novos em preparação. Seguem o mesmo rumo ou podemos esperar algumas alterações?
HC: Sim, já temos temas novos, alguns seguem o mesmo rumo e outros não, mas para já ainda está tudo muito em estado protótipo, não há nada definitivo, a ver vamos.

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