Entrevista com New Mecanica


Distribuído em formato promo no inicio de 2008, Love & Hate rapidamente chamou a atenção pela sua qualidade. Agora, com a sua edição internacional pela Casket/Copro, impôe-se uma conversa com os New Mecanica. Carlos Rodrigues, conta-nos tudo a respeito deste lançamento.


VIA NOCTURNA (VN): Vocês já foram Drift Away, Reset e agora New Mecanica. Algum motivo especial para demorarem tanto a definir a vossa denominação?
NEW MECANICA (NM): Estas mudanças de nome tiveram como base, motivos importantes.
Em 2000, quando fizemos a mudança de nome teve como base, o deixar para trás todas as músicas que tínhamos feito enquanto Drift Away e fazer uma redefinição do nosso som. Sentimos na altura que o som que praticávamos era demasiado restrito e convencional para aquilo que queríamos realmente fazer.
Na altura escolhemos um nome que simbolizasse um novo começo para nós e achámos que o nome ideal seria Reset. Em 2008 optámos por fazer nova mudança de nome de banda, pois queríamos fazer o lançamento de Love & Hate a nivel worldwide e já tínhamos informação que havia pelo menos uma banda estrangeira devidamente registada com o nome de Reset. Para evitar qualquer tipo de problema nesse campo, mudámos para New Mecanica.


VN: Sendo já um nome incontornável do underground nacional, com mais de 10 anos de existência, como explicam a vossa reduzida produção discográfica?
NM: Infelizmente temos apenas como discografia nestes 11 anos de banda, 2 demos cds e 1 cd. Isto deve-se ao facto de nunca termos tido uma formação estável de banda, principalmente a nível de bateristas, e por causa disso, termos tido alguma atitude passiva face a este problema. Sabes, para nós o ideal de banda era teres
sempre cinco pessoas a remarem no mesmo sentido para que tudo resto fizesse sentido. Agora percebemos que mesmo sem a banda completa poderíamos ter arranjado alternativas na altura e ter efectuado mais registos de áudio.


VN: Love & Hate foi finalizado em Fevereiro de 2007 e publicado em 2008. Ainda é representativo da vossa sonoridade actual?
NM: Sim, penso que ainda é. Já temos músicas novas e é obvio que existem algumas diferenças pois além de terem passado quase dois anos desde a finalização do CD, temos dois elementos que entraram para banda este ano, mas o som de Love & Hate ainda continua a ser representativo da nossa sonoridade actual.


VN: Recentemente foi editado mundialmente pela Casket/Copro. É uma publicação idêntica à que já havia sido disponibilizada?
NM: Esta é a primeira e única publicação a nível comercial de Love & Hate. Anteriormente ao lançamento, disponibilizámos o cd em formato promo para várias revistas, webzines, blogs e rádios.


VN: Que expectativas têm em relação ao lançamento internacional e a esta ligação à Casket?
NM: O objectivo principal desta ligação é a internacionalização do nosso som, ou seja, que a nossa música possa chegar ao maior número de pessoas possível.


VN: As semelhanças com os Ramp têm sido muitas vezes apontadas ao vosso som. Como reagem a essas comparações?
NM: Os Ramp são uma das referências dos New Mecanica e como tal é normal que surjam essas comparações. No entanto não nos podemos esquecer que os Ramp têm como grande referência, os Metallica, que são a nossa maior referência musical, por isso também é normal que existam essas semelhanças, devido a esse facto.


VN: O tema Lonely foi alvo de edição um videoclip. Conta-nos como correram as coisas.
NM: O videoclip surgiu através de um grande amigo nosso, o Tó Silva que nos tem ajudado imenso e tem sido nosso técnico de som em diversas ocasiões. Através dele conhecemos o Vítor Guerreiro (produtor) e Afonso Pimentel (Actor). Após uma conversa com ambos chegámos a um consenso relativamente ao tema do videoclip a escolher (Lonely) e a sua história e depois foi só por a ideia em prática. Para nós foi uma experiência muito positiva e enriquecedora e com um resultado final que achamos ser muito bom.


VN: Há algum conceito subjacente a Love & Hate?
NM: Não, não existe nenhum conceito específico. As letras surgem de situações vividas ou presenciadas no nosso dia a dia. Posso ainda acrescentar que por vezes a mensagem inerente a cada letra é passada de uma maneira indirecta para que possa ser interpretada de várias formas.


VN: Atendendo às proximidades de 2009, há algo que se possa suceder em breve que possa ser divulgável?
NM: Com o nosso cd lançado há relativamente pouco tempo, o ano 2009 servirá para promoção e divulgação do mesmo.


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