quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Review: Love & Hate (New Mecanica)


Os New Mecanica já existem há mais de uma década, embora com nomes diferentes. Com as sucessivas mudanças de nomenclatura vieram exponenciais aumentos de peso na sua sonoridade. Este Love & Hate, representa o primeiro passo em termos de New Mecanica. E numa altura em que, aparentemente, os Ramp se encontram de licença sabática, eis que surge este colectivo, também da margem sul, a querer ocupar o lugar deixado vago. As semelhanças com a banda de Rui Duarte são bastantes, quer nas guitarras balanceadas e potentes com riffs harmoniosos, quer nos vocais de Dinho, cante ele de forma mais agressiva ou mais limpa. Aliás, a dicotomia vocal é uma das mais-valias desta proposta com o vocalista a conseguir criar, normalmente nos registos limpos, melodias orelhudas. A secção rítmica apresenta-se forte, sem ser demolidora, mas extremamente precisa. Alternando temas mais agressivos com outros mais melódicos e suaves, os New Mecanica conseguem, ainda, imprimir outro aspecto relevante no seu trabalho que é o factor diversidade ou variedade, o que só beneficia Love & Hate. Fire Desire é a nossa preferida mas temas como Remember, Lonely ou Lunacy são, também, excelentes malhas. No final, You And I, mostra-nos o lado intimista do colectivo numa balada que se inicia só com piano e voz e que se vai desenvolvendo de forma harmoniosa, encaixando outros instrumentos de forma progressiva e crescendo em termos vocais com alguns coros interessantes. Depois deste trabalho dever-se-á prestar mais atenção aos New Mecanica. Embora ainda à procura da sua identidade, os moitenses revelam-se um projecto com capacidade para crescer. (ACC)



Tracklisting:
1. Remember
2. Love & Hate
3. Rise
4. Lonely

5. Fire Desire
6. Game of Lies
7. Lunacy
8. You And I


Lineup: Dinho(voz),Carlos(Guitarra), Walter (Guitarra), PH(Baixo) e Daniel Cardoso (Bateria)

Website: http://www.newmecanica.com/

Myspace: www.myspace.com/newmecanica

Nota VN: 14,33 (2º)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Playlist 22 de Fevereiro de 2008

1ª hora:

Moira (Virgin Steele)
Lost (Visions Of Atlantis)
Deceiver Of Fools (Within Temptation)

Flashback da semana: In Rock (Deep Purple)
Speed King

Reduced To Nothingness (Serenity)
In The Wait Loop (Poverty’s No Crime)
Rag Doll Physics (Diablo Swing Orchestra)
Sweet Dark Love (Secrecy)
Across The Mirror (Forever Slave)
Eulogy (Judas Priest)

2ª hora:

Loud! Radiobroadcast Top List

If I Was You (Saxon)
The Rise (Urban Tales)
Damned And Divine (Tarja)
Forsaken (Dream Theater)
Wounds Of Rejection (Before The Rain)
Into The Storm (Gamma Ray)
Misery (Haven Denied)
Everytime It Rains (Primal Fear)
Survival Of The Fittest (For The Glory)
Remember (Crematory)
Witchcult Today (Electric Wizard)
As Long As I Fall (Helloween)
Lost In Space (Avantasia)
Circus Parade (If Lucy Fell)
Empire Falls (Primordial)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Review: Frozen Circus (Eternal Deformity)


Os polacos Eternal Deformity podem não ser muito conhecidos, mas o que é certo é que já andam nestas andanças vão para 15 anos e este é já o seu 5º trabalho, incluindo a demo de 1994, Forgotten Distant Time. E este é, de facto, o momento de viragem: Frozen Circus, primeiro álbum para a Code 666 pode, definitivamente, colocar os Eternal Deformity no mapa do metal. O press-release apresentam-os como sendo uma banda de avantgard metal. E se avantgard significa demonstrar uma mente tão aberta que permita viajar por territórios tão díspares como o death metal, prog, folk, gótico ou jazz, então, sim, são avantgard. E passar de estruturas próximas ao metal extremo para melodias quase infantis ou apontamentos circenses também é avantgard. Os oito temas de Frozen Circus (excluindo Retrospection, uma pequena intro) evoluem de forma muito coerente e muito agradável. A uns vocais competentes que tanto se aproximam de um gótico sofrido quanto explodem em agonizantes gritos, junta-se uma estrutura instrumental suficientemente complexa para nos cativar, sem nunca esquecer o factor surpresa. Mas é na superior técnica de teclados e guitarra que vive muito da alma deste trabalho. Melodias soberbas criadas ora por uns ora por outra fazem deste circo uma espécie de magia. A primeira metade do álbum é, claramente, mais interessante com temas como The Force Of Your Heart a começar em ritmo death metal técnico mas a transformar-se num monstro de melodia sinfónica, Unholy Divine, com voz limpa e muito prog e folk oriundo de uma flauta irrequieta, a fantástica melodia de Little 15 ou o final absolutamente estonteante de Crime. A partir de So Silent, a proposta assume uma postura mais pesada mas sem perder a áurea melódica/melancólica que vem transportando, para terminar em grande com Lovelorn um portento de melodia, técnica, força e poder. (PC)


Tracklisting:
Retrospection
The Force Of Your Heart
Unholy Divine
Little 15
Crime
So Silent
Thor’s Message
Endless Night
Lovelorn

Lineup: Announcer (vocais, baixo), Illusionist (teclados), Lion Tamer (guitarras), Juggler (bateria), Knife Thrower (guitarras)

Website: http://www.eternal-deformity.com/

Edição: Code 666 (http://www.code666.net/)

Nota VN: 15,83 (5º)

Review: Diary Of A No (Urban Tales)


Quem acompanha de perto as actividades deste Via Nocturna (blog e emissão radiofónica) já se deve ter apercebido que as reviews, por uma questão de politica editorial, se reportam sempre aos trabalhos do ano civil em questão. Então, a questão que se pode colocar é pertinente: porque a review de um álbum de 2007? Trata-se, de facto, de uma excepção. Precisamente a excepção que confirma a regra. E tem um motivo. Ou melhor, vários: o facto de se tratar de uma banda nacional, o facto de ter editado este trabalho em finais de 2007 e só agora ter chegado à mesa de trabalho de VN e, muito principalmente, por se tratar de um dos melhores (se não mesmo o melhor) álbum do ano anterior mas que, infelizmente, chegou demasiado tarde para entrar nas contas finais do ano. Esta estreia (se excluirmos a demo de 2006) deve deixar, de facto, muito boa gente de queixo caído. Basta ouvir um minuto do tema de abertura, Prison Inside, para percebermos que estamos na presença de uma banda de eleição, com uma genialidade rara, demonstrando, para trabalho de estreia, uma maturidade invejável. Tudo predicados que, ao longo do trabalho, se vão confirmando e acentuando. Nota-se, aqui, que todos os pormenores são pensados e que a banda, realmente, trabalhou muito em cada tema para que eles apresentassem a brilhante roupagem que apresentam. As harmonias melódicas e melancólicas da guitarra só tem comparação com os fantásticos dotes vocais de Marcos César, um verdadeiro vocalista em todos os aspectos: colocação, timbre, feeling, afinação. E o que salta à vista é que o metal melódico com alguma inspiração gótica, nomeadamente ao nível grave da voz (por vezes a lembrar Fernando Ribeiro), não estagna. Por isso, a fronteira do progressivo chega a ser tocada e ultrapassada muito por culpa das estruturas complexas e em forma de espiral como as canções se desenrolam. Destaques para Prison Inside, In Purity, Fade Away e Crawl num conjunto de temas muito homogéneo e com enorme potencial para colocar o nome de Urban Tales no mapa mundial do metal. Seria completamente merecido. (ACC)

Tracklisting:
01. Prison Inside

02. In Purity

03. The Rise

04. You'll Never Knoow

05. Fade Away

06. Stronger

07. Fall

08. Crawl

09. Until I Died

10. Farewell


Lineup: Marcos César (vocais); João Matias (baixo); Sérgio Osório (guitarra); Tiago Alpendre (bateria)

Website: http://www.theurbantales.com/

Edição: Burning Star (http://www.burning-star.net/)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Playlist 15 de Fevereiro de 2008

1ª hora:

Satisfection (The Order)
Chameleon (Sarcastic)

Flashback da Semana: Timeless – Demo 1993 (Timeless)
Dare 2 Dream

The Conclusion (Neal Morse)
Taint The Sky (Seventh Wonder)
Drained (James LaBrie)
Manic Dance (Stratovarius)

2ª Hora:

Perfect Isolation (Secrecy)
Cry (Secrecy)
Song For You (Lunatica)
Safeguard To Paradise (Epica)
Carry Me Over (Avantasia)
Gracias a la Soziedad (Mago de Oz)
Espelho da Realidade (Last Hope)
Sanguine (Moonspell)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Review: 01011001 (Ayreon)


Sem qualquer espécie de dúvida que, actualmente, Arjen Lucassen é o mais talentoso, criativo e genial compositor dentro do espectro da música mais pesada. As diversas óperas metal que tem composto são, por si só, as provas mais evidentes do que se acaba de afirmar. Por outro lado, a capacidade de juntar nos seus trabalhos nomes dos mais diversos quadrantes musicais (dentro e fora do metal) e a aceitação que as suas propostas têm por parte dos seus convidados, leva-nos a concluir que o seu trabalho está, de facto, deveras conceituado, também entre os seus pares. Tudo isto para introduzir a review a mais uma pérola do holandês: 01011001 é mais um trabalho duplo onde Arjen Lucassen, acompanhado, como sempre, de muita gente e com muita qualidade cria um universo só seu, pleno de harmonia, melodia, grandes canções e fantásticas atmosferas. Não era fácil superar o antecessor, The Human Equation e Lucassen sabia-o por isso teve o bom senso de não entrar pelo mesmo caminho. Este código binário é mais atmosférico, aproximando-se mais de Inside The Electric Castle ou mesmo de um outro projecto do músico holandês que dá pelo nome de Ambeon. Em temos temáticos volta-se ao futuro e à ciência aplicada nas novas tecnologias da comunicação. Nesse aspecto, este trabalho chega a demonstrar uma clara maturidade cívica no tema Web Of Lies, uma valsa dos tempos modernos onde a Internet dança ao som de um fabuloso conjunto de cordas. Dos convidados não valerá a pena escrever. Basta ler os seus nomes para se aperceber da grandiosidade deste projecto e dos fabulosos desempenhos que cada um deles tem. Dos temas destaca-se a excelente distribuição pelos dois discos de forma que nenhum deles se sobreponha ao outro. Ainda assim, podemos destacar no primeiro CD (denominado Y) os temas Age Of Shadows, Newborn Race e Web Of Lies e no segundo (baptizado de Earth), The Fifth Extinction, Waking Dreams, River Of Time e a lição de física que é E=MC2. (ACC)

Lista de vocalistas: Hansi Kursh, Daniel Gildenlow, Tom Englund, Jonas Renkse, Jorn Lande, Anneke van Giersbergen, Steve Lee, Bob Catley, Floor Jansen, Magali Luyten, Simone Simons, Phideaux Xavier, Wudstik, Marjan Welman, Liselotte Hegt, Arjen Lucassen, Ty Tabor.

Lista de instrumentistas: Arjen Lucassen (guitarra, teclados, baixo, sintetizadores e programações), Ed Warby (bateria), Lori Linstruth (guitarra), Michael Romeo (guitarra), Derek Sherinian (teclados), Tomas Bodin (teclados), Joost van der Broek (teclados e piano), Jeroen Goossens (flauta), Bem Mathot (violino), David Faber (violoncelo)

Tracklisting:

Disco 1: Y
Age Of Shadows (inclui We Are Forever)
Comatose
Liquid Eternity
Connect The Dots
Beneath The Waves
a) Beneath The Waves
b) Face The Facts
c) But A Memory…
d) World Without Walls
e) Reality Bleeds
Newborn Race
a) The Incentive
b) The Vision
c) The Procedure
d) Another Life
e) Newborn Race
f) The Conclusion
Ride The Comet
Web Of Lies

Disco 2: Earth
The Fifth Extinction
a) Glimmer Of Hope
b) World Of Tomorrow Dreams
c) Collision Course
d) From The Ashes
e) Glimmer Of Hope (reprise)
Waking Dreams
The Truth Is In Here
Unnatural Selection
River Of Time
E=MC2
The Sixth Extinction
a) Echoes On The Wind
b) Radioactive Grave
c) 2085
d) To The Planet Of Red
e) Spirit On The Wind
f) Complete The Circle

Website: http://www.ayreon.com/

Edição: Inside Out (http://www.insideout.de/ )

Nota VN: 18,33 (1º)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Review: Zebra Dance (If Lucy Fell)


Segundo trabalho para os If Lucy Fell (ILF), quase três anos após o aclamado You Make Me Nervous, um trabalho que chegou a ter distribuição em Inglaterra com criticas muito positivas e duas tournées por terras de sua Majestade, bem como uma outra pela Europa com passagens por Espanha, França, Alemanha etc. Ora, com um inicio de carreira tão fulgurante, a fasquia estaria bem elevada para este segundo trabalho. E não é nada fácil escrever sobre Zebra Dance. O mathcore da banda é tudo menos convencional. Eventualmente menos extremo quer nas composições quer nos vocais, mas muito rico em ruídos, ambiências e experimentalismos minimalistas. E há momentos em que parece que os Black Sabbath regressam aos anos 70 e tocam jazz! Com a inclusão de um novo elemento, o teclista João Pereira, os ILF conseguem, de uma forma mais segura e precisa criar o seu mathcore de influência africana. Influência essa que se nota, particularmente, em Dolores. Noutras alturas é o trip-hop de The Gathering que nos assola a mente. No fundo, trata-se de um trabalho extremamente bem conseguido, com uma diversidade e uma riqueza rítmica bem interessantes. Uma nota final para a curiosidade feminina: Marie Antoinette, Dolores, Lady Sam e She Lives, She Dies, quatro temas que falam sobre mulheres. Pouco habitual, de facto.



Tracklisting:
Fire Exits
Marie Antoinette
Colossus Kid
Circus Parade
Dead Chords
Dolores
Lady Sam
La Decadence
Eyes On The Road
She Lives, She Dies

Lineup: Hélio Morais (bateria), Makoto Yagyu (vocais), Pedro Cobrado (baixo), Rui Carvalho (guitarra) e João Pereira (teclados)

Website: http://www.iflucyfell.com/

Edição: Rastilho (http://www.rastilhorecords.com/)

Nota VN: 14.50 (1º)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Playlist 08 de Fevereiro de 2008

1ª hora:

Last Embrace (Secrecy)

Flashback da Semana: Ten (Pearl Jam)
Even Flow

Messiahplan (Sigh)
In Black And White (Sonata Arctica)
Torn (Shadow Gallery)
Cibernetic Pillow (Riverside)
Vicarious (Tool)
Death Is This Communion (High On Fire)

2ª hora:

Viola (Ava Inferi)
Defenders Of Gaia (Rhapsody Of Fire)

Disco da Semana: Delusions (To-Mera)
The Lie
The Glory Of A New Day
Inside The Hourglass
A Sorrow To Kill


Soldier Side (System Of A Down)
Fashioned From Dust (Agent Steel)
Quem Nós Somos (Mata Ratos)