quinta-feira, 24 de abril de 2008

Playlist 25 de Abril de 2008

1ª hora:

Wish You Were Here (Blackmore’s Night)
Alone (The Gathering)
Lusitanea (Alkateya)
Restoration (Aina)
Whoerever Brings The Night (Nightwish)
Trail Of Broken Hearts (Dragonforce)
Wax Simulacra (The Mars Volta)

Flashback da semana: And Thou Shalt Trust… The Seer (Haggard)
De La Morte Noir

Já Sangrei (Last Hope)

2ª hora:

Torn (Shadow Gallery)

Top Loud! Radiobroadcast – Março
Traumatismo Ucraniano (Mata-Ratos)
Minor Haeven (Tarja)
Comatose (Ayreon)
Shattered Love (Dawnrider)
Lord Of Hate (Death Angel)
Circus Parade (If Lucy Fell)
So Silent (Eternal Deformity)
Sanctuary (Cavalera Conspiracy)

At Dewy Prime (Communic)
The White Swan (Amorphis)

Review: Time To Be Free (André Matos)


Desde a saída algo polémica dos Angra que André Matos não tem sido muito feliz nas suas opções musicais. Agora parece ter chegado a vez da sua liberdade, criativamente falando, claro está. Reuniu-se de uma série de excelentes músicos brasileiros, alguns dos quais já tinham trabalharam com ele quer nos Angra quer em Shaman/Shaaman, e chamou uma dupla de peso para a produção. Com este atributos, seria de esperar um álbum acima do que o vocalista brasileiro tem feito nos últimos anos. E, de facto, Time To Be Free, não defrauda as expectativas. Os músicos mostram-se competentes e a produção está soberba. De Roy Z saltam à vista a força dos temas, liderados por uma dupla de guitarras forte coesa e por um puto baterista que promete! De Sascha Paeth ressaltam a clareza e as orquestrações. Matos, igual a ele próprio, mostra-se em boa forma, expondo todo o seu potencial, nomeadamente nos temas onde não há tantos agudos, como em Remember Why ou A New Moonlight, a faixa mais espectacular de todo o álbum. Musicalmente o álbum navega por água típicas do power metal melódico, da escola Helloweeniana, com muita melodia, poder, velocidade e técnica, chegando, por vezes, a lembrar a fase Holy Land dos Angra. Por outro lado é, também, feito dos habituais clichés do género. Neste particular, André Matos pouco ou nada arrisca. O trabalho é composto por temas que acabam, apesar de tudo, por ser um must para qualquer fã do estilo, como Letting Go, How Long (Unleashed Way) e as outras duas já citadas, mas também contém faixas perfeitamente dispensáveis, como Looking Back ou Separate Ways (World Apart). Depois, pela negativa, há a registar um alinhamento mal estudado. Depois de um inicio prometedor, Looking Back corta o fôlego de uma maneira assustadora e o álbum deveria terminar com A New Moonlight. Endeavour é boa mas devia vir antes e Separate Ways nem lá devia estar.

Tracklisting:

01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Way)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (World Apart)

Lineup: André Matos (vocais, piano), André Hernandes (guitarras), Hugo Mariutti (guitarras), Luis Mariutti (baixo), Eloy Casagrande (bateria), Fábio Ribeiro (teclas)

Website: http://www.andrematos.net/

Myspace: www.myspace.com/andrematossolo

Edição: Steamhammer/SPV (http://www.spv.de/)

Nota VN: 16,2 (10º)

Review: Lady Cobra (Riding Panico)


Metal? Rock? Pós-Rock frenético? Ambiental? Indie? Qualquer outra definição ou rótulo? Tudo é possível para descrever o primeiro disco a sério dos lisboetas Riding Panico. Composto por sete músicos, dos quais três guitarristas e, curiosamente, nenhum vocalista, junta elementos de colectivos como If Lucy Fell ou Men Eater. Lady Cobra mostra como é possível fazer rock/metal sem que a presença da voz seja um problema. Intempestivo e poderoso quando deve ser, calmo quando convém, assim se pode definir este conjunto de seis canções, dois interlúdios e um post-ludio, plenas de densidade e texturas sonoras melancólicas e dissonantes. A produção de Makoto Yagyu nos Blacksheep Studios em Mem Martins bem como a mistura e masterização efectuadas nos Estados Unidos por, respectivamente, Chris Common e Ed Brooks são excelentes e ajudam a criar toda uma áurea de envolvência e misticismo. Os temas são, na sua maioria, longos o que permite ao colectivo explanar toda a sua criatividade, desenvolvendo os temas quase de uma forma jazzistica, sem regras pré-definidas. Por vezes chegam a cair no exagero e de melancolia passa-se, num instante, para monotonia, como acontece em One Winged Cessna onde a repetitividade acaba por se tornar cansativa. Pelo meio há a introdução, embora de uma maneira fugaz, de dois novos elementos: o violoncelo de Daniela Rodrigues e a harpa de Eduardo Raon (Hypnotica). São dois instrumentos com uma sonoridade fabulosa que ajudam à excelência do resultado final. Destaques para E Se A Bela For O Monstro, Roses And Razors e Volvo.


Tracklisting:
1.E Se a Bela For o Monstro
2. Running Kids
3. One Winged Cessna
4. Naja
5. Roses And Razors
6. Vox Humana
7. Capelo
8. Volvo
9. Áspide


Lineup: J. Manso (guitarra), C. António (bateria), M. Yagyu (baixo), J. Nogueira (guitarra), M. Correia (guitarra), J. Pereira (teclados), A. Lourenço (sounds)


Myspace: www.myspace.com/ridingpanico

Edição: Raging Planet (http://www.ragingplanet.pt/)

Nota VN: 16,2 (2º)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Review: Collision Course - Paradox II (Royal Hunt)


Uma banda de metal em que a figura de destaque é um teclista é, no mínimo, raro. Mas é o que acontece com os dinamarqueses Royal Hunt que, três anos depois do sensacional Paper Blood, estão de regresso aos discos. E se musicalmente este Collision Course segue as linhas definidas nos últimos trabalhos, nomeadamente, o anterior, já liricamente é a continuação do tão aclamado Paradox, editado em 1997. Ao power metal melódico da escola nórdica, nomeadamente Stratovarius, ao nível da melodia, da batida rápida e do uso do hapsichord, junta-se a influência neoclássica de nomes como Yngwie J. Malmsteen. Aliás, Mark Boals, vocalista que aqui se estreia de forma brilhante, chegou a cantar com o mago sueco em 1986, no álbum Trilogy. Já se está mesmo a ver que temos aqui virtuosismo até ao infinito. Efectivamente, Andre Andersen (teclista) e Marcus Jidell (guitarrista) desfazem-se em solos de grande classe só ao nível de predestinados. Mas seria extremamente redutor limitar Collision Course ao desempenho deste dois elementos. Já se falou em Mark Boals e, de facto, o vocalista está em excelente momento de forma mostrando-se supremo ao nível da colocação, amplitude, projecção da voz. A curta Chaos A.C. será onde melhor isso fica demonstrado. E depois há os convidados que ajudam vocalmente o sr. Boals. E tudo gente importante: Doogie White (Rainbow, Yngwie Malmsteen, outra vez!), Ian Perry (Elegy, Consortium Project), Ian Kenny Lubcke (Narita) e Henrik Brockmann (ex-Royal Hunt, Evil Masquerade). Tears Of The Sun é o tema melhor conseguido, num álbum onde, ao contrário de Paper Blood, faltam os instrumentais e onde as influências clássicas de Andersen vem sistematicamente ao de cima, nomeadamente em The First Rock, Exit Wound e a já citada Tears Of The Sun. Apesar de tudo, parece haver uma ligeira quebra em relação a Paper Blood. É certo que está lá tudo no sitio certo e no momento certo, mas, de um modo geral, fica a sensação que os temas estão ligeiramente menos orelhudos! Ainda assim, vale a pena, quanto mais não seja para ouvir os dedos de Andre Andersen criarem maravilhas!


Tracklisting:
01. Principles of Paradox

02. The First Rock

03. Exit Wound

04. Divide and Reign

05. High Noon at the Battlefield

06. The Clan

07. Blood In Blood Out

08. Tears of the Sun

09. Hostile Breed

10. Chaos A.C.

Lineup: Andre Andersen (teclados, baixo), Kenneth Olsen (bateria), Marcus Jidell (guitarras), Per Schelander (baixo), Mark Boals (vocais)

Website: http://www.royalhunt.com/

Myspace: www.myspace.com/royalhuntmusic

Edição: Frontiers (http://www.frontiers.it/)


Nota VN: 15,7 (12º)

Playlist 18 de Abril de 2008

1ª hora:

Nossa Culpa (Last Hope)
Molinos de Viento (Mago de Oz)

Flashback da semana: Animal House (U.D.O.)
They Want War

Seven Keys And Nine Doors (Sirenia)
Break Your Chains (Royal Hunt)
White Pearls Black Oceans (Sonata Arctica)
Fantasia (Stratovarius)
Inferno (Unleash The Fire) (Symphony X)

2ª hora:

Liberator (Viron)
Vicarious (Tool)

Especial: SWR – Barroselas Metal Fest
Sphere (Crushing Sun)
Into The Fire Of Hell (Fleshcrawl)
Flapem (E.A.K.)
Shattered Love (Dawnrider)
Ancient Rituals (Decayed)
Blind (Rotten Sound)
Relics Of Vaginal Obliteration (Namek)
As Fire Swept Clean On Earth (Enslaved)
Morte Geométrica (Filii Nigrantium Infernalium)
Putrid Serenity (Regurgitate)
Storm Of The Reaper (Nifelheim)
Matando Gueros (Brujeria)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Playlist 11 de Abril de 2008

1ª hora:

Terpsicore (Hyubris)
Inside The City Of Glass (Katatonia)

Flashback da semana: Branded And Exiled (Running Wild)
Branded And Exiled

Confessions Of The Buried (Sigh)
A Tua Dor, O Meu Desprezo (Last Hope)

Entrevista: Last Hope

2ª hora:

Malina (Lacrimosa)
Abandoned (Kamelot)
Fly To The Sun (Sandalinas)
To Live Is To Hide (Lacuna Coil)

Disco da semana: Pray (Crematory)
Pray
Sleeping Solution
Just Words
Burning Bridges
Remember
Say Goodbye

Heading North (Stormwarrior)
Never Walk Alone… A Call To The Arms (Megadeth)
Guardiões do Graal (Ou Lapsit Exilis) (Antiquus Scriptus)

Nota: Dependendo da duração da entrevista com Last Hope, esta playlist pode sofrer algumas alterações de última hora.

Review: Global Warning (Jon Oliva's Pain)


Jon Oliva. Só o nome pesa. O nome, o homem e a sua música: Savatage, Trans-Siberian Orchestra, Pain! Tudo nomes imponentes do metal de cariz mais melódico. E a cada álbum de Jon Oliva, já sabemos o que esperar. Acima de tudo grandes canções, tocadas e cantadas com muito sentimento, plenas de arranjos e orquestrações fantásticas e sempre conduzidas pelo assombroso piano de Oliva. E não vale a pena mudar porque assim é que é bom. Como este Global Warning. Nada de novo e, ao mesmo tempo, muitas canções novas, boas e mais um bom bocado a gozar uma tão agradável sonoridade. Envolvida por uma áurea bluesy (em temas como Global Warning ou Look At The World), por riffs metálicos bem pesados (Adding The Cost) ou por sentimentais baladas (Firefly), o novo trabalho do norte-americano promete ser uma mais valia no panorama actual e num 2008 ainda em banho-maria. Isto sem esquecer Master, eventualmente o tema mais dark jamais escrito por Oliva, nem as influências seventies em The Ride ou Walk Upon The Water. Depois há o já habitual trabalho fantástico ao nível vocal. Nada de coros majestosos e operáticos, mas sim coros adaptados à estrutura musical em questão e que nos atiram para alguns dos grandes nomes da história do rock como Yes ou Queen. Neste particular, destaque para Stories ou Open Your Eyes. Definitivamente, um dos melhores trabalho até agora. E sem surpresas!


Tracklisting:
Global Warning
Look At The World
Adding The Cost
Before I Hang
Firefly
Master
The Ride
O To G
Walk Upon The Water
Stories
Open Your Eyes
You Never Know
Someone/Souls


Lineup: Jon Oliva (vocais, piano), Matt LaPorte (guitarra), John Zahner (teclados), Christopher Kinder (bateria), Kevin Rothney (baixo), Jerry Outlaw (guitarra), Shane French (guitarra)

Website: http://www.jonoliva.net/

Edição: AFM (http://www.afm-records.de/)

Nota VN: 17,17 (4º)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Review: The Furthermost (All Against The World)


Os All Against The World (AATW) são um novo colectivo de Vila Nova de Gaia e este é o seu trabalho de estreia. Trata-se de uma proposta que nos apresenta uma sonoridade moderna, urbana e vincadamente punk, apesar de uma boa dose de thrash metal pelo meio. Tudo o que eles tem a dizer, dizem-no de uma maneira rápida, directa, incisiva e acutilante. Ou seja, sem floreados, que é como quem diz sem arranjos muito complexos e sem solos muito arrojados. E isso faz falta? Na opinião dos AATW, não. E realmente não quando se tem um vocalista que berra como um desalmado como se estivesse sozinho contra o mundo (mas, afinal estão todos!) e quando se tem uma bateria hipersónica! As harmonias ao nível das guitarras são, também elas, muitas vezes engolidas pela vontade de fazer rápido e alto. No fundo temos aqui uma dezena de petardos predestinados a serem executados ao vivo onde prometem causar danos colaterais. Destaque para Never Tell com o dueto com Ana Costa a resultar muito bem, num conjunto de temas muito semelhantes entre si. E este é um problema que os AATW vão ter que resolver.


Tracklisting:
All Against The World
All In The past
Scratch In Time
Life Under The Sun
New Seeds
Leaving The Railway
Heartblink Core
One Second Ago
Never tell
Fears Won’t Bring A Change


Lineup: Nuno (vocais), André (guitarra), Jofy (guitarra), Mike (baixo), Dani (bateria)

Myspace: www.myspace.com/allagainsttheworld

Edição: Hell Xis (http://www.hellxis.com/)

Nota VN: 12,00 (10º)

Entrevista com Last Hope

É já na próxima sexta-feira, 11 de Abril que os Last Hope concedem uma entrevista a Via Nocturna. O inicio está marcado para as 21:30 e pode ser ouvida em 90.5, 100.8 ou em http://www.rrt.pt.vu/.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Playlist 4 de Abril de 2008

1ª hora:

Unnatural Selection (Ayreon)
Apprentice Of The Universe (Pure Reason Revolution)
Dragonfly Garden (Project: Creation)
Flame To The Moth (Pain Of Salvation)
Revelations (Phazer)
Poetic Pitbull Revolutions (Diablo Swing Orchestra)

Flashback da semana: Renewal (Kreator)
Reflection

Não Te Vou Mais Julgar (Last Hope)
The Scythe (Elvenking)

2ª hora:

Life In Motion (The Flower Kings)

Disco da Semana: Carved In Stone (Rage)
Carved In Stone
Drop Dead!
Gentle Murders
One Step Ahead
Lost In The Void
Mouth Of Greed

When Alpha And Omega Collide (Sieges Even)
Forever (Serenity)
The Dnieper Rapids (Turisas)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Review: Reversing Time (Neverland)


Neverland é o projecto que junta o grupo turco Dreamtone com a vocalista grega Iris Mavraki, nomes que serão, por certo, quase desconhecidos do grande público. O que este Reversing Time nos apresenta é um metal melódico na linha do que faz, por exemplo, Beto Vazquez Infinity, acompanhado por um assinalável complemento sinfónico. Neste particular, o nome de Therion, vem algumas vezes à memória, nomeadamente no tema que baptiza o álbum. Nesta altura, com o mercado encharcado de lançamentos do género, não será Reversing Time que se imporá pela sua originalidade. Tudo o que aqui está já foi feito antes e, em muitos casos, até melhor. Todavia, não se pense que o trabalho é mau. Os amantes do género acharão, seguramente, pontos de interesse em alguns dos temas que aqui se apresentam. Ainda por cima com a participação especial de gente ilustre como Hansi Kursh (dos Blind Guardian), Tom Englund (dos Evergrey) e Mike Baker e Gary Wehrkamp (dos Shadow Gallery) que, com a sua qualidade, tornam mais atractivos algumas das propostas. O tema mais interessante é, sem dúvida, o instrumental Transcending Miracle com uma majestosa vertente sinfónica e com uma aparição de um solo de saxofone que atira a canção para o patamar das memoráveis. Depois, embora menos consistentes, surgem temas como Shooting Star, To Lose The Sun ou Mankind Is A Lie. Num conjunto de músicos competentes, o destaque vai para o teclista Guney Ozsan que cria texturas de piano assombrosas e para a vocalista grega que só aparece ao terceiro tema, mas de uma forma muito peculiar, introduzindo um certo toque tradicional.


Tracklisting:
1. Shooting Star (4:20)

2. To Lose The Sun (5:55)

3. Mankind Is A Lie (4:18)

4. Everlasting Tranquillity (4:07)

5. Reversing Time (4:13)

6. Black Water (6:35)

7. Mountain Of Judgement (1:45)

8. Mountain Of Joy (4:28)

9. World Beyond These Walls (3:56)

10. Transcending Miracle (6:17)

Lineup: Iris Mavraki (vocais), Oganalp Canatan (vocais), Emrecan Sevdin (bateria), Onur Ozkoc (guitarra), Burak Kahraman (guitarra), Can Dedekarginoglu (baixo), Guney Ozsan (teclados)

Website: http://www.in-neverland.com/

Myspace: www.myspace.com/neverlandofficial

Edição: AFM (http://www.afm-records.de/)

Nota VN: 15,00 (20º)

Review: Zoom Code (ThanatoSchizO)


Se há grupo em Portugal que tem vindo, sucessivamente, a derrubar barreiras esse grupo são os Thanatoschizo. Desde logo e em primeiro lugar barreiras geográficas. Se já não é fácil ser músico de metal em Portugal, menos fácil é sê-lo em Trás-os-Montes, longe de tudo e de todos. Mas os Thanatoschizo, não se têm dado por vencido e têm lutado para superar as dificuldades criadas pela interioridade. Em termos musicais também têm derrubado barreiras. Começando a praticar death metal, desde cedo se verificou que este sub-género era demasiado limitativo para as ideias de Guilhermino Martins e seus pares. A pouco e pouco foram introduzindo apontamentos progressivos, étnicos, world music, enfim um pouco de tudo. E foram crescendo de uma forma gradual até atingirem o nível excelência que demonstram em Zoom Code. Da agressividade do death metal só restam pequenos fragmentos, quase sempre ao nível vocal. Tudo o resto é criatividade, originalidade e qualidade ao mais alto nível e apenas num patamar: metal moderno! Moderno e sem fronteiras. Os Thanatoschizo de hoje serão, provavelmente, o porta-estandarte do metal nacional além fronteiras. Um trabalho como Zoom Code, pode e deve ombrear com as mais categorizadas produções internacionais. Aqui podemos encontrar similaridades com The Gathering, ao nível do registo vocal de Patrícia Rodrigues, dos ruídos, das complexas estruturas ou nas formas aformais de cada canção. Ao nível da guitarra, o seu desempenho em forma de rodopio e redemoinho atira-nos para uns In The Woods…. E depois há Moonspell, fase The Butterfly Effect, pela utilização da maquinaria. O curioso é que na amálgama de influências vamos encontrar uma sonoridade muito própria. Um tipo de jazz metal ou fusão se preferirem, com os temas a desenvolverem-se sem parâmetros pré-definidos e que vão crescendo até se atingir um clímax! Aliás, essa fusão atinge patamares verdadeiramente estonteantes em Awareness, com a participação de António Pereira no saxofone, ele que também brilha na fantástica Hereafter Path introduzindo a concertina de uma forma magistral. E já que falamos de convidados, uma nota para o solo de violino de Timb Harris (dos Estradasphere) em L., outro dos momentos brilhantes de um álbum intemporal ao qual não se podem colar quaisquer rótulos!


Tracklisting:
1. Thick’n’Blurry
2. L.
3. (Un)bearable Certainty
4. Pleasure Pursuit
5. The Shift
6. Last Of The Few
7. Pale Blue Perishes
8. Pervasive Healing
9. Nothing As It Seems
10. Awareness

Lineup: Eduardo Paulo (vocais, guitarra, percussão), Filipe Miguel (teclados), Guilhermino Martins (guitarras, vocais), Miguel Angelo (baixo), Patricia Rodrigues (vocais), Paulo Adelino (bateria)

Website: http://www.thanatoschizo.com/

Myspace: www.myspace.com/thanatoschizo

Edição: My Kingdom Music (http://www.mykingdommusic.net/)

Nota VN: 17,33 (1º)