terça-feira, 28 de outubro de 2008

Review: Beast Within (Katra)


O legado Nightwish (versão Tarja Turunen) continua bem vivo, nomeadamente na sua terra natal, como o prova a edição deste Beast Within de Katra, a banda liderada pela vocalist Katra Solopuro. O que se espera é o que se pode ouvir ao longo do album: metal melódico, um pouco sinfónico e com uma vocalista que se mostra competente, versátil (como no excelente Promise Me Everything a viajar entre os registos mais operáticos e os mais rockeiros), e muito segura de si. As semelhanças com Tarja e Nightwish são evidentes mas isso não impede o colectivo de destilar um bom conjunto de temas, pouco rebuscados, com estruturas simples mas eficazes e com melodias muito orelhudas. E, apesar de o album ser muito equilibrado e homogéneo podemos apontar o seu inicio e final como os melhores momentos. Grail Of Sahara (em ambiente sinfónico), Forgotten Bride (aqui a lembrar um pouco de Edenbridge), Storm Rider (bem pesada!), Mist Of Dawn (num registo muito cinematográfico) e Kuunpoika, um original dos Meccano (Hijo de la Luna) cantado em finlandês são os temas em destaque. Este último, registe-se deve ter entrado para o Guiness Book Of Records como a canção que teve mais versões no menor espaço de tempo, pois também foi alvo de nova roupagem por parte dos Haggard em Tales Of Ithiria. Em conclusão, Beast Within não acrescenta nada de novo em termos de metal melodico e sinfónico mas, claramente, está bem conseguido e está alguns furos acima do que alguns dos seus pares tem conseguido fazer ultimamente.


Tracklist:
1. Grail Of Sahara
2. Forgotten Bride
3. Beast Within
4. Fade To Gray
5. Swear
6. Promise Me Everything
7. Mistery
8. Flow
9. Scars In My Heart
10. Storm Rider
11. Mist Of Dawn
12. Kuunpoika

Lineup: Katra Solopuro (vocais), Jaakko Järvensivu (bateria), Jani Wilund (teclados), Johannes Tolonen (baixo), Kristian Kangasniemi (guitarra)

Website: http://www.katra.fi/




Nota VN: 15,67 (23º)

Review: Anthology II (Akphaezya)


De vez em quando surgem colectivos capazes de nos fazer questionar tudo o que já foi ou está a ser feito no mundo do metal em particular e da música em geral. Os franceses Akphaezya são um desses casos. Esqueçam tudo o que ouviram ou vivenciaram. Esqueçam que na música pode ou deve haver regras. Esqueçam o tradicional esquema de canção, mesmo no metal. Esqueçam tudo e simplesmente oiçam! Anthology II é uma antologia de metal conjugado com jazz no seu estado mais puro. Delirante, esquizofrénico, estonteante são alguns dos adjectivos para caracterizar este quarteto gaulês. A fantástica voz de Aelin navega mais tempo no jazz (a lembrar a nossa Maria João) que propriamente no metal. Alguns apontamentos guturais não chegam para retirar o brilho a uma das melhores prestações vocais dos últimos tempos. Associada está uma enorme e invulgar capacidade técnica dos restantes elementos. Alguns curtos interlúdios demonstram isso na plenitude. Nestes, o destaque, apesar de tudo, vai para H.L. 4, com um impressionante jogo vocal. Nos temas longos pode ser observada e escutada toda uma capacidade única ao nível da criação de estruturas completamente for a do comum. Reflections e The Bootle Of Lie (Tome III)/Postface são os ícones. Este último num ritmo a começar no Brasil (samba/bossa nova) e a terminar em qualquer cabaret francês com um decadente acordeão. Verdadeiramente deliciosos.


Tracklist:
1.Preface
2.Chrysalis (Tome I)
3.Beyond the sky
4.Khamsin
5.Reflections
6.Awake
7.Voices of the storm / The golden vortext of Kaltaz (Tome II)
8.The secret of time / To the northern lake
9.Stolen tears
10.H.L.4
11.The bottle of lie (Tome III) / Postface

Lineup: Aëlin (vocals / keyboards), Stéphan H. (guitar), Stephane Béguier (bass), Loic Moussaoui (drums)

Website: http://www.akphaezya.com/

Myspace: www.myspace.com/akphaezya

Edição: Ascendance (http://www.ascendancerecords.com/)


Nota VN: 17,33 (9º)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Playlist 23 de Outubro de 2008

1ª hora:

A Drop In The Ocean (Stratovarius)
Master Passion Greed (Nightwish)
Transmission Fails (Factory Of Dreams)

Disco da semana: Dragon’s Kiss (Marty Friedman)
Namida (Tears)

Potala Palace (Hubi Meisel)
Edge Of The Blade (Seventh Wonder)
Requiem For The Innocent (Kamelot)
Sacred Power Of Raging Winds (Rhapsody Of Fire)
Fever Tray (Nebula)

2ª hora:

Comatose (Ayreon)
Nightside Of Eden (Therion)
Requiem, Kyrie (Virgin Black)
The End Of The Line (Metallica)

Disco da Semana: Apotheosis (Endamage)
Apotheosis
The Searh For Redemption
Aeons
Of Truth And Wisdom

Gaia (Devin Townsend Band)
Accusations (Canker)
World Collapse (X-Cons)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Review: Redemption (Heavenwood)


Quando há dez anos atrás os Heavenwood editavam Swallow, um dos melhores álbuns da história do metal em Portugal, todos pensámos que estávamos na presença de mais um importante nome a singrar na cena internacional. Puro engano. Convulsões internas foram adiando o tão esperado terceiro álbum. E o adiamento foi de tal ordem que esse só surgiu… 10 anos depois. Já com um line-up reduzido a metade e com recurso a dois músicos de sessão, Daniel Cardoso, bateria e Hugo Pires, baixo, que, diga-se, realizam um trabalho soberbo, surge Redemption, precisamente uma espécie de redenção perante os seus fãs que tanto tempo esperaram. Este álbum mostra-nos uns Heavenwood diferentes no conteúdo mas iguais na substância. O que não será de estranhar atendendo ao hiato de tempo. Os músicos cresceram como pessoas e como instrumentistas e essas diferenças notam-se. Muito do que era os velhos Heavenwood, apesar de tudo, está lá. As fantásticas harmonias e jogos de guitarra saídas dos dois guitarristas, Bruno Silva e Ricardo Dias, são duas dessas semelhanças. Ao nível das diferenças, salta à vista (e à audição) a menor utilização dos teclados (com protagonismo verdadeiro, só em Obsolete ouvimos um piano) o que faz com que a negritude do colectivo, nesta sua nova reencarnação, seja menos oriunda do gótico e mais de um quase-death-metal. De resto, a densidade sonora é uma das mais-valias deste álbum. E, claro, ainda há a salientar as personagens que apadrinham este regresso com os destaques a caírem, inteirinhos, nos soberbos solos de Jeff Waters (em Bridge To Neverland) e Gus G (em One Step To Devotion). Tudo isto num trabalho extraordinariamente homogéneo, onde será difícil dizer qual é o melhor tema, mas que também se torna quase impossível escolher o pior. Por isso, sejam bem vindos de volta e que não sejam precisos outros dez anos de espera.


Tracklist:
1. 13th Moon
2. Me & You
3. Bridge To Neverland
4. Fragile
5. One Step To Devotion
6. Foreclosure
7. Obsolete
8. Her Scent In The Spiral
9. Take My Hand
10. Slumber


Line Up: Hernesto Guerra (vocais), Bruno Silva (guitarra), Ricardo Dias (voz e guitarra), Hugo Pires (baixo/músico de sessão), Daniel Cardoso (bateria/músico de sessão)




Edição: Recital (http://www.recitalrecords.com/)


Nota VN: 17,0 (2º)

Review: Lead The Way (Human Cycle)


Lead The Way é o trabalho de estreia dos nortenhos Human Cycle, uma banda que alinha pelas orientações mais melódicas e radiofónicas do rock. Os cinco temas presentes nesta proposta prezafem um total de pouco mais de um quarto de hora, o que diz bem do seu tamanho. Esta será, provavelmente, uma aposta em termos de rádio, já que seu rock suave e melódico tem muitas possibilidades nesse sentido. Todavia, em termos instrumentais os Human Cycle mostram que sabem o que querem e conseguem introduzir diversos elementos na sua música que só a enriquece evitando que se torne monótona. Falamos de pequenos ruídos produzidos por sintetizadores ou apontamentos acústicos que, realmente, atiram os temas para outro patamar de beleza. A nível vocal, Mário Dias está muito bem, num registo quase pop, a lembrar, por vezes, Muse. Destaque para a sensibilidade de Reflexo (Passo a Passo), o segundo single extraído do EP e Bottom Line, numa linha mais rockeira. Estão de parabéns os Human Cycle por esta estreia e ficamos à espera de um trabalho mais longo.


Tracklist:
1- Lead The Way
2- Porta dos Segredos
3- Licking Scars
4- Reflexo (Passo a Passo)
5- Bottom Line


Lineup: Mário Dias (voz), Alberto Rebelo (guitarra), Miguel Dias (guitarra), Álvaro Matos (baixo), José Barbosa (bateria)




Nota VN: 15,5 (7º)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Playlist 16 de Outubro de 2008

1ª hora:

Dreaming Of Reality (Forgotten Suns)
A Dança das Ondas (Ava Inferi)

Flashback da semana: Wiseblood (C.O.C.)
Wiseblood

The Day Of Neverending (Fireball Ministry)
Stream Of Evil (Factory Of Dreams)

Entrevista: Factory Of Dreams

2ª hora:


Without You (Rage)
I’m In The Band (The Hellacopters)

Disco da semana: Among Beggars And Thieves (Falconer)
Field Of Sorrow
Man Of The Hour
Carnival Of Disgust
Pale Light Of Silver Moon
Dreams And Pyres


The Judas Kiss (Metallica)
United Abominations (Megadeth)
Last Of The Few (ThanatoSchizo)
Evolution: Reload (Echidna)

sábado, 11 de outubro de 2008

Entrevista com Hugo Flores

Na próxima emissão, dia 16 de Outubro Hugo Flores estará em directo em Via Nocturna, a partir das 21.30 para nos contar tudo sobre o seu novo projecto, Factory Of Dreams. Fiquem atentos e não percam. O programa pode ser ouvido em 90.5, 100.8 ou em www.rrt.pt.vu, seleccionando a opção Emissão em Directo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Playlist 09 de Outubro de 2008

1ª hora:

O Fortuna (Therion)
Cry (Secrecy)
Cry Just A Little (Avantasia)
Sing For Me (Tarja)
Battle Of Kadesh (Todesbonden)
D.I.Y. Surgery (The Tangent)

Flashback da semana: Sonic Temple (The Cult)
Fire Woman

Generator Of Illusions (Factory Of Dreams)
Icewind (Axxis)
Visions (Judas Priest)
Prince Waldeck’s Galliard (Blackmore’s Night)

2ª hora:

Principium: Cosmogony – The Creation (Antiquus Scriptum)
My Moonlight Sonata (The SymphOnyx)
Never-Ending Story (Within Temptation)
Maiden Steel (Thy Majestie)

Disco da semana: Death Magnetic (Metallica)
The End Of The Line
All Nightmare Long
Suicide & Redemption
My Apocalypse


To Holmgard And Beyond (Turisas)
Hers In The Twilight (Moonspell)

Review: Tales Of Ithiria (Haggard)


Ao longo da sua já longa carreira, os Haggard têm construído uma sonoridade única no que diz respeito ao cruzamento de metal com outros estilos como o clássico, o barroco e a música medieval. Em Eppur Si Muove, editado há quatro anos, o colectivo germânico consegui criar uma obra magnífica que elevava os patamares de exigência a níveis perigosos. Agora surge Tales Of Ithiria, o muito aguardado sucessor. Quatro anos de trabalho faria supor mais uma obra-prima, mas na realidade não acontece isso. E muito por culta de uma acentuada falta de originalidade e criatividade. Tudo o que está em Tales Of Ithiria poderia ter estado em Eppur Si Muove ou em Awakening The Centuries. Os mesmos riffs, as mesmas linhas vocais sejam elas operáticas ou death metal, os mesmos solos de violino ou flauta, as mesmas texturas de piano. Isto, obviamente, sem beliscar a qualidade de alguns temas como os três primeiros capítulos da história (Tales Of Ithiria, Upon Fallen Autumn Leaves e La Terra Santa) ou da cover do Meccano, Hijo da la Luna onde, nomeadamente em termos vocais, se pode notar uma grande capacidade em termos de técnica e de arranjos. Também no que diz respeito à componente sinfónica se nota algum cuidado em manter a bitola elevada na qualidade das estruturas. Todavia, todo esse acrescento sinfónico fica algo desfocado e perdido com a desnecessária inclusão de nada mais nada menos que quatro interlúdios. Ora, se a esses adicionarmos uma intro e a tal cover restam poucos temas (cinco!) para nos deliciarmos. O que é pena, pois os Haggard têm tudo para criar obras excelentes e tiveram tempo para produzir algo mais. Bastava a inclusão de um par de temas (dos verdadeiros!) e o álbum teria outra dimensão, seguramente.


Tracklist:

01. The Origin

02. Chapter I - Tales Of Ithiria

03. From Deep Within

04. Chapter II - Upon Fallen Autumn Leaves

05. In Des Königs Hallen (Allegretto Siciliano)

06. Chapter III - La Terra Santa

07. Vor Dem Sturme

08. Chapter IV - The Sleeping Child

09. Hijo De La Luna

10. On These Endless Fields

11. Chapter V - The Hidden Sign



Site: http://www.haggard.de/

Myspace: www.myspace.com/haggard2007

Edição: Drakkar (http://www.drakkar.de/)

Nota VN: 15,17 (31º)

Review: Among Beggars And Thieves (Falconer)


Na nossa modesta opinião, a carreira dos Falconer pode ser dividida em duas épocas: com e sem Mathias Blad. O vocalista, de quem se diz que nem gosta de metal é, de facto, a grande mais-valia dos suecos. Fez dois álbuns muito bons (Falconer e Chapters From A Vale Forlorn) e saiu. E com ele acabou o brilhantismo. Regressou em Northwind e, apesar de ser um álbum não tão bem conseguido como os primeiros, elevou, de novo, o estatuto dos Falconer. Agora surge Among Beggars And Thieves, um registo na óbvia linha do colectivo, misturando o seu power metal (muito) melódico com algumas influências medievais, na linha de Blackmore’s Night, e com os omnipresentes apontamentos folk da sua terra natal. Daí não estranhar a existência de três temas cantados em sueco, mostrando que Stefan Weinerhall não renega as suas origens, o que é sempre salutar. Mas quanto à música, não há muito a acrescentar. O colectivo não é capaz de inovar muito se bem que em Mountain Men ou Dreams And Pyres se possam notar alguns apontamentos que introduzem uma certa variação na sua habitual linha orientadora. No cômputo geral, e apesar de tudo, trata-se de mais um bom registo com temas rápidos alternando com outros mais compassados, plenos de melodia, com excelentes solos e alguns coros majestosos. Field Of Sorrow, Man Of The Hour, Pale Light Of Silver Moon ou o longo final Dreams And Pyres, são os melhores exemplos. Todavia, o principal pecado dos Falconer continua a não ser ultrapassado. Trata-se da pouca consistência dos seus trabalho que misturam temas verdadeiramente geniais (quase sempre no primeiro terço do álbum) com outros a roçar a banalidade (geralmente colocados estrategicamente mais perto do final). Uma característica que desde sempre se tem verificado (excepção feita à estreia homónima) e que se volta, infelizmente, a notar em temas como Boiling Led ou Skula Skorpa, Skalt.

Tracklist:
01. Field Of Sorrow

02. Man Of The Hour

03. A Beggar Hero

04. Vargaskall

05. Carnival Of Disgust

06. Mountain Men

07. Viddernas Man

08. Pale Light Of Silver Moon

09. Boiling Led

10. Skula Skorpa, Skalk

11. Dreams And Pyres


Lineup: Mathias Blad (vocals); Stefan Weinerhall (guitars, keyboards); Jimmy Hedlund (guitars); Magnus Linhardt (bass guitar); Karsten Larsson (drums).

Site: www.falconermusic.com

Myspace: www.myspace.com/falconermusic

Edição: Metal Blade (www.metalblade.de)

Nota VN: 15,67 (21º)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Playlist 2 de Outubro de 2008

1ª hora:

My Nuptial Sepulchre (Svenia)
Black Water (Neverland)
That´s What The Wise Lady Said (Angtoria)
The Shaman (Angra)
A New Moonlight (André Matos)
Sheltered (By The Obscure) (Serenity)
As Life Flows By (Green Carnation)

Flashback da semana: Horrorscope (Overkill)
Live Young Die Free

Rats Are Following (Elvenking)

2ª hora:

Shortest Day (The Gathering)
What Child Is This? (Trans Siberian Orchestra)
Spancill Hill (Cruachan)

Disco da semana: Poles (Factory Of Dreams)
Transmission Fails
The Sight Of A Better Universe
Air Powerplant
Peace Echoing
Stream Of Evil
The Piano In The Sea


The Lotus Eater (Opeth)
Chapter XII - …An Autumnal Night Passion Movement I (Desire)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Review: Poles (Factory Of Dreams)


Depois de no ano passado termos aqui comentado Dawn On Pyther (dos Project: Creation), regressamos agora a Hugo Flores a propósito do seu novo projecto: Factory Of Dreams. Antes de mais deve dizer-se o multi-instrumentista português é, ele próprio, uma verdadeira fábrica de música. Depois de Sonic Pulsar e os já citados Project: Creation, surge agora, acompanhado apenas pela vocalista Jessica Letho nos Factory Of Dreams, sendo Poles o seu primeiro registo. Como é evidente, para ser criado um projecto novo só mesmo se a sonoridade também for nova. E é o que acontece. Hugo Flores, que aqui assume toda a responsabilidade a nível instrumental, vira-se para o gótico e industrial. A sonoridade é muito densa em termos de ruídos, com ritmos maquinais, quase militares em alguns temas, mas com uma sensualidade própria do gótico que é criada pela voz doce e calma de Letho. No fundo, tal como o nome do projecto indica, o instrumental é uma fábrica em perfeita laboração, enquanto o vocal é o sonho produzido por essa entidade. Ainda assim, há espaço para momentos (mais ou menos) sossegados e tristes como acontece em The Piano In The Sea ou no início de Air Powerplant. Aliás, este tema é um dos mais bem conseguidos de todo o álbum, pela capacidade vocal demonstrada, pela variação rítmica e pela intensidade sonora criada. A acompanhá-lo, em termos de grandeza, fica o fecho com Crossing The Bridge Of The Positive Pole, num álbum em que a mensagem positive parece ser o desígnio: The Sight Of A Better Universe, Peace Echoing e o tal Crossing The Bridge Of The Positive Pole.


Tracklist:
1. Transmission Fails
2. The Sight Of A Better Universe
3. Air Powerplant
4. Factory Of Dreams
5. Gliding Above The Ocean Of Memories
6. Peace Echoing
7. Stream Of Evil
8. The Piano In The Sea
9. Generator Of Illusions
10. Electric Boom
11. Crossing The Bridge Of The Positive Pole

Lineup: Hugo Flores (guitarra, baixo, teclados e bateria) e Jessica Letho (voz)

Site: http://www.hugofloresmusic.com/

Myspace: www.myspace.com/projectcreation

Edição: ProgRock Records (http://www.progrockrecords.com/)

Nota VN: 15,67 (3º)

Review: Death Magnetic (Metallica)


Uau!!! Sejam bem vindos de volta meus senhores! Cinco anos após o fiasco que foi St. Anger e quase 20 anos após o seu último registo digno de realce (o Black Album), este regresso dos Metallica vem demonstrar que, afinal, os reis ainda dominam. Com uma sonoridade próxima dos míticos e seminais Master Of Puppets e … And Justice For All, o quarteto regressa em força e com força, apresentando um conjunto de temas rápidos, demolidores, com monstruosos solos e estonteantes longas partes instrumentais. Um inegável petardo de speed/thrash metal claramente apontado às cabeças dos mais incautos. Em alguns momentos (Cyanide ou The Judas Kiss, por exemplo) a crueza da sonoridade remete-nos, eventualmente para algumas das suas influências punk, mas é no seu som tipicamente pesado, balanceado, por vezes sujo, que se pode notar o regresso às origens. Todavia, um regresso em que não se notam sinais de parecerem datados ou ultrapassados mas apresentando um som perfeitamente actual, moderno, com uma produção poderosa (cortesia de Rick Rubin). E numa altura em que parece que tantas bandas descobriram o thrash metal dos anos 80 do século passado, são precisamente os Metallica a mostrarem como isso se faz bem, dando uma verdadeira lição de mestre aos seus pupilos. Mas no meio do desenfreado corropio de temas fortes ainda sobra tempo para seduzir, como acontece com a terceira parte da saga The Unforgiven, onde um inicio orquestrado e com um doce piano cria o ambiente necessário para um dos mais belos temas da carreira da banda. O recurso aos instrumentais volta a acontecer. Desta feita, em Suicide & Redemption, um digno sucessor de Orion. Mas há muito mais para se deliciar, num álbum claramente orientado para as guitarras, com os ritmos, os riffs, as harmonias e os solos num plano único de intensidade. Senão ouçam The End Of The Line, All Nightmare Along ou The Day That Never Comes.


Tracklist:
01. That Was Just Your Life

02. The End Of The Line

03. Broken, Beat & Scarred

04. The Day That Never Comes

05. All Nightmare Long

06. Cyanide

07. The Unforgiven III

08. The Judas Kiss

09. Suicide & Redemption

10. My Apocalypse


Lineup: Kirk Hammet (guitarra), James Hetfield (guitarra e voz), Robert Trujillo (baixo) e Lars Ulrich (bateria)

Site: www.metallica.com

Myspace: www.myspace.com/metallica

Edição: Vertigo

Nota VN:
18,17 (1º)