terça-feira, 9 de junho de 2009

Entrevista com Eternal Death

Os Eternal Death são mais uma jovem banda transmontana a preparar-se para dar o salto em termos de exposição. A projecção da sua sonoridade tem vindo a crescer e por isso quisemos saber mais sobre mais uma banda da prolifera vila de Sta. Marta de Penaguião e fomos questionar o baterista Tiago Machado.

Em primeiro lugar, gostava que apresentassem o vosso projecto fazendo uma breve resenha histórica.
Os Eternal Death surgiram em Novembro de 2002, em Lamego, fundados por André Lobão (Voz) e Luís Correia (Guitarras). Em 2003, Diana Ferreira (Baixo), Fernando Vicente (Guitarra) e Nuno Esteves (Bateria) completaram o line-up da banda. Foram compostos 5 temas, os quais foram gravados e editados na primeira demo, Passion, Blood And Tears…, em 2004. Pouco tempo depois a banda separou-se. Em 2007, o projecto renasceu com Luís Correia nas vozes, guitarra e baixo, e eu, Tiago Machado, na bateria, com o intuito de regravarmos alguns dos temas da anterior demo e compor novo material, estando nós agora sediados em Santa Marta de Penaguião.

Actualmente, quem são os Eternal Death?
Actualmente os Eternal Death são Fábio Amaro na voz, o Luís Correia na primeira guitarra, o Hugo Carvalho que antes ocupava o lugar de baixista está agora na segunda guitarra, no baixo temos o nosso novo membro Ricardo Chaves que foi a surpresa no 3º Festival da Irmandade Metálica, no qual estreamos ao vivo este line-up, e por fim, eu [Tiago Machado] na bateria.

Quais as vossas principais influências?
Cada membro tem gostos diferentes, logo aí as influências são muito diferentes e variadas. Não tentamos imitar ninguém, pretendemos ser sempre originais e simplesmente tentamos fazer as nossas músicas.

A cena transmontana tem estado muito activa (excelentes lançamentos de ThanatoSchizo e Thee Orakle, por exemplo). De que forma é que as bandas mais jovens acabam por beneficiar dessa exposição da região?
Uma vez que estas bandas abriram o caminho para aquilo que é hoje o metal transmontano, tornando-se boas referências, para nós fica a responsabilidade de dar continuidade ao que de melhor é feito em Trás-os-Montes, não sendo uma tarefa nada fácil, porque os exemplos que temos mesmo ao nosso lado já se encontram num patamar mais elevado.

Da vossa discografia fazem parte a edição de duas demos. Para quando a edição em formato mais profissional?
Desde do primeiro concerto que temos colocado essa questão em cima da mesa, até porque tanto a demo como a compilação contêm material gravado pelo anterior line-up da banda e seria bom podermos mostrar num formato com som decente tudo o que temos trabalhado ao longo deste tempo, mas por enquanto queremos ganhar calo com os ensaios e concertos. Vontade de irmos para estúdio e editarmos um EP não nos falta. Depois do concerto que iremos dar no Porto a 13 de Junho, iremos voltar a falar sobre o assunto para decidirmos o que fazer.


Os Eternal Death já por uma vez puseram ponto final na sua, ainda curta carreira. Que motivações estiveram por trás do vosso renascimento?
Eu e o Luís tivemos anteriormente um projecto chamado Light Behind (ex-Nemus Mortuum). Com esse projecto editamos uma demo, demos um concerto na Régua, concerto do qual disponibilizamos o áudio para download. Após esse concerto ficamos a compor novo material durante alguns meses, mas para nosso azar o vocalista desistiu do projecto levando o teclista atrás. O baixista acabou também por desistir. Depois disso, o Luís teve a ideia de ressuscitar os Eternal Death tendo-me convidado para assumir o cargo de baterista. A partir daí foi ensaiar sempre que possível. Depois encontramos o Fábio e o Hugo e isso permitiu-nos levar as coisas para um outro nível, o que nos permitiu voltar aos concertos.

Para quem estiver a ler esta entrevista e não conhecer os Eternal Death, onde o poderá fazer?
Poderão visitar o nosso site (
http://www.eternaldeath.pt.vu/) e myspace (www.myspace.com/eternaldeathpt), onde poderão ouvir algumas gravações dos nossos ensaios. Se quiserem entrar em contacto com a banda podem enviar mail ou adicionar-nos no Messenger (eternaldeath.pt@gmail.com). Por fim, para quem ainda for adepto do mIRC, pode ir até ao nosso canal (#EternalDeath) na Ptnet.

Falem-me dos vossos projectos como banda a curto/médio prazo.
Os nossos projectos para já passam por podermos divulgar cada vez mais o nosso trabalho, dando concertos, concertos e mais concertos, bem com podermos então embarcar nessa aventura que será gravar algo em estúdio para ser editado num formato profissional. Até lá é continuar a trabalhar.

1 comentário:

Piki disse...

O Baterista da banda é mesmo gostoso.
Musicas excepcionais.
Parabéns!