Entrevista com The Spiteful

Os The Spiteful são mais um nome importante a juntar à nova vaga de metal nacional. Juntamente com Echidna e Switchtense fazem parte da armada mais pesada da Rastilho e esta estreia, Persuasion Through Persistence, vem demonstrar que com dedicação, persuasão e persistência os sonhos podem tornar-se realidade.

Qual a sensação de verem ao fim de cerca de uma década de existência, o vosso primeiro álbum pronto?
É a concretização de um sonho. Todas as bandas têm certamente o desejo de um dia ver o seu trabalho editado para que todos o possam ouvir, mas grande parte delas, seja por que motivo for, não o consegue materializar. É por isso um motivo de orgulho, mas ao mesmo tempo é também a justa recompensa por muito trabalho e obstáculos ultrapassados.


Que evolução podem vocês apontar entre os 2 EP’s e este álbum?
Penso que é um processo de amadurecimento natural, dado que nos quase 6 anos que nos separam da edição do Upheaval, nunca parámos de tocar/ensaiar. A evolução começa logo por aí, sentíamo-nos cada vez mais à vontade para escrever músicas que eram mais exigentes e trabalhadas. A entrada do Ricardo [Tarrafa, voz] na banda também se pode considerar um passo importante nessa evolução. Foi uma lufada de ar fresco, que nos permitiu experimentar coisas diferentes.


Gravaram com o Daniel Cardoso nos Ultrasound Estudios. Parece ser quase obrigatório actualmente, certo? Que influência tem este produtor estes estúdios na definição da sonoridade final de Persuasion Through Persistence?
Permite-me corrigir: não gravámos lá. O processo de gravação decorreu entre os North Audio e os Parasite’s Lair Studios, em Leiria. Eram locais onde encontrámos as condições necessárias para gravar a um ritmo que nos era adequado. Depois de tudo gravado, entregámos o trabalho ao Daniel para fazer a mistura e a masterização. Em Portugal, e para o nosso estilo de música, é a pessoa indicada. Já tínhamos ouvido outros trabalhos dele e poucas dúvidas havia que seria ele a fazer também o nosso. Demos-lhe apenas algumas indicações para o som que pretendíamos e deixámos o resto a seu cargo. O resultado final é um álbum com um som moderno e pesado, como se pretendia.


A cena leiriense parece estar a crescer em quantidade e qualidade. Algum motivo especial, na vossa opinião, para isso acontecer?
Não julgo haver nenhum motivo em especial para que tal aconteça. Muitas das bandas da zona são constituídas por pessoal que já faz música (metal e não só) desde há muitos anos. Diria que estas coisas funcionam por ciclos. Quando começámos a tocar, aqui há uns anitos, a cena estava bastante activa e fervilhava com bandas de qualidade. Após um período menos produtivo, provavelmente Leiria estará a regressar a uma fase prolífica desse ciclo.


Como chegaram à família Rastilho? Sendo que são geograficamente vizinhos mas não são musicalmente (se exceptuarmos os Echidna e Switchtense) muito próximos da habitual linha orientadora da editora?
O contacto com a Rastilho surgiu já com o material praticamente pronto para edição. Já tínhamos trabalhado com eles, na distribuição do Upheaval, o que fez tudo acontecer mais naturalmente. O disco foi bem recebido, houve vontade de editar e o resto é história. Julgo que facto de recentemente terem editado Echidna e Switchtense não é alheio e que abriu as portas para que mais uma banda de metal se lhes pudesse juntar.


Voltando a Persuasion Through Persistence, há alguma temática específica inerente ao álbum?
Antes sequer de começarmos a gravar já tínhamos este título definido. Ao fim de 10 anos, persistência é coisa que não nos falta, e o melhor meio de persuasão é a persistência. Persuasão para que as pessoas ouçam a nossa música, seja em casa ou nos concertos, e que se divirtam a fazê-lo. Não é um álbum conceptual, mas acaba por resultar bem como um todo, em grande parte pela construção lírica do Tarrafa.


Há expectativas para uma distribuição/edição em território fora do nosso país?
Há algumas coisas planeadas, mas ainda um pouco no ar. Agora estamos no início e ainda a apalpar terreno. Vamos ver o que acontece por cá, e depois sim, talvez um salto lá para fora.


Finalmente, que acções promocionais estão a ser planeadas para este álbum, nomeadamente, em termos de concertos.
Ao acertarmos a data de edição deste disco estávamos cientes que esta é uma altura complicada para fazer promoção (concertos), dado que os locais chave estão todos com a agenda preenchida até ao final do Verão. Mas isso não nos vai impedir de tentar fazer o maior número de actuações possível. Quem quiser manter-se a par, pode visitar o nosso site (http://www.the-spiteful.com.pt), onde há links para outros espaços na web, com essas informações
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