Entrevista com Simbiose

Com Fake Dimension, os Simbiose provam que realmente são a melhor banda nacional no seu campeonato. Brutalidade e devastação são os predicados do 4º álbum de originais do colectivo que fazem as delícias da sua horda de fãs. Via Nocturna perguntou e respondeu-nos o vocalista Jonhy parco em palavras, muito pragmático mas muito bem disposto.

Consideram este Fake Dimension o vosso melhor álbum até à data?
Sim, até à data sem dúvida!


Este é, de facto, um álbum brutal. Era essa a vossa intenção desde o inicio?
Sim, apesar de todos os discos que fazemos tentarmos que sejam sempre brutais, mas hoje em dia só faz sentido que os Simbiose editem álbuns brutais! Se não, não vale a pena (risos).

É, também, o primeiro trabalho para a Rastilho. Como se fez a junção a esta editora e que diferenças notam em relação às anteriores?
Bem apesar de só agora estarmos na Rastilho, já faz anos que a conhecemos e acompanhamos a sua evolução e crescimento desde o inicio; sobre a diferença com as anteriores, para já ainda é muito cedo para falar mas uma coisa que estamos a gostar é das respostas rápidas às questões que vão aparecendo!

Porque é que a Intro só surge ao 7º tema?
Para não ser igual a outros disco do mesmo estilo e também porque na realidade aquela intro faz parte da música Fake Dimension, mas quisemos separaá-a da música para quem estiver a ouvir se quiser passá-la poder fazêlo.

Falem-me dos convidados: limitaram-se a emprestar a sua voz aos temas ou, de alguma forma, ajudaram a erguer esses mesmos temas em termos estruturais?
Cada um funcionou de forma diferente, mas as músicas já estavam feitas. No entanto cada um fez uma alteração aqui e ali no próprio estú dio... e no final parece que resultou!

Para a apresentação de Fake Dimension estão previstos diversos eventos em algumas cidades do país. Seguramente estão a ser preparadas com algum cuidado especial. O que nos podem adiantar em relação a isso?
Sobre os concertos desta tour iremos tocar essencialmente malhas novas, mas nunca vamos fugir da nossa energia que habituámos os nossos fãs. Destruição!

A utilização de duas línguas é feito com algum propósito específico?
Não , não tem nada a vêr. As letras de Simbiose não são escritas só por uma única pessoa; então há pessoal que se sente mais à vontade em escrever em inglês outros em português! Para nós não nos interessa o idioma só a mensagem mesmo...

Sendo uma das mais antigas bandas do movimento, como vêm todo esse vosso trajecto até aqui e que objectivos ainda se propõem atingir?
Bem nós vimos mesmo do underground, tudo o que construimos até agora não foi com a ajuda de ninguém a não ser a nossa (risos). Em termos futuros queremos continuar esta nossa amizade, esta festa que são os concertos e cada vez mais sacar bons discos e tocar fora do pais... hoje em dia é isso que nos dá pica!

No ano passado fizeram uma tour no Brasil. Como correu? De alguma forma essa experiência contribui para a feitura deste novo álbum?
Essa tour foi brutal... tocámos com muitas bandas boas e conhecemos muita gente que é fã dos Simbiose há muitos anos! Essa tour só fez com que a banda amadurecesse ainda mais e isso pode de alguma forma ter ajudado a fazer estas boas músicas... essa e outras experiências!

A finalizar, consideram mesmo que isto vai para pior?
Claro que vai! Não tenhas dúvidas e desculpa lá estar a ser tão claro e pessimista. Eu sei que não é esta a resposta que muitas pessoas estão à espera mas que o mundo em muitos aspectos vai para pior vai...(risos). E é só estares um pouco atento que vais ver que é verdade!

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