Entrevista com Crossfaith

Dos Açores chega-nos mais uma excelente proposta a demonstrar que o a cena açoriana está cada vez com mais vivacidade. Desta feita fomos conhecer melhor os Crossfaith que este ano publicaram Mixed Emotional, um álbum pleno de melodia e emoção numa linha de hard rock. Para isso, o vocalista Ricardo Reis disponibilizou-se a responder às nossas questões.

Antes de mais, apresentem-nos os Crossfaith.
Ricardo Reis (voz), Xico Botelho (guitarras), Rui Sousa (teclados), Rui Oliveira (bateria), Ricardo F. Santos (baixo)


A sonoridade Crossfaith é muito distinta dos demais colectivos açorianos e continentais. Trata-se de uma vertente, a do hard-rock, pouco explorada e, provavelmente, pouco apreciada em Portugal. Alguma vez pensam nisso quando estão a compor, ou não?
Não pensamos nisto. Estamos a produzir uma sonoridade quegostamos e que acreditamos. Posso adiantar que esta está a ser muitobem aceite pelo menos a nível Regional. A aderência ao nossotrabalho tem sido espectacular.

E em termos líricos, quais são as temáticas mais abordadas pelos Crossfaith?
Diversos, mas maioritariamente experiências da vida. Nãovou descrever a ninguém ao pormenor o sentido de cada tema,simplesmente porque pode ter um significado diferente para cada um.

Mixed Emotional é um disco cheio de sentimento. Trabalham de forma consciente essa vertente sentimental?
Na minha maneira de ver, sem sentimento a vida não tem sabor. A resposta é sim trabalhamos continuamente esta vertente.




Mixed Emotional apresenta uma versão para rádio do tema So Far Yet So Close. Algum motivo especial para a colocação desta faixa?
O nosso tema So Far Yet So Close tem um historial degrandes modificações ao longo do tempo na sua composição.Inicialmente era uma composição com outro nome, letra e com maisde 7 minutos de música. Fomos reestruturando e reescrevendo até chegarmos ao estúdio já com o tema gravado onde decidimos dar um corte na parte mais agressiva do tema, para o bem de melhor aceitação por parte dos diversos órgãos da comunicação social.


Os Crossfaith foram vencedores do II Concurso de Música Moderna da Ribeira Grande. Que oportunidades se abriram com a obtenção deste galardão?
Como vencedores do II Concurso de Música Moderna da Ribeira Grande, foi um empurrão para a frente. Elevou a auto estima dos músicos, deu-nos algo para anunciar a público enquanto estava adecorrer a pré produção do nosso disco Mixed Emotional.


Entretanto, tem actuado em eventos importantes nos Açores. Para quando o salto ao continente?
Estamos a guardar o convite!

Pelo meio, também uma passagem por um programa como o Verão Total, da RTP Como foi a experiência?
Em primeiro lugar estamos muito gratos pelo convite. Foi uma experiência muito positiva, tivemos a oportunidade de nos dar aconhecer a um leque muito vasto de audiência pelo mundo fora.

E a partir de agora, que projectos se propõem os Crossfaith abraçar e que objectivos atingir?
Temos de lembrar que neste momento o nosso dever continua a ser dar apoio ao trabalho que lançámos este ano. Estamos também a aguardar respostas de certas entidades da indústria musical para decidirmos os próximos passos.

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