Review: Infernum Liberus EST (Darkside Of Innocence)

Infernum Liberus EST (Darkside Of Innocence)
(2009, Edição de Autor)


Épicos, misteriosos, místicos, cinematográficos. Estes são alguns dos adjectivos que se podem utilizar para caracterizar os Darkside Of Innocence que com Infernum Liberus EST se estreiam de uma forma francamente auspiciosa. O álbum relata a história de uma criança chamada Laila, um poderoso anjo que nasceu em Vália com o propósito de proteger esse mesmo planeta de um vil demónio chamado Aneon, que assombrava Vália há imensas épocas mas que havia sido aprisionado pelos deuses. Daqui se infere que a polaridade existente na história (bem/mal, luz/trevas) se transfere para o campo musical com a banda a explorar, de forma muito consistente, a dualidade vocal e de ambiências. Há momentos fortes, rápidos e poderosos e há momentos calmos, sublimes e de uma beleza ímpar. Pelo meio ainda surgem toda uma série de vivências e ambientes que ajudam a elevar este trabalho a um patamar único de diversidade, intensidade e beleza: momentos sinfónicos, momentos progressivos, momentos épicos, variações rítmicas e estilísticas. A dualidade vocal funciona muito bem, com especial destaque em Angel Of Sin com a junção das duas vozes a criar um momento de belíssimo efeito. Tecnicamente também se assiste a um desfilar impressionante de pormenores bem elucidativos da capacidade da banda como facilmente se comprova em, por exemplo, The Eve To A Colder Epoch. Outro momento de singular capacidade criativa é no final de An Impending Commence For Decay (um dos temas mais fortes do álbum, muito próximo de um black metal sinfónico) em que inesperadamente tudo pára ficando apenas a melodia base. Todo este cenário pintado a preto e branco é reforçado com a existência de uma série de interlúdios curtos, essencialmente sinfónicos (excepção para To Bid Valia A Last Farwell, com um intenso, belo e profundo solo de guitarra), com uma carga dramática arrepiante. Uma palavra final para o épico que encerra o álbum de uma forma brilhante: In Nomine Dementia deixa para trás a costela black metal (ou eventualmente, dark/gothic/black metal) que a banda desenvolve ao longo do álbum e embrenha-se de uma forma sofrida e dolorosa num doom metal funéreo muito próximo daquilo que os Desire fazem tão bem. Resta dizer que em todos os momentos, sejam eles mais fortes, mais densos ou menos poderosos há um elemento omnipresente: uma sensibilidade melódica única e deliciosa que realmente transforma Infernum Liberus EST numa obra fundamental da produção metálica nacional.

Tracklist:
1. Inferno
2. Angel Of Sin
3. The Eve To A Colder Epoch
4. Once Upon Havoc And Despair
5. An Impending Commence For Decay
6. To Her Spawn In Full Submission
7. The Chosen Path Led Forth Devastation
8. … Of A Cursed Dawn Eclipsed
9. To Bid Valia A Last Farwell
10. A Howling Hymn For Aneons Awakening
11. Condemned To Bare A Plague Of Aeons
12. Bloody Mistress
13. In Nomine Dementia


Line up: Pedro Remiz (vocais), André Reis (guitarra), Pedro Bandeira (bateria), Paulo Roque (guitarra), João Arcanjo (baixo), Sara Henriques (vocais)
Myspace:
www.myspace.com/darksideofinnocence
Edição: Autor
Nota VN: 17,6 (3º)

Comentários

  1. ola li um pouco do teu artigo, interessoume é ao meu gosto, fiz uma pesquiza e estou neste momento a ouvir um tema comentado por ti!!!! gostei muito, recomendo, ao ouvir este tipo de som e musica á um misturar de sensaçoes e pensamentos..... gostei muito

    ResponderEliminar

Enviar um comentário