Review: The Weirding (Astra)

The Weirding (Astra)
(2009, Rise Above)


Se não há dúvidas que o revivalismo está na moda, um dos principais responsáveis por esse movimento serão os Astra. A banda de San Diego apresenta-nos em pleno século XXI um álbum todo ele orientado para as décadas de 60/70 do século passado. Desde o conceito da capa ao visual do colectivo passando pela sonoridade quer ao nível dos instrumentos quer da captação do som. Uma coisa é certa: os Astra devem reivindicar para si o direito de legítimos herdeiros do fantástico legado deixado por nomes como King Crimson, Led Zeppelin, Deep Purple ou até Doors, Yes ou Genesis. Serenos dedilhados acústicos vão-se cruzando com flautas, harpa, mellotron, órgãos Hammond tudo bem conjugado num psicadelismo só possível naqueles anos dourados da música. Com quatro temas acima dos dez minutos os Astra exploram toda uma sonoridade progressiva com longos solos, ambientes estranhos e algum misticismo. Apesar de se poderem enquadrar no campo progressivo, poderá afirmar-se que se acentua mais a vertente da contemplação em detrimento de uma grande complexidade técnica. Se bem que se deva realçar que The Weirding não é um álbum de fácil audição e exigir muitas tentativas até se conseguir captar tudo o que está a acontecer em cada momento. Claramente um dos melhores lançamentos do ano e a banda sonora perfeita para um momento de relaxe após um exaustivo dia de trabalho.
Tracklist:
1. The Rising Of The Black Sun
2. The Weirding
3. Silent Sleep
4. The River Under
5. Ouroboros
6. Broken Glass
7. The Dawning Of Ophiuchus
8. Beyond To Slight The Maze

Line up: Richard Vaughan (guitarra, mellotron, vocais), Conor Riley (mellotron, harpa, guitarra, órgão, sintetizadores), Stuart Sclater (baixo), David Hurley (bacteria, percussão, flauta), Brian Ellis (guitarra)


Website: http://www.astratheband.com/
Myspace:
www.myspace.com/astrasound
Edição: Rise Above (
http://www.riseaboverecords.com/)
Nota VN: 18,0 (5º)

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