Entrevista com Bigelf

Cheat The Gallows editado o ano pasado nos Estados Unidos é o quarto álbum de um dos tesouros mais bem guardados do outro lado do Atlântico: os Bigelf. A edição europeia do álbum e o convite por parte de Mike Portnoy (dos Dream Theater) para tocarem na sua Progressive Nation Tour deu-lhes a visibilidade internacional que já mereciam, muito principalmente após a edição deste colosso que é o citado Cheat The Gallows. Ace Mark (guitarrista) revelou-nos um pouco do mundo Bigelf.

Após mais de uma década de existência os Bigelf estão prontos para conquistar a Europa?
Estamos mais que prontos! Temos vindo a tocar na Escandinávia e nos Estados Unidos há já alguns anos e é fantástico regressar e tocar nesses sítios onde as pessoas realmente gostam de rock. Na Progressive Nation nós tocamos em países onde nunca tínhamos estado antes como o Reino Unido, Espanha ou Itália e, obviamente, foi muito bom.

Cheat The Gallows foi editado, nos Estados Unidos o ano passo e só agora chega à Europa via Powerage Records. Esta nova edição é exactamente igual à anterior ou acrescentaram alguns extras?
É excatamente a mesma. Para ambas as edições cortámos alguns temas como Demon Queen Of Spiders, Don´t Blow It e Snake Eyes. O objectivo era que os álbuns ficassem um pouco mais curtos. De qualquer das formas, para os mais curiosos, estes temas estão disponíveis no iTunes. O álbum estava bom, mas estava demasiado longo e achámos melhor retirar alguma coisa.

Actualmente temos assistio a uma onda revivalista. Bigelf são uma das bandas que se inspiram em sonoridades dos anos 60/70. Quais são as vossas principais influências? Os Beatles são muitas vezes citados, mas há outras…
The Beatles, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Uriah Heep, King Crimson, Pink Floyd estão todos lá. Mas também há algumas bandas que, por diversas razões, nunca foram tão conhecidas como as citadas, tais como: The Move, The Pretty Things, Badfinger, Van Der Graaf Generator, Gracious e por aí fora. Também temos nomes favoritos fora do rock clássico e é essa mistura que faz o nosso som único e não estarmos apenas a fazer cópias do que já fez sucesso há anos atrás.

Como se sentem sendo uma das bandas convidadas para a Progressive Nation Tour?
Sentimo-nos fantásticos! E estamos eternamente agradecidos ao Mike Portnoy por nos ter dado esta oportunidade. Demos 51 concertos na América do Norte e na Europa mais alguns espectáculos na nossa cidade e foi fantástico! Quer na América quer na Europa houve, realmente, um grande espírito de amizade entre todos. Mais parecia um festival de rock sobre rodas que simplesmente quatro bandas a partilhar o mesmo palco. Os Dream Theater foram excelentes anfitriões, fizeram toda a gente sentir-se bem e apreciada. E o público foi espectacular, especialmente em França, Polónia e na Europa do Sul.

Como têm os fãs e a imprensa recebido o vosso trabalho?
Na verdade tem havido uma boa onda para nós durante a Prog Nation Tour. Estava na altura de entrarmos na Europa em cheio, penso que assim é que o rock deve ser. As audiências na tournée foram espectaculares. Aproveito para agradecer a toda a gente que apareceu nos concertos. E preparem-se: estaremos de volta no inicio de 2010!

Com este Cheat The Gallows a vossa bilbiografia conta já com quatro edições. Que diferenças apontas entre este último e os anteriores?
Realmente agora temos quatro álbuns de estúdio: Closer To Doom (1998), Money Machine (2000), Hex (2003) e este Cheat The Gallows que é, definitivamente, o disco melhor produzido e, em geral, mais pensado do que tudo que tenhamos feito antes. Comparando com os dois primeiros álbuns, é, também, o mais temático embora não se possa considerar um álbum conceptual. Musicalmente há uma série de coisas a acontecer: tem doom, rock, pop e glam acrescido do mais estranho e poderoso material progressivo, como o tema final, Counting Sheep, que é o meu favorito. E foi realmente agradável ter experimentado alguns instrumentos adicionais como sopros e cordas.

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