Entrevista com Behead The Dead

Antes de mais, contem-nos um pouco da história dos Behead The Dead.
Behead The Dead
é uma banda de Heavy Metal de Oeiras. Começámos no final de 2007 e depois de algumas experiência sonoras nos diversos sub-géneros do metal chegámos à actual sonoridadade que consiste em energia, poder e Groove. No que toca a membros, Adam Kirchberger toca bateria, Matthew Jozsef é o vocalista e Jeremy Pringsheim o guitarrista. Actualmente não temos baixista mas estamos à procura de um.

Tiveram alguns problemas no passado. Já está tudo ultrapassado? E que ilações retiraram desses problemas?
Agora podemos, definitivamente, dizer que os problemas estão ultrapassados. Os problemas surgiram no verão de 2008 em que a banda esteve um longo período sem ensaiar em virtude de os membros estarem fora do país. No que nos diz respeito, não houve muito a aprender até nada correu, necessariamente, mal. No entanto, enquanto alguns membros estiveram fora, os restantes membros queriam estar activos e começaram a trabalhar com outros projectos. Sabemos que isso não acontecerá de novo porque todos nós amamos a música que estamos a construir mais que qualquer outra forma musical. Este é o estilo que mais gostamos de escrever, ouvir e tocar, portanto nada se meterá no nosso caminho agora.

BTD não tem baixista. Como se processa a composição considerando tal facto. Estão a pensar incorporar um baixista permanente?
O posto de baixista tem sido um problema desde o inicio! Conhecemos poucos baixista para começar a trabalhar e o que conhecemos ou são maus ou não se enquadram na nossa sonoridade. Chegámos a fazer audições a guitarristas para tocar baixo! O que não será muito agradável, mas mesmo assim não chegámos a lado nenhum! Ainda estamos à procura de um baixista e, realmente, precisamos de um, mas, por agora, há pouco que possamos fazer.

A falta de um baixista é a causa da vossa superior técnica ao nível de guitarra e bateria?
Até agora nunca tínhamos pensado nisso, mas provavelmente a falta do baixista ajudou-nos a desenvolver porque temos que trabalhar no nosso instrumento tão bem que fiquem asseguradas as partes do baixo.

Quem é o baixista convidado em Incense?
Nas duas partes de Incense temos o Vasco Abreu a tocar baixo. Em primeiro lugar porque ele toca baixo e tem um baixo. Mas, também porque vive próximo do Adam. Ele poderia ser o baixista a tempo inteiro mas não gosta de tocar metal – é mais um baixista de funk. O seu estilo não foi importante nas sessões de gravação porque o Jeremy sempre teve ideias de como as linhas de baixo deviam soar e então mostrou-lhas e o Vasco fez a sua interpretação.

A respeito de Unleash The Deceased, como decorreram as sessões de gravação?
Desde que começámos a banda, e penso que todas as bandas aspiram ao mesmo, nós queríamos lançar um álbum um dia. Este sonho tornou-se realidade e chama-se Unleash The Deceased. As gravações tiveram lugar no meu estúdio em Julho de 2009. A masterização foi toda feita pela banda e foi terminada em finais de Setembro. E posso afirmar com segurança que as sessões de gravação foram muito bem sucedidas e que estamos muito satisfeitos com os resultados.

E em termos líricos, quais são os principais tópicos abordados?
Jeremy e Matthew são os principais responsáveis pela parte lírica. Em Unleash The Deceased há pequenas histórias que têm algumas mensagens sérias implícitas. For exemplo, Incense é a história de alguém que é consumido pela sua própria raiva e é uma mensagem para as pessoas que estão sempre furiosas que esse estado as pode alienar daqueles que os amam. No entanto, Unleash The Deceased também fala de algumas lutas pessoais. Isto pode ser verificado em Stones To Throw que falta da falta de apoio que sentem os jovens músicos. E isto aplica-se àquelas pessoas que, no passado, nos criticaram e que agora já não têm nada a dizer quando se aperceberam que não há comentários negativos à nossa música. No entanto, as novas letras de BTD tem tido uma direcção ligeiramente diferente. Focam assuntos da actualidade e explanam a nossa opinião sobre essas matérias.

A finalizar, que projectos para os BTD nos próximos tempos?
Como banda, queremos manter-nos juntos. Especialmente agora que terminamos os nossos estudos secundários e vamos para a universidade, temos esperança que a banda continue junta e a crescer. Iremos participar no Wacken Open Air Battle e esperamos ganhar alguma coisa com isso. Também gostaríamos de fazer algumas actuações com bandas europeias para se nos abrirem as portas de concertos fora de Portugal. Depois de terminarmos a escola vamo-nos mudar para Londres para continuar a estudar e tentar entrar na cena britânica. Temos esperança de ser bem sucedidos e fazer muitas amizades e encontra muitos fãs que gostem da nossa música.

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