terça-feira, 16 de março de 2010

Entrevista com Miss Lava

Na altura da nossa primeira conversa tinham dito que para o álbum se esperava mais e melhor em relação ao EP. Estavam muito confiantes e agora percebe-se porque. Era este o resultado que procuravam?
Sem sombras de dúvida!!!! Trabalhámos afincadamente com um objectivo bem delineado, e não descansámos enquanto não o atingimos. A nosso ver valeu a pena e estamos plenamente satisfeitos. (risos)

Nessa altura referiram, também, que não estavam a sentir muita pressão na preparação do álbum. Essa preparação continuou assim de forma tranquila?
Para o final do processo, começámos a sentir a pressão do relógio, tinhamos um deadline estabelecido com o Jens (o produtor Sueco que misturou o álbum) e tivemos que jogar com o pouco tempo livre (trabalho, familia, etc...) para concluir o trabalho. A forma como cada um de nós se comporta sobre pressão é diferente, foi também um momento de aprendizagem, mas tudo correu bem e na data pré estabelecida estávamos a caminho da Suécia com um sorriso estampado nas faces.

Blues For The Dangerous Miles, é um álbum muito forte. Estão, obviamente, satisfeitos, com o resultado final. O que pergunto é se sentem preparados para conquistar o mundo, pois o disco já foi disponibilizado a nível global?
O objectivo é dar a conhecer o nosso trabalho ao maior número de pessoas possíveis. É preciso não esquecer de que se trata de um primeiro longa duração.
Preparados estamos; se vai acontecer? concerteza que sim; No primeiro álbum? Ainda é cedo para dizer. (risos)
Essa disponibilização no mercado além fronteiras foi apenas digital ou também física?
Por agora só digital.

E como estão a ser as reacções desses mercados?
Mais uma vez, ainda é cedo. Há muito trabalho a ser feito.

Entretanto, recentemente mais uma referência: a presença do vídeo de Black Rainbow no MTV Headbanger’s Ball. É um momento importante na vossa carreira? Como o estão a viver?
Desde miúdos todos venerávamos o Headbanger's Ball, lembro-me de pedir cassetes de vídeo emprestadas a quem tinha a mágica parabólica. Era a referência e continua a ser. E como não podia deixar de ser, estamos muito felizes com o acontecimento, tem de facto um sabor muito especial.

Também a abertura para os Fu Manchu deve ter sido especial. Falem-me dessa noite.
Foi um dos melhores concertos que demos até hoje. Aquela sala cheia é de facto algo que nos deixa com pele de galinha, um ambiente incrivel, foi electrizante!!!!!! E também teve um sabor muito especial porque estivemos à espera até à ultima pela confirmação de que iamos tocar e poder realmente libertar essa tensão naquela noite foi incrivel.

E em Portugal como está a ser a aceitação?
Está a ser muito boa! Não nos podemos queixar. Penso que quem nos acom
panhava não viu as suas espectactivas defraudadas e quem não nos conhecia foi agradavelmente surpreendido. As críticas têm sido muito positivas, por tanto é um caso de so far... so good!!!!!

E espectáculos. Como está a ser ocupada a vossa agenda?
Depois da tour de lançamento e do slot com Fu Manchu, estamos a voltar à estrada. Em Portugal, vamos subir ao palco do Festival Efeito Borboleta a 13 de Março (com Black Bombaim e The Glockenwise), no Tramagal; vamos abrir para Entombed no Side B a 19 de Março e vamos ao Seixal a 20 de Março (com os Dawnrider). Depois, temos o Rockof em Cantanhede a 9 de Abril. Há mais coisas no ar em território nacional e umas quantas datas a serem validadas no estrangeiro. Vamos ver!!!! Não vivemos sem palco!!!

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