quarta-feira, 21 de abril de 2010

Entrevista com Painside

Com cerca de dois anos de existência, os cariocas Painside editam o seu primeiro registo onde o cruzamento entre a velha escola e o thrash actual de uns Nevermore promete dar cartas. Por isso Via Nocturna chegou à fala com o colectivo que nos elucidou sobre a sua ainda curta carreira.
Uma vez que os Painside não são ainda muito conhecidos em Portugal,gostaria que nos contassem um pouco da vossa história.
A banda foi formada há pouco tempo, 2 anos no máximo. Todos os integrantes já se conheciam da cena carioca, mas tocávamos em bandas diferentes. Até ao dia em que finalmente nos decidimos juntar e ver o que saía dessa união.

Em Dark World Burden podemos encontrar elementos oriundos de nomes tradicionais do metal mas perfeitamente actualizados.Perguntar-vos-ia quais são as principais influências dos Painside?
Todos na banda possuem diferente influências e talvez isso seja um factor importante para o balanço de elementos na nossa música. Acredito que entrem em jogo desde os clássicos como Iron Maiden e Judas Priest, a nomes mais recentes como Disturbed e Nevermore. Há um pouco de tudo!

Como decorreu o processo de composição e gravação de Dark World Burden?
O processo de composição em si não foi demorado, as músicas fluíram com naturalidade já que o processo de composição girou em torno de dois membros: Carlos Saione e Guilherme Sevens. A gravação é que levou um pouco a mais de tempo devido a factores externos, mas no final o resultado foi positivo.

Fale-me de God Made Me Unbreakable, o tema para Ronnys Torres.
A música surgiu por acidente, na verdade. Somos amigos de Ronnys e sempre fomos fãs de UFC. Como ele precisava de uma música, propusemo-nos a escrever um tema dedicado a ele, pois a sua história de vida é de muita luta e determinação. Essa música foi um tributo a um irmão brasileiro que batalha todos os dias com a cabeça erguida e que talvez sirva de inspiração para outras pessoas em situações difíceis.

Nesse tema tem a participação de Jean Dollobella dos Sepultura. Como se deu esse contacto?
Foi uma escolha natural devido às duas habilidades. Tínhamos um prazo apertado para entregar a faixa e nosso baterista não pôde participar na época. Guilherme sugeriu o nome de Jean ao nosso produtor que era amigo dele e que nos colocou em contacto. Ficamos felizes que ele tenha abraçado a ideia tanto quanto nós!

Por falar em convidados, também em Dark World Burden têm alguns, sendo que o nome mais sonante será Chris Boltendhal (dos Grave Digger). Como aconteceu essa participação e que papel tiveram (ele e os outros convidados) na construção da sua participação?
A ideia dos convidados era de somar ao nosso trabalho participações de pessoas de quem somos fãs há muito tempo. Embora as partes de cada um já estivessem escritas, cada um trouxe sua interpretação única para a música. E pela resposta que recebemos de fãs, acredito que conseguimos realizar um bom trabalho!

Como está a ser a divulgação do álbum aí no Brasil?
De momento ainda estamos a trabalhar nisso, já que o mercado fonográfico brasileiro passa por um momento de turbulência e redefinição, fazendo com que o processo todo demore. Por enquanto o foco é o mercado europeu e americano. Mas o Brasil não foi esquecido!

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