Entrevista com Sinbreed

Flo Laurin fundou os Sinbreed rodeando-se de gente importante da cena power metal germânica e europeia. A estreia, sob o título de When Worlds Collide, tem feito algum furor nos meandros mais clássicos do metal europeu. Motivos mais que suficientes para Via Nocturna conversar com o líder desta nova entidade germânica.
When Worlds Collide é a vossa estreia. Estão satisfeitos com o resultado final?
Sim, estamos totalmente satisfeitos. Tivemos um trabalho imenso mas é gratificante ver o álbum cá fora finalmente.

Este álbum também foi lançado numa edição limitada em formato picture disc. Foi ideia vossa ou da editora e com que finalidade?
A ideia foi da editora e nós concordámos com ela porque se trata de um produto orientado para os fãs e como nós acreditamos neste disco recebemo-la muito bem. Segundo eu sei, os pedidos têm sido muitos, logo tratou-se de uma decisão acertada.

Flo Laurin, membro fundador dos Sinbreed rodeou-se de um conjunto de músicos competentes oriundos de outras bandas. Não correm o risco de alguma incompatibilidade de agenda?
Não, é tudo uma questão de gestão de tempo. Obviamente, as bandas principais serão prioritárias para o Frederik e para o Herbie, mas nós estamos a trabalhar para podermos ter um futuro brilhante juntos.
A lista de convidados é notável! Estavam já escolhidos desde o inicio ou aperceberam-se durante o processo de escrita que determinadas partes necessitariam de algum input exterior?
Claramente, não! Quando falamos em composição, os convidados não tiveram qualquer influência nesse processo. Foi mais ao nível da performance e do valor que cada um introduziu nas canções. Sentimo-nos bem com estas personalidades a participar no nosso álbum e as suas prestações foram espantosas. A prestação da banda, sem os convidados também, é claro mas foi uma experiência muito enriquecedora ter trabalhado com gente tão competente!

Como decorreu o processo de composição e gravação de When Worlds Collide?
Desde que planeei tudo isto há alguns anos atrás, tudo correu muito bem mesmo quando iniciámos as gravações do álbum. Fizemos uma boa pré-produção, portanto estávamos perfeitamente preparados para gravar. Como em muitas bandas, começámos pela bateria do Frederik e depois o Alex e eu gravámos as guitarras e o baixo. O Herbie gravou as vozes no Markus Taske’s Bazement Studio onde todo o material acabaria por ser misturado. Como referi, estávamos bem preparados e tudo correu muito bem.


Considerando que, actualmente, o power metal está um pouco esquecido, o que têm os Sinbreed para oferecer para se destacarem?
Eu não diria esquecido, pelo menos considerando que evoluiu desde o chamado heavy metal clássico. Como penso que as pessoas nunca deixaram de ouvir este género de música. Quanto aos Sinbreed, adicionamos uma boa dose de peso no metal clássico por isso considero que essa porção extra de peso nos separa da maioria das bandas europeias de power metal. Certifica-te disso ouvindo When Worlds Collide e, seguramente, não ficarás desapontado.

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