sexta-feira, 21 de maio de 2010

Entrevista com Firecracker


Ainda antes dos Vindictiv, Stefan Lindholm, um guitar-hero sueco, compõs uma série de temas que a sua banda principal nunca lançou. Agora, sob o nome de Firecracker, Born Of Fire vem provar que, realmente, era uma pena esse conjunto de canções ficar esquecida. Juntando um conjunto de virtuosos, Stefan Lindholm criou um verdadeiro portento de metal neo-clássico. E depois, disponibilizou-se a explicar a Via Nocturna tudo o que está na base dos Firecracker.

Os Firecracker nasceram ainda antes dos Vindictiv, certo? Mas, o teu primeiro álbum como Firecracker só vê a luz do dia agora. Alguma razão especial?
O nome Firecracker é apenas um nome para este lançamento. O CD contém músicas que foram originalmente planeadas para o primeiro lançamento dos Vindictiv.Mas quando o Tommy deixou a banda em 2004, as canções ficaram como que abandonadas. No entanto, eu percebi que as músicas são demasiado boas para não fazer nada com eles, especialmente porque eu coloquei um grande esforço no sentido de tornar essas músicas boas. Então eu decidi publicá-las agora com um nome diferente, o nome Firecracker.

Como é que os Firecracker se constituíram como uma banda? Foi fácil encontrar os músicos certos?
Foi muito fácil! O teclista Pontus Larsson já era um amigo meu e o baterista Hasse Wazzel também é uma pessoa que eu conheço desde criança. A primeira vez que ouvi Tommy Karevik estava na casa de um amigo que também gravou algumas músicas com Tommy. Depois de o ouvir cantar perguntei-lhe se ele queria entrar na banda. E ele disse que gostava das músicas e realmente queria participar. Então, tudo correu bem.


Quais as diferenças que podemos encontrar em Born Of Fire comparando com os álbuns de Vindictiv?
Musicalmente as canções estão no mesmo estilo que nos álbuns de Vindictiv, mas um pouco mais suaves. A principal diferença é que eu estou a usar diferentes membros da banda.

Os músicos dos Firecracker também tocam noutras bandas. Consideras que poderá criar alguma incompatibilidade no que concerne aos espectáculos ao vivo?
Na verdade eu não sei, mas pode ser possível! Se tivermos muitas solicitações nunca se sabe. Falando por mim, gostaria de tocar ao vivo com esta banda.

O press-release refere que Born Of Fire é um olhar para os primeiros dias de Stefan Lindholm. Assim, a questão impõe-se: é este o som realmente contemporâneo ou os Firecracker e Stefan Lindhom de hoje são diferentes?Considerando que os Firecracker se transformaram em Vindictiv, então já nem há realmente Firecracker. Mas se tocássemos ao vivo soaríamos como a banda original.

Yngwie Malmsteen desempenha um papel importante na música dos Firecracker não só na área de composição, mas na técnica da guitarra. Ele é uma das tuas principais influências, certo?
Sou inspirado por um monte de guitarristas diferentes, mas realmente gosto do tom de Yngwie, ele toca de uma forma muito fluida. Eu não diria que tenha copiado o estilo de Yngwie, mas, sim, tenho a mesma forma de tocar. Mas há outros guitarristas que me influenciam como Richie Kotzen e Greg Howe.

E sobre o futuro, o que os Firecracker têm para oferecer?
Espero que possamos fazer alguns shows ao vivo ou talvez um novo disco, quem sabe? E obrigado por me deixarem fazer esta entrevista.

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