domingo, 6 de junho de 2010

Entrevista com Wild Side

Com cinco anos de existência e já dois trabalhos editados, nada faz transparecer os problemas pelos quais os Wild Side têm passado, onde o mais dramático foi a morte de um dos seus fundadores. Numa entrevista sentida, o baterista Ronny Arntzen, outro dos fundadores da banda, mostra-nos como se consegue ultrapassar problemas e continuar em alta e até já a pensar no futuro.

Antes de mais, apresentem-nos os Wild Side.
Wild Side
são uma banda de hardrock norueguesa, formada em 2005 pelo baterista Ronni e o ex-guitarrista dos Pagan’s Mind Thorstein Aaby. A ideia era criar uma banda diferente do resto das bandas de hardrock na Noruega, não fazendo o tipo de prog e death que a maioria dos noruegueses fazem. Nada parecia correrbem aos Wild Side: em primeiro lugar perdemos o nosso baixista, mas passado algum tempo o Stian veio e realmente tudo parecia funcionar muito bem, até que foi diagnosticado cancro ao Thorstein. Após sua morte, o Tom junta-se à banda e o sonho de gravar um disco torna-se real e no Outono 2007 entramos na Toten StudiStudio na Noruega (propriedade de Ronni Le Tekro dos TNT) e começámos a gravar o nosso primeiro álbum, Indication com Tekro como o produtor. O lançamento foi em 2008 e logo depois o vocalista saiu por razões pessoais. Mas as coisas más acabam em algo bom e encontramos um segundo guitarrista, Jon e, provavelmente, um dos maiores talentos vocais na Noruega, Joachim. E mais uma vez olhamos para as estrelas e começámos a compor em um novo álbum.

Quais são as principais influências dos Wild Side?
Há muitas influências, porque todos os membros dos Wild Side ouvem diferentes estilos de música. Temos inspiração dos Metallica até aos Toto, mas a principal inspiração é o hard rock dos anos 80.

Já referiste que perderam Aaby. Como consegue uma banda reagir a uma situação tão dramática?
É sempre um momento muito difícil na nossa vida, quando se perde um bom amigo e um irmão. Mas prometemos ao Thorsten continuar com a banda e finalizar todos os planos de fazer o novo trovão norueguês sem nunca olhar para trás e transformando as coisas más em algo bom. Ele estará sempre connosco de uma maneira ou de outra. R.I.P Vêr-te-emos novamente algum dia, Thorstein.

Speed Devil é o vosso segundo album. Estão completamente satisfeitos com o resultado final?
Sim, estamos totalmente satisfeitos com o resultado de Speed Devil. Mas, claro que sempre se encontram
coisas que poderiam ter sido feitas de forma diferente; algo a melhorar no próximo álbum.

Quais são as vossas expectativas para este álbum?
As expectativas para o álbum ...... hum ... grandes! É um óptimo álbum, espero que haja muitas pessoas que também gostam da nossa música ..... Acho que nossa música é absolutamente da mesma divisão de bandas como Motley Crue, Ratt ou TNT.

Quais são as principais diferenças entre Speed Devil e Indication?
Existem várias… Em primeiro lugar, o som e as letras. Eu acho que as letras em Indication são um pouco estranhas; não possuem qualquer significado em tudo. Em Speed Devil a produção é melhor, com mais poder, é mais Wild Side. Desta vez tivemos o controlo de todo o processo de gravação e essa é a razão pela qual Speed Devil soa muito melhor que Indication. A realização musical também é melhor.

Como decorreu o processo de escrita e gravação?
Desta vez fizemos algumas mudanças no processo de escrita. Nós não escrevem
os tudo no ensaio, mas trabalhamos na maioria das vezes dois e dois e quando a música estava completa dávamo-la à pessoa que escreve as letras. O processo de gravação foi muito bom; tivemos todo o tempo que quisemos. Trabalhamos no estúdio (Klyve Lydstudio), de forma que gastamos muito tempo no estúdio. Fui eu que tratei de toda a engenharia e também produzi o álbum, juntamente com Tom. Foi a nossa estreia como produtores e eu acho que funcionou muito bem.

Parece que Speed Devil foi feito para ser tocado ao vivo. Concordam? Então, como são os Wild Side em palco?
Sim, foi feito com a performance ao vivo na nossa mente. Os Wild Side são uma banda ao vivo que dá tudo para o público: pirotecnia, jogos de luzes e tudo o que necessário mostrar rock'n'roll.

E para os próximos tempos que projectos tem em vista?
Agora só há Speed Devil que é o mais importante. Mas já estamos a escrever música nova e, se tudo correr bem desta vez, haverá um novo registo de Wild Side no próximo ano. Vemo-nos em tournee, quando os Wild Side tocarem numa cidade perto de vocês.

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