Entrevista com La Famiglia Superstar

Histórias de junção de vários nomes importantes dentro de um espectro são diversas. Umas resultam, outras não. Os La Famiglia Superstar, estranho e muito pouco hardrockeiro nome, pertencem ao grupo dos primeiros. Terry Ilous, Marc Mendoza, Atma Anur e Steve Saluto são os elementos desta família sui-generis que partindo, praticamente do nada, se limitaram a seguir as suas emoções e criaram um dos melhores álbuns do género deste ano. O novo guitar-hero italiano Steve Saluto contou-nos os principais segredos desta família.

De onde surgiu a ideia de criar La Famiglia Superstar e qual foi o objectivo principal?
O projecto cresceu durante o processo de escrita ... No inicio o Atma Anur estava no meu estúdio a tocar bateria em algumas músicas, falamos e gostamos da ideia de ter uma banda para tocar essas músicas. Então fui a Los Angeles, onde encontrei o Terry Ilous. Conversamos sobre o projecto, ouvimos as canções e quando chegou o momento de escolher um baixista achei que o Marco Mendoza era a pessoa certa com a personalidade certa ... Gostamos da ideia de ter uma banda com o objectivo de tocar música, onde todos poderiam tocar de acordo com a sua personalidade... sem limites e sem impossibilidades.

Então foi fácil reunir todos estes nomes sonantes?
Sim, como eu te disse foi um processo fácil ... sem grandes egos, simplesmente o gosto em fazer música juntos.

E como decorreu o processo de escrita?
Eu escrevi todas as músicas e Terry quase todas as letras ... mas durante os ensaios toda a gente tinha liberdade para tocar as suas partes da sua maneira e a maioria das canções mudaram radicalmente a partir da versão original. O Marco e o Atma gravaram as suas partes no meu próprio estúdio enquanto Terry gravou os vocais em Los Angeles enviando-nos depois os ficheiros.

Eu considero que o vosso álbum é muito heterogéneo. Foi espontâneo ou realmente tiveram essa intenção? Não, foi muito espontâneo... Num tema como The Wind, por exemplo, eu não fazia a mínima ideia de que o Terry ia cantar em francês. Mas soou bem, é algo especial, é a personalidade de Terry (que é meio francês) e é o espírito da banda. Ou então podemos pensar no freetless bass em Here I Go Again. Muita gente pensa que Marco Mendoza é um baixista de rock pelo seu trabalho com os Whitesnake ou Lynch Mob, mas ele também é um cantor incrível e um fantástico baixista de jazz/fusão e os freetless são realmente uma parte dele. O seu baixo favorito é um freetless.

Como aconteceu a escolha de Here I Go Again para fazer uma versão?
Eu estava a tocar em torno de três acordes num estilo Hedrix tentando cantar alguma coisa sobre eles e a melodia foi casualmente na direcção dos Whitesnake. Então eu pensei que era bastante interessante e decidi tentar tocar a música inteira para ver o que acontecia. Quando o Terry ouviu, gostou imediatamente e então o freetless do Marco fez a diferença.

E, no final, o resultado satisfaz totalmente a banda?
Pelo que eu sei, os meus companheiros de banda estão completamente satisfeitos com o resultado e também porque nós começamos sem um objectivo específico e fomos para onde a música e os nossos sentimentos e vibrações nos levaram. Assim não há nada melhor.

Há alguma ideia para colocar os LFS na estrada?
Existe uma conversa para uma tournée europeia em Novembro/Dezembro de 2010. Se tudo correr bem, espero ver vocês lá!

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