segunda-feira, 12 de julho de 2010

Review: Yesterday, Today And Tomorrow (Glyder)

Yesterday, Today and Tomorrow (Glyder)
(2010, SPV/Steamhammer )

Yesterday, Today and Tomorrow é o mais recente trabalho dos irlandeses Glyder que mais uma vez voltam a não desiludir. A sua veia rockeira a atirar para a secção mais hard do género está mais aperfeiçoada bem como as suas tendências de buscar inspiração nos anos 70. Neste álbum os níveis de composição, interpretação e produção estão plenamente apurados o que faz deste um disco de eleição no seu género. A forma como a banda evolui entre temas mais speedados e outros a meio tempo, com uma bateria super-dinâmica, estruturas ora compassadas ora fragmentadas, cenários mais ligeiros ou mais obscuros tornam Yestarday, Today and Tomorrow um disco muito diversificado, com a curiosidade de parecer que não se afasta um milímetro da sua génese. E se há um titulo bem posto a um álbum, este é seguramente um deles: a banda recria muitas influências do passado (Yesterday), actualiza-as para os dias de hoje (Today) e projecta um futuro que promete ser brilhante para o rock (Tomorrow). A faixa título é um dos momentos mais sensacionais do álbum e consegue agregar todas as características referidas. Com um inicio lento, muito seventy, vai crescendo e transformando-se num portento de rock melódico. Mas há outros temas de inegável valor e categoria: Innocent Eyes, Make A Change, The Bitter End ou Always The Looser são canções onde não falta emoção, melodia, excelentes interpretações, solos brilhantes e, acima de tudo, uma grande capacidade de criar verdadeiros hinos. Uma palavra final para os três temas bónus: ao contrário do que muitas vezes acontece estes não estão aqui apenas para preencher tempo e espaço. São tão bons ou melhores que os dez temas que compõem o trabalho. Por exemplo Time To Fly apresenta dinâmicas interessantíssimas com espectaculares mudanças de ritmo e apontamentos de genialidade ao nível de uns Bigelf, por exemplo. Os outros dois, curtos, permitem que a banda viagem por sonoridades um pouco diferentes. Muito psicadelismo, alguma electrónica e ambiental, a aproximar-se, eventualmente, de uns In The Woods… fecham o disco de uma forma completamente inesperada.

Track List:
01 that line
02 knockout

03 jack strong

04 innocent eyes

05 make a change

06 the bitter end

07 back to the water

08 one of us

09 always the loser

10 yesterday, today and tomorrow

11 time to fly (bonus)

12 all you’ve done (bonus)

13 elverstown (bonus)

Line up: Tony Cullen (vocais/baixo), Bat Kinane (guitarras), Pete Fisher (guitarras), Davy Ryan (bateria)

Sem comentários: