Entrevista com Jon Mullane

De uma estreia com base na pop e deambulações pelo rock, Jon Mullane passou para um segundo álbum centrado no rock com incursões na pop. Uma mudança que foi de encontro aos próprios gostos do multi-instrumentista canadiano, um homem preocupado com a sustentabilidade do planeta, como o prova na entrevista que se segue.

Três anos se passaram desde a tua estreia com The Source. O que mudou musicalmente na vida de Jon Mullane depois disso?
Depois do lançamento do álbum The Source, a minha vida musical tomou uma nova direcção que se reflecte no estilo musical do meu novo álbum, Shift. Basicamente, eu redescobri as minhas raízes musicais que estão realmente no rock e formei uma banda nova que reflecte esse som. Fizemos muitos espectáculos no Canadá o que é sempre uma experiência muito gratificante. Na minha vida, sinto que estou numa fase de crescimento criativo.

E que diferenças podes apontar entre os dois álbuns?
Como já referi, penso que o novo álbum, Shift, é muito mais focalizado com um som consistente de alta energia rock. O The Source, gravado com o David Rashed dos Haywire foi mais uma colecção de canções pop com influências do rock, R & B e dance. Shift não foi concebido como um álbum conceptual, mas sim como um álbum completamente audível da primeira à última faixa, com um som muito consistente.

O teu nome vem sempre em primeiro lugar, mas gostaria que apresentasses os músicos que realmente estão contigo.
Em termos de gravação tenho trabalhado com Creighton Doane nos últimos três anos, estando constantemente a escrever canções e gravar juntos. Também o guitarrista, Pete Lesperance tem tocado em muitas das faixas desde aquela época. A minha banda ao vivo, que tende a ser rotativa com uma série de músicos diferentes, tem alguns elementos-chave que têm estado comigo nos últimos anos desde o lançamento do The Source - Peter Dolomont e Jon Matheson nas guitarras, Jeff Barrett em baixo e Derek Belefontaine na bateria.

Make You Move, a abertura do álbum, tem uma longa história: em 2008, foi escolhida pela NBC TV, em 2009, foi single do ano. Como tens vivido estes momentos?
Bem, tudo o que posso dizer é que a música certamente tem longevidade. Esses momentos foram fantásticos e realmente validaram a música que parece, realmente, ter uma ligação com os ouvintes de rock. E eu prevejo que mais coisas boas possam vir para esta música na Europa.

Go The Distance do álbum The Source teve, também, uma excelente projecção. Foi essa a razão que vos levou a recuperar esse tema para Shift? E procederam a algumas alterações?
Go The Distance foi a primeira canção em que Creighton e eu trabalhámos no sentido de a remisturarmos. Realmente, foi incluída em The Source, mas quando estávamos a trabalhar no novo álbum sentimos que ela se enquadrava bem com as restantes músicas de Shift. Esta versão é nova na medida em que é re-masterizada e inclui um fim. A versão anterior terminava em fade out.

Uma das coisas que eu vejo com alguma curiosidade é o facto de vocês terem um package amigo do ambiente. O que é isso, na realidade?
É realmente a ausência de plástico na embalagem do CD, logo muito mais ecológica. Também decidimos colocar as letras num livro digital que qualquer um pode abrir a partir do CD se o colocar no co
mputador ou no meu website. Isso permitiu poupar uma enorme quantidade de papel que habitualmente vai na embalagem.

Como tem sido, até agora, o feedback, por parte da imprensa e fãs?
Estou em êxtase porque o feedback dos fãs e a imprensa foi muito positivo. É bom ter grandes reviews, mas para mim a ligação dos fãs e ouvintes à minha música é a coisa mais importante e eu vejo que isso está a acontecer na América do Norte e na Europa o que é verdadeiramente espantoso!

Fala-nos sobre os espectáculos ao vivo para promover Shift.
Actualmente eu estou a seleccionar algumas aparições aqui no Canadá para promover o álbum quer com espectáculos ao vivo, quer na rádio e na televisão. Eu adoraria ir à Europa e promover o álbum aí. Esperamos ter alguns convites de promotores de festivais para tocar aí. Em última análise, cabe aos fãs ajudar a tornar isso uma realidade.

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