segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Entrevista com Seven Stitches

Grândola já não apenas a vila morena, terra da fraternidade. É, também, local de origem de uma das mais poderosas bandas nacionais. Com quase uma década de experiência acumulada, os Seven Stitches chegam finalmente ao seu longa-duração de estreia na forma de When The Hunter Becomes The Hunted, um álbum poderoso de um thrash/death metal perfeitamente actualizado e ao nível do que melhor se tem feito lá fora. Para nos falar desta obra de grande classe e dos objectivos que norteiam o colectivo, falamos com o vocalista Pica.

Nove anos de existência, muita experiência acumulada em diversas publicações e concertos, culminaram nesta vossa proposta. Era esta a resposta que procuravam dar aos vossos fãs?
Esta era a cima de tudo a resposta que queríamos dar a nós próprios, era isto que procurávamos há muito tempo e para o qual lutámos arduamente, muitas vezes levando-nos a nós próprios ao limite, mas resultou muito bem.

E de que forma, toda essa experiência se reflecte em When The Hunter Becomes The Hunted?
Essa experiencia é o álbum. Este álbum é o reflexo do crescimento como pessoas e como músicos, que tivemos durante estes anos. Não somos nenhuns génios e trabalhamos muito para evoluirmos, e sermos cada vez melhores nos nossos instrumentos e como seres humanos e isso sente-se ao ouvir este álbum.

O facto de serem oriundos do Alentejo impediu, de alguma forma, de chegarem ao longa-duração mais cedo?
Acho que não, apesar de ter complicado um pouco quando ficamos sem baixista e guitarrista, pois não é fácil arranjar malta nesta zona para tocar. O tempo que levou até chegar a este álbum é o que precisávamos para encontrar o nosso som e o nosso caminho e agora que lá chegamos , vamos continuar muito activos de certeza.

Com o vosso historial e com um álbum com a qualidade deste sentem que podem dar passos muito importantes na vossa carreira? Que objectivos se propõem atingir agora?
Nós queremos muito chegar mais além com este álbum. Sentimos que temos um bom trabalho nas mãos, agora temos de o conseguir promover muito, conseguir chegar lá fora pois achamos que este disco pode resultar muito bem lá fora. Se isso acontecer vamos certamente querer fazer uma datas na Europa e quem sabe do outro lado do oceano. Temos algumas coisas em vista mas não sei se se vão proporcionar, só o tempo o dirá. Outro objectivo é gravar outro álbum no próximo ano pois não queremos perder o embalo deste [risos].
O artwork do disco é realmente muito bom. Como surgiu a ideia, quem foi o responsável e qual o seu significado?
O trabalho está realmente muito bom [risos], foi da autoria do João Diogo em conjunto connosco. Muitos telefonemas e mails estão por detrás deste trabalho, mas resultou muito bem, apesar de complicado pois nunca tivemos cara a cara com o João, mas ele percebeu o que queríamos e em conjunto chegamos lá. O artwork espelha bem o conceito do álbum.

Em termos líricos, há algum conceito subjacente a When The Hunter Becomes The Hunted?
No inicio a ideia era o álbum ter uma ideia geral que iríamos explorar nos temas, ou seja o confronto entre a natureza e os Humanos, mas com o passar do tempo fui-me apercebendo que o titulo era muito mais que isso; era também uma enorme luta connosco próprios, pela forma como somos caçados pelos nossos pesadelos, e pelas coisas que carregamos connosco, pela forma como nós Humanos temos uma enorme facilidade em nos destruir a nós próprios sem a ajuda de ninguém [risos].

Finalmente, como estão a ser preparados os concertos de promoção e o que pode desde já ser adiantado?
Para já estamos mais ou menos de férias [risos], mas a partir de Setembro vamos voltar ao activo com concertos no festival Vila Metal e no Vimaranes Metallvm Fest. Depois disso estamos a projectar uma mini tour com os Crushing Sun para Outubro, mas sobre isso mais informações vão surgir em breve; depois disso é tentar chegar lá fora. Veremos...

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