Entrevista com The Creepshow

A fazer a fusão entre o rock dos anos 60, o punk e o psychobilly ninguém consegue superar os canadianos The Creepshow. Com They All Fall Down, o seu terceiro registo em cinco anos de existência, o quarteto consegue conciliar todos os melhores pormenores dos sub-géneros citados em curtas descargas plenas de adrenalina. Considerados como a melhor banda ao vivo por uma rádio canadiana e aclamados como uma das bandas que urge conhecer pela Alternative Press, os The Creepshow prometem dar espectáculo onde quer que actuem. Motivos mais que suficientes para que Via Nocturna fosse ao encontro da banda na pessoa da vocalista e guitarrista Sarah Blackwood.

Em primeiro lugar, apresentem-nos os The Creepshow.
Viva! Somos um quarteto de punk-rock de Toronto (e região), no Canadá. Eu sou a Sarah e sou a vocalista e guitarrista. Matt Pomade toca bateria, Sean McNab executa Stand up Ginty Bass e toca teclado. Temos andado em tournee e nos últimos três anos visitámos mais de 25 países. O nosso álbum novo (Thay All Fall Down) sai em Outubro e estamos ansiosos. Este será o terceiro álbum que lançamos.

Vocês foram considerados pela Alternative Press como uma das bandas de topo que é necessário conhecer. Como se sente quando ouvem um elogio destes?
Sinceramente, foi uma grande honra! Foi muito bom! Nós nunca esperamos que as coisas vão tão longe como uma banda, mas essa nomeação foi a coisa mais espectacular de sempre para nós!

Também venceram o prémio FU para Melhor Banda ao Vivo na Edge 102. Como são as vossas actuações ao vivo?
Bem, eu acho que elas são muito boas. (risos). Tocamos com sentimento e procuramos ter tanta diversão quanto possível. Eu acho que fazemos bons espectáculos ao vivo. E eu adoro esse prémio! Eu sou a mais orgulhosa nesse prémio! Porque é como dançar na frente de um espelho quando se é uma criança que quer impressionar. Então fazê-lo na frente das pessoas e eles gostarem é demais! E isso é muito bom.

Este reconhecimento do vosso trabalho dá-vos mais responsabilidade e pressão?
Cada dia que passa é mais responsabilidade e mais trabalho. Mas isso é a vida. Quem não se conseguir adaptar a isso é melhor ir trabalhar para um trabalho vulgar que odiamos! Quando se quer fazer algo no qual estamos apaixonados, isso toma conta de nós. Mas não importa, contanto que cada um dê o seu melhor, nunca pode falhar.

Sobre este novo disco, existem algumas diferenças ou alterações em comparação com os anteriores?
Cada registo é um pouco diferente. Eu acho que este soa melhor do que qualquer disco até agora. Nós gastamos muito mais tempo nas estruturas destas novas canções. Este álbum é o melhor porque com o passar do tempo fazemos melhor as coisas! Se isso não acontecer , então não estamos a fazer bem as coisas. Nós gostamos de pensar que estamos a fazer um bom trabalho, continuamos a evoluir e a fazer um registo um pouco melhor e diferente de cada vez.

Parece-me que têm algumas influências dos anos 60. Isso acontece naturalmente ou procuram soar assim?
Isso é espontâneo. Quando uma ideia como essa surge, então, vamos em frente. Por vezes fazemos alguma pesquisa, mas a maior parte, surge naturalmente.

Vocês têm alguns convidados no álbum? Quem são e qual o contributo que eles têm na criação dos temas?
Temos o Nick Smythe dos The Dreadnoughts, uma banda aqui do Canadá que canta connosco numa música, juntamente com todos os elementos da banda. Esses são os únicos convidados que tivemos no álbum. Tudo o resto foi feito apenas por nós.

Fala-nos de que se trata o diálogo que surge como faixa escondida?
É uma brincadeira! Trata-se de uma chamada para a nossa editora canadiana Stomp Records. Estávamos chateados e resolvemos fazer uma brincadeira sobre Matt e Mike na editora. O nosso baterista Matt colocou a voz e começou a agir como se fosse alguém de uma banda que lhes queria enviar uma demo. Há cerca de metade do telefonema em falta, o início da peça inteira, mas para nós ainda é muito engraçado. Fizemos isso principalmente para que possamos escutá-lo sempre sempre que quisermos quando vamos em tournee. (risos)

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