Entrevista com Steel Horse

Praticantes de um puro heavy metal, como mandam as regras estabelecidas pelos grandes nomes do passado, nomeadamente Iron Maiden, Riot ou Judas Priest, os Steel Horse estrearam-se em 2009 com Wild Power um disco que surpreendeu meia Europa e pôs a comunicação social do velho continente a falar do colectivo espanhol. Via Nocturna também ficou surpreendido como potencial do colectivo e foi ouvir o guitarrista Willy Gascon ainda antes da banda vir ao nosso país para uma actuação em Cacilhas no Revolver Bar.

Em primeiro lugar, fala-nos um pouco da história dos Steel Horse
Bem ... Formei o grupo em Junho de 2007. O primeiro contacto que fiz foi com Jorge Cortes, que já conhecia de outra banda. Logo depois encontramos o nosso primeiro baterista Ricardo Lazaro e alguns meses um baixista. Gravámos a nossa demo em Fevereiro de 2008 e começámos a dar concertos. Depois de muitos shows e um festival, vimos que era hora de gravar o nosso primeiro álbum. Wild Power foi gravado em Março de 2009 e publicado em Novembro. A última mudança foi a incorporação de Ruben Salvador na b
ateria.

Wild Power, a vossa estreia, foi falada em diversas revistas da especialidade. Estavam à espera dessas reacções?
É óptimo! A resposta está a ser muito boa pela crítica. Recebemos boas críticas e há cada vez mais gente a conhecer-nos

E como está a ser a aceitação do vosso trabalho aí em Espanha?
Aqui está a ser muito bem recebido, tanto em concertos e festivais. Estamos muito satisfeitos com o resultado do álbum e estamos concentrados em fazer bons espectáculos.

É curioso que muitas das bandas vossas conterrâneas utilizam o castelhano para se expressar. Vocês usam o inglês. Agora, passado algum tempo após a edição do álbum, consideram ter sido a aposta correcta?
Sempre deixámos claro que iríamos cantar em inglês. Além de serem as nossas influên
cias, também temos o intuito de querer ter projecção fora das nossas fronteiras

Como decorreu o processo de composição e gravação de Wild Power?
Normalmente eu componho os riffs, as estruturas e harmonias etc... Depois o George e eu dividiamos os temas. Nós gostamos de fazê-lo porque acreditamos que desta forma enriquece a nossa música. A gravação foi muito agradável. Estamos satisfeitos com o resultado do disco. Foi acima de tudo, um processo de aprendizagem para todos, como era nossa primeira experiência num estúdio profissional.

Notam-se, na vossa música, influências de Iron Maiden e Judas Priest ou mesmo Riot. Acreditas que o actual momento de revivalismo vos venha a beneficiar?
Talvez ... não sei. Quando começamos a tocar não havia nenhuma onda de revivalismo por assim dizer (risos). Agora estamos a passar por um bom momento na cena Heavy Metal. Quanto durará, eu não sei, mas vamos aproveitar e lutar para que o grupo continue por muitos anos.

Em termos líricos, quais são as temáticas abordadas pelos Steel Horse?
Todas as temáticas têm cabimento. Tanto podem ser épicas como em Night Terrors, mais transcendentais c
omo em Winds Of Time. Há outras puramente heavy como Burning Soul ou Raise Your Fist. Nós não queremos limitar-nos apenas a uma temática única. Podíamos ser chatos.

Como correram os concertos de apresentação do álbum, nomeadamente o que deram na Grécia?
Os concertos de apresentação correram muito bem. O concerto na Grécia com os Battleroar foi uma experiência maravilhosa. Foi a segunda vez que tocámos fora do país e foi inesquecível. Temos um bom relacionamento com Battleroar. Conhecemo-nos num festival em Barcelona e quando nos perguntaram se queríamos tocar com eles em Atenas, não hesitámos um instante.

E Portugal, está previsto para alguma acção promocional?
Sim, de facto. Faremos algumas datas em Portugal em Setembro deste ano. Estamos ansiosos para ir aí!

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