Entrevista - Horizon Ablaze

Spawn é o trabalho de estreia dos noruegueses Horizon Ablaze, especialmente dirigido aos amantes do death metal mais orgânico e sem maquilhagem. Stian Ruethemann e Kevin Kvale, a base por trás deste panzer acederam a responder-nos a algumas questões acerca do álbum e do projecto. E ficou o convite para que os quiser trazer a Portugal.

Spawn é o vosso primeiro álbum. Estão totalmente satisfeitos com o resultado final?
Estamos absolutamente felizes com o resultado final se considerarmos o quão longe um grupo de elementos a ensaiar num espaço pode chegar! Para nós é um marco na nossa carreira como músicos e como banda. Achamos óptimo finalmente ter um álbum que é bem distribuído em todo o mundo. Spawn é e será sempre muito apreciada por todos os integrantes da banda.

Chegaram a referir que o vosso objectivo era produzir um álbum honesto e orgânico. Consideram que esse objectivo foi alcançado?
Definitivamente, visto não usarmos nenhum truque de estúdio nem na bateria, nem nas guitarras e nem nos vocais. Para nós este é o primeiro passo para se obter um álbum de death metal moderno. Nós não queremos uma superprodução como muitas outras bandas fazem e depois vêm-se obrigados a grandes esforços para alcançar o mesmo resultado ao vivo. Nós realmente queríamos uma abordagem orgânica para o processo de gravação, bem como o resultado final e essa visão foi perfeitamente adaptado pelo nosso produtor Audun Grønnestad. Vamos continuar a fazer isso sempre que possível no futuro.

Como decorreram os processos de escrita e gravação?
Quando Audun pegou nosso EP e decidiu assinar connosco, os únicos membros eramos nós, os fundadores. Assim, fomos forçados a juntar-nos e a escrever algum material. Algumas das canções nasceram mais rápidas que outras, mas no final, foi uma grande experiência e acima de tudo um importante processo de aprendizagem como compositores. Um dos nossos principais problemas foi encontrar o homem certo para o baixo. Mas alguns meses antes de entramos em estúdio, Bent Ole Madsen entrou em contacto connosco. Aí encontramos o nosso terceiro membro. Na gravação, gastamos pouco menos de um mês para que todas as faixas fossem registadas. Nós entrámos no estúdio bem preparados, mas a única coisa que realmente desconhecíamos era como seria trabalhar com o nosso produtor (Grønnestad). Aliás, pensámos que muitos produtores de metal moderno não nos apoiassem na nossa ideia de um álbum conceptual e orgânico, que se estende por mais de uma hora de duração. E por isso, os Horizon Ablaze agradecem-lhe.

Não pensaram nos riscos de fazer um álbum conceptual logo na vossa estreia?
Nem considerámos esses riscos. Apenas vimos que seria encorajador e inspirador trabalhar com um tema e não apenas com letras aleatórias. Para nós, esta é uma parte de uma perspectiva musical de um álbum. Acreditamos também que, para qualquer pessoa que se interesse por uma banda ou um álbum é mais gratificante trabalhar com significados ocultos, dentro dos parâmetros de um álbum como fizemos com o Spawn, em vez de ser apenas um ouvinte passivo. E o risco existe sempre quando se lança um álbum. Nós estamos aqui com o que fizemos, escrevemos a música que gostamos e esperamos que outros também gostem.

Quando decidiram que seria um álbum conceptual? Logo desde o inicio?
Decidimos seguir esse conceito desde muito cedo no processo, sim. Desse ponto em diante concentramo-nos na escrita sobre essa perspectiva. Isso também ajudou a guiar a nossa composição musical e lírica.

Chegando a este ponto, podem, então, explicar-nos de que trata a história de Spawn?
O esboço da nossa história é sobre até que ponto a vida é ou não predeterminada. Stian Ruethemann escreveu uma história fictícia sobre uma criatura chamada Spawn, uma força absoluta chamada The Writer e o seu boneco, The Soldier. Tudo gira em torno de 2 ª Guerra Mundial e o objectivo final de Spawn é livrar-se do The Writer. Isto é tudo o que podemos dizer agora uma vez que vamos lançar a história em um formato ainda não definido. Citando o nosso baterista Kevin: é filosofia com blast beats!

Agora que estão a começar a vossa carreira, que objectivos tem os Horizon Ablaze?
Como banda temos muitos objectivos. Um deles poderia ser dominar do mundo! Isto para além de sermos um quarteto que gostaria de tocar em todo o mundo, incluindo Portugal. Para isso ser possível recrutamos Joakim Kvale para completar o nosso line-up, a fim de podermos fazer mais e melhores espectáculos e poder ter mais pessoas a assistir. Para já, no entanto, a nossa preocupação principal é a promoção de nosso próximo álbum Spawn da melhor maneira possível. E também gostaríamos de escrever um digno sucessor no próximo ano.

A terminar, querem dizer algo aos fãs portugueses?
Esperamos realmente que possamos chegar a algumas pessoas em Portugal com a nossa música. Por isso se gostam de metal, procurem-nos. Nós gostaríamos de fazer alguns espectáculos em Portugal. Quem estiver interessado pode enviar-nos um e-mail. Ou então nem que seja para dizer olá, podem enviar na mesma. Atirem: booking@horizonablaze.com.

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