quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Review - Lift Me Out (Bright Morning Star Orchestra)

Lift Me Out (Bright Morning Star Orchestra)
(2011, Liljegren)

Lift Me Out é o segundo trabalho do colectivo sueco com o estranho nome de Bright Morning Star Orchestra (BMSO), depois da estreia sob a denominação A Change, em 2008. Mas, mais estranho que o nome é a sonoridade do colectivo, principalmente quando o enquadramos na editora em que se encontra. Claramente voltada para o power metal de inspiração melódica nunca esperaríamos que a edita sueca publicasse um trabalho tão diferente, tão arrojado e tão pouco metálico. Mas lá está, a qualidade, quando existe, deve ser promovida. E Lift Me Out é um bom disco de música pop, onde as referências se cruzam entre uns Muse e uns Agua de Annique. Ou seja, esperem pouco metal, se bem que, em alguns momentos, as guitarras se adensem e possam, de alguma forma, interceptar de uma forma leve algumas características do som eterno. Em muitos dos momentos, no entanto, os BMSO pincelam o seu pop de algo próximo de um pós-rock ou de algo mais alternativo, podendo até ser associado um nome como Jane’s Addiction. Show Me Your Wings e Cause I Matter To You são, quanto a nós, as mais fortes faixas, onde a inclusão de uma secção de metais se mostra fundamental para elevar o patamar de qualidade. Stone e White As Pearls são outros momentos agradáveis, fruto das melodias emocionais muito bem criadas e melhor geridas pelo colectivo. O fecho faz-se de uma forma mais tranquila, com outro belo momento, See What We Have Done, em que os coros assumem um papel destacado. Em conclusão, Lift Me Out não é, nem pretende ser um disco de metal. Antes é um importante manifesto de arte pop/rock alternativo, diferente, e acima de tudo muito emocional.

Tracklisting:
1. Lift Me Out
2. Show Me Your Wings
3. Stone
4. Nelson
5. White As pearls
6. 52 Days
7. Would It Be Easier
8. Cause I Matter To You
9. Close To Close It All
10. Nowhereland
11. See What We Have Done

Lineup:
Anton Ericsson – vocais, guitarras
Andreas Ericsson – guitarras
Thomas Engvall – baixo
Ida Svensson – piano, órgão
Thorbjörn Bergkwist – bateria

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