terça-feira, 12 de abril de 2011

Entrevista - Enbound

Os Enbound são uma banda sueca que se estreia de forma auspiciosa sob a designação de And She Says Gold, álbum que lhes valeu, desde logo, a indicação como a nova sensação do metal sueco. Indiferente a estes títulos, o baixista Swede fica lisongeado, mas promete que o que mais interessa à banda é continuar a produzir boa música.

Viva! Para começar, quem são os Enbound e quais são suas principais influências?
Viva! Eu sou o Swede, o baixista e os meus companheiros de banda são os impressionantes Marvin na guitarra, Mike na bateria e Lee nos vocais. Como provavelmente podes afirmar, realmente gostamos de hard rock e heavy metal, mas na verdade cada um tem diferentes fontes de inspiração. O Mike é um enorme fã dos Metallica e de outras bandas de hard rock moderno, o Marvin perdeu-se totalmente no jazz, jazz e jazz. O Lee gosta de música complexa como Queen ou Toto e eu, originalmente sou baixista funk apesar de hoje estar um pouco mais embrenhado no rock progressivo e no prog metal.

A escolha dos membros para os Enbound foi um longo processo. Como se processou?
Se atenderes ao tempo de vida dos Enbound, sim, pode parecer muito tempo. Mas, quando precisámos de um novo guitarrista, instantaneamente surgiu o Marvin e não muito tempo depois de termos encontrado o Lee. Se bem me lembro, ambos os postos ficaram vagos quase ao mesmo tempo, e o Mike já conhecia o Marvin e sabia que ele seria o elemento perfeito. Mais tarde Marvin e Lee encontraram-se no MySpace, e o line-up ficou, então completo. Eu já conhecia o Mike, mas na verdade ele não sabia que eu tocava baixo, até ver a minha tatuagem, em forma um baixo. E assim acabei por me juntar ao projeto.

And She Says Gold é uma obra-prima do metal melódico. Era isto exatamente o que vocês tinham em mente produzir?
Não querendo soar arrogante até porque somos todos bastante humildes, mas acho que And She Says Gold é um álbum praticamente perfeito e representa onde queríamos ir musicalmente. Por isso, a resposta é sim.

Como chegaram à Inner Wound Recordings?
Muito fácil: CD + Carta + Envelope + Dois selos = Sucesso!

LaGaylia Frazier colabora num tema. Foi difícil convencê-la a participar no álbum?
Não foi uma questão de a convencer. Ela disse que o faria se gostasse o suficiente da música. Eu acho que ela ouviu talvez duas ou três canções que na altura já estavam prontas para serem apresentadas e Frozen To Be acabou por ser a brilhante escolha. Agora com o álbum completo penso que não poderia ser de outra forma.

Qual é a vossa reação quando são considerados a nova sensação do metal sueco? É um elevado nível de responsabilidade?
Na realidade, nós nem pensamos muito nisso. O nosso objetivo é escrever música que possua diferentes ingredientes essenciais, como groove, peso e melodia tentando atingir uma alta qualidade em tudo o que fazemos. Mas é claro que é lisonjeiro, é muito bom ouvir isso e dizer que nós não gostamos, seria uma mentira. Mas, reforço que o nosso objetivo é a criação de boas músicas. Outros resultados que daí advenham serão secundários.

Como decorreu o processo de gravação de And She Says Gold?
Muito bem! Tirando o facto de o Marvin, acidentalmente, ter ligado um sintonizador a 446hz em vez dos 440hz e nem ele nem eu descobrirmos até termos gravado algumas músicas. Quando o Mike colocou essas pistas, juntamente com as do teclado que estavam sintonizadas.... (risos) foi uma verdadeira chatice, mas tudo bem.

Já há planos para uma tournée de promoção ao disco?
Há alguns planos, mas isso precisa ser discutido antes de podermos dar uma verdadeira resposta. Mas é claro que queremos tocar!

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