sexta-feira, 10 de junho de 2011

Entrevista - Tornado

Os amantes do thrash metal old school têm mais um motivo para se sentirem felizes. Os Tornado, banda holandesa com gente finlandesa conseguiram com Amsterdamn Hellsinki capturar a essência de nomes como Suicidal Tendencies, Slayer, Exodus, Nuclear Assault ou Overkill. E o vocalista de origem americana, Superstar Joey Severance, até nos confidenciou que já músicas para um segundo disco.

Antes de mais, parabéns pelo vosso álbum. Mas, afinal quem são os Tornado?
Muito obrigado pelas gentis palavras para o nosso álbum. Estamos contentes que gostes. Os membros da nossa banda são Michiel "Big Maaaan" Rutten e Daddy B nas guitarras, Johnny Wow no baixo, Starvin Marvin na bateria e Superstar Joey Severance nos vocais.

Como alguns de vocês fazem parte de outras bandas, podemos considerar os Tornado como um projeto paralelo?
Absolutamente não! Big Maaaan e eu conhecemo-nos há muitos anos e, normalmente, não vês um de nós sem ver o outro e a nossa equipa finlandesa são como irmãos. Por isso, apesar de alguns de nós tocarem noutras bandas, coletivamente todos nós temos uma missão. Ir para o palco e destruir tudo e todos (risos).

Se fizermos uma pesquisa rápida na internet podemos encontrar milhares de bandas com o nome Tornado. Vocês já mudaram de nome uma vez, mas, face a isso, não consideram uma outra mudança?
Originalmente a banda chamava-se Nemesis Divina, mas devido à quantidade de feedback que recebíamos em que pessoas tinham a impressão de que éramos uma banda black metal (e como vocês podem ver, apenas eu, Black Dynamite sou a única coisa "negra" na nossa banda!), decidimos procurar um novo nome que fosse simples mas eficaz e que estivesse relacionado com a nossa música. Em relação ao facto de não haver muita informação sobre a nossa banda online, pessoalmente, eu prefiro assim. O rock’n’roll é uma fantasia e numa altura em que as bandas colocam tudo o que fazem cá fora, não sobra espaço para a imaginação e a linha entre a banda e os fãs está a ser desfocada. Quando era mais novo, deitado na cama com um álbum na minha mão, olhava para as letras, fotos, notas etc., e ao mesmo tempo, na minha cabeça eu imaginava como devia ter sido no estúdio ou na sessão de fotos e na minha cabeça, isso era muito bom porque estava usando minha imaginação. Actualmente, tu consegues saber tudo o que uma banda está a fazer e, para mim, isso tira um grande pedaço da magia que é a música. Eu gosto de Ozzy, Motley Crue ou Slayer, mas não quero saber todos os detalhes sobre a sua vida pessoal ou o que eles fazem em estúdio ou como fazem seus registos. Então, nesse sentido, eu tento manter esse tipo de coisas a um nível mínimo! E para responder à segunda parte da questão, não, nós não vamos mudar o nome novamente.

Amsterdamn Hellsinki é um trabalho obrigatório de thrash metal old school. Quais são as vossas principais influências?
Para enumerar todas as minhas influências seria necessário o papel de um livro inteiro porque eu abosrvo muita coisa diferente, mas o mais óbvio e imediato seria Kiss, Slayer, Nuclear Assault, Overkill, Agnostic Front, Suicidal Tendencies, Exodus, Rick James, Muhammad Ali e Superstar Billy Graham.

A propósito quem teve a ideia para o título do álbum? E tem algum tipo de explicação?
O título do álbum, a capa e o conceito são meus e que é uma combinação dos nossos locais de origem e também é um lugar fictício onde as pessoas podem ir e passar um bom bocado sendo elas mesmas sem medo de perseguições. Como a capa representa, as meninas estão à espera para te deixar entrar (risos).

Com membros holandeses e finlandeses, não será muito complicado gerir os ensaios e as apresentações ao vivo?
Como estamos em dois países diferentes, será difícil para nós tocar ao vivo localmente quer na Holanda quer na Finlândia. Por outro lado, ambos os países são tão pequenos que mesmo que estivéssemos todos juntos em qualquer lugar, duvido que iríamos tocar mais ao vivo por causa do tamanho dos nossos países. Agora, estamos à espera que alguma banda seja suficientemente corajosa para dizer “ok Tornado, vamos sair e divertirmo-nos”.

Podes falar-nos agora um pouco sobre como se processa a escrita nos Tornado?
Este álbum foi praticamente todo escrito por mim e pelo Big Maaan. Naquela altura éramos só eu e ele, na banda, mas eu sempre acreditei que um dia nós íamos conseguir ser uma banda completa

E o processo de gravação com Peter Tägtgren nos Abyss Stúdios? Foi uma enorme experiência, suponho...
A gravação foi excelente. Os nossos irmãos finlandeses, bem como o Peter estavam um pouco nervosos com o facto de não sermos capazes de terminar o disco a tempo. Até que o Peter disse-nos: “Rapazes, tenho que ser honesto: eu não tenho certeza se vou ser capaz de fazer esse álbum em 10 dias. Eu já tenho aqui uma banda aqui há 3 semanas e quase não tem o seu álbum feito”. Olhámos para ele e dissemos: "ouve, pai, nós teremos isso pronto" e em seis dias deixámos todas as gravações de base completamente acabadas. A malta chegou e arrebentou!

Com membros de bandas diferentes e países diferentes podemos esperar uma segunda gravação?
Certamente haverá um segundo álbum e, acreditem ou não, a maioria das canções já estão escritas. Como actualmente não temos nenhuma tournée, este é o momento perfeito para começar as coisas juntos para que tenhamos um grande inicio. Gostaria também de dizer obrigado ao teu blog por gastar algum tempo a ajudar a promover a nossa banda!

Sem comentários: