quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entrevista: Bridger

Apaixonado pela guitarra desde os 13 anos quando ouviu Edward Van Halen, galardoado no baseball escolar, fervoroso adepto do desporto, Glen Bridger é, antes de mais, um brilhante guitarrista. Para além do seu desempenho nos Head East, o músico de Kansas City juntou alguns amigos, entre eles Terry Ilous (XYZ, Great White) e gravou em nome próprio um trabalho homónimo. E foi este o mote para uma conversa com Via Nocturna.

Viva Glen! Este é um novo projeto teu. Porque sentiste a necessidade de criar uma nova banda?
Eu queria escrever material que, na realidade, não se coadunava com o estilo da minha outra banda Head East. Então, como compositor eu precisava dum novo projeto para fazer isso.

Acabaste por trabalhar com vários músicos experientes. Foi fácil convencê-los a participar no teu próprio projeto? E que critérios utilizaste para escolher estes músicos?
Na verdade, eu só convidei o Terry Ilous. Todos os outros já eram meus conhecidos. Terry é muito amigo de JK Northrup e, uma vez que decidimos ter o JK na gravação e masterização, tudo se encaixou. Sem dúvidas, há muitos grandes músicos neste disco.

A respeito da música em Bridger, como descreverias este álbum? A mim parece-me que consegues tocar vários estilos. Sempre foi esse o objetivo?
Decidimos, durante a fase de escrita, que queríamos alguma variedade neste disco. Existiu um conjunto de canções que não se encaixaram e ficaram de fora. Eu descreveria este trabalho como um disco de rock de vanguarda.

Bridger é um lançamento da Escape Music. Como chegaram ao contacto?
Eu já conhecia o Khalil há alguns anos. Eu até tinha algumas músicas que eles estavam interessados em reeditar. As gravações estiveram marcadas mas o cantor estava muito ocupado no momento e nada realmente aconteceu. Quando este disco ficou concluído, enviei algumas amostras para o Khalil e aqui estamos.

Podes falar um pouco sobre o processo de composição e gravação de Bridger?
Bem, este começou quando enviei três músicas para Terry Ilous. Eram elas On The Ledge, Live For A Moment e Without A Sound. Fizemos tudo isso através da internet no início, já que ele vive em Los Angeles e eu vivo Kansas City Missouri. Como gostamos do resultado final, fui para Los Angeles por alguns dias e escrevemos o resto do álbum. Pedi ao Pat Fontaine para ajudar com letras e beber umas cervejas, já que o Terry muito raramente bebe. Decidimos usar o estúdio do JK Northrup e o Danzoid para tocar bateria. Alguns meses mais tarde, fomos para Sacramento, com Terry e gravamos quase tudo em 5 dias. O Terry terminou de gravar a sua voz no estúdio de sua casa e eu terminei, substituído algumas faixas de guitarra no meu estúdio em casa. Ao mesmo tempo, Sam, Greg, Larry, e Marcos faziam as suas partes. Demorou um pouco, porque o Terry tem estado ocupado com os XYZ e Great White e eu com os Head East, mas foi uma grande experiência.

Qual é a tua opinião sobre esta nova era de renascimento do hard rock clássico?
Eu acho que é ótimo ver Journey, Whitesnake, Night Ranger etc lançar material novo. As pessoas querem ouvir boa música. Só porque nós envelhecemos um pouco não significa que não podemos Rockar!

Em termos pessoais, quais são os teus guitarristas favoritos?
Comecei a tocar guitarra depois de ouvir o Running With The Devil de Van Halen. Ele é a minha maior influência. Não se chega a essa conclusão por este álbum, porque propositadamente deixei de fora o tapping e whammy bar. Já ouvi muito guitarristas, mas o Edward foi a maior influência. Os meus outros guitarristas de topo são George Lynch, Paul Gilbert e Brad Gillis.

E a respeito dos Head East, qual é a situação atual?
Estamos em estúdio a terminar um novo disco agora. Esperamos publicá-lo no outono. Em outubro do ano passado filmámos alguns vídeos para coincidir com o lançamento do disco. Temos também um álbum ao vivo chamado One Night. Podem descobrir onde obtê-lo em http://www.head-east.com/.

O álbum termina com uma homenagem emotiva a Ronnie James Dio. Primeiro de tudo, porque escolheste esta canção em particular? Segundo, que influência teve Dio na tua carreira?
Um dia, Terry e eu estávamos a conversar sobre fazer uma homenagem a Ronnie ainda antes dele falecer. O Terry conhecia o Ronnie e queria fazer uma homenagem ao seu amigo. Como Ronnie estava muito doente decidimos fazer uma versão de Heaven And Hell, porque tem toda a dinâmica de uma grande música rock. Mesmo que eu nunca tenha conhecido o Ronnie, ele tinha uma forte influência no meu estilo de escrita. E também sei que ele era tão grande de uma fã de desportos como eu sou. Perdemos uma grande voz, isso é que é certo!

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