domingo, 31 de julho de 2011

Entrevista: Love.Might.Kill

O que levará um baterista com créditos firmados (tocou com Uli Jon Roth, Firewind, Metalium) a escrever um conjunto de canções e, posteriormente, a erguer a sua própria banda? Michael Ehré descobriu que tinha um conjunto de temas com um enorme potencial mas que não cabiam nos seus projetos principais. Assim nasceram os Love.Might.Kill, juntando outros elementos importantes da cena europeia, com destaque para o excelente vocalista italiano Jan Manenti. O próprio baterista explicou a Via Nocturna as suas expectativas para Brace For Impact, a auspiciosa estreia do projeto.

Olá Michael, que razões presidiram à criação deste novo projeto, Love.Might.Kill?
Tudo começou há alguns anos atrás quando decidi trabalhar em algumas faixas que tinha no meu computador. Essas eram faixas que não podiam ser usadas nas minhas outras bandas porque não se enquadravam no seu estilo, mas tinha a consciência que eram demasiado boas para ficarem num computador. Na altura decidi, também, aumentar os meus conhecimentos sobre produção. Portanto, gravei essas canções e fui procurar um vocalista. Com Jan Manenti as canções cresceram tanto que decidi começar uma nova banda real.

Esta nova banda acaba por ter um nome pouco usual, pela forma como as palavras são combinadas. Existe algum significado para esta denominação?
Atualmente é difícil encontrar um nome que não seja usado ou não tenha sido usado por qualquer outra banda no mundo. Eu tinha algumas ideias porreiras para o nome, mas todas elas já eram utilizadas. Então, um dia Love.Might.Kill surgiu na minha mente. Pesquisei para ver se era um nome livre. Gostei, especialmente da forma como se pode olhar para as palavra de forma separada ou como um frase. Também gostei da forma como as letras e todo o artwork caminha lado a lado com o nome da banda. É um bom conjunto!

E como fizeste para proceder à seleção dos músicos?
Eu conheci o nosso vocalista, Jan Manenti em Itália quendo andava em tournee com Kee Marcello (o ex-guitarrista dos Europe). Ele juntou-se a nós em palco no Rock The Night e imediatamente percebi que ele era a pessoa indicada para Love.Might.Kill. Os nossos guitarristas, Stefan Ellerhorst e Christian Stöver tocavam juntos numa das minhas bandas favoritas, os Crossroads, desde os anos 90 e desde essa altura, temos sido bons amigos, por isso foram a minha primeira escolha. Com Jogi Sweers no baixo, tenho outro grande amigo meu na banda. Recentemente fizemos alguns espetáculos com Sascha Onnen (ex-Mob Rules) nos teclados. Parece que encontramos um line-up perfeito!

Sendo Love.Might.Kill um coletivo germano/italiano, como é feita a gestão do processo de escrita?
Atualmente já não é um grande problema. Eu e o Jan trocamos o material via internet. É uma maneira fácil e barata de comunicar. A bateria, guitarras, baixo e teclados foram gravados no meu próprio estúdio.

Agora a respeito de Brace For Impact, a vossa estreia, está de acordo com as vossas expectativas?
Quando comecei este percurso, sinceramente, nunca pensei que o nosso disco pudesse ter tão boas críticas e tanto destaque. Estamos muito contentes com as reações e estamos muito contentes com o disco. Eu não sei se venderemos muitos discos, mas quem vende atualmente, a não ser as grandes bandas? Mas temos recebido muitos emails de todo o mundo de pessoas que realmente gostaram do álbum. E isto é uma ótima experiência que, de todo, não esperávamos.

E como o descreverias?
Na minha opinião, fizemos um disco com muitas melodias combinadas com guitarras bem heavy, ritmos groovy e uma excelente produção. Eu chamar-lhe-ia metal melódico, mas cada um terá a sua visão. Eu já li que Brace For Impact é um álbum pop e também já li que é heavy metal. No fundo, não interessa a forma como é classificado. O importante é se gostas ou não.

Sendo músicos tão experientes, que perceção têm do potencial deste disco?
Como eu já disse, nós não sabemos quantos discos venderemos. Não temos grandes expectativas. Estamos muito relaxados e sem qualquer tipo de stress a esse respeito.

E o feedback tem correspondido, pelo que percebi das tuas palavras?
Ah, sim! Temos tido muitas reviews muito boas Esta é a primeira vez em toda a minha carreira em que as críticas são tão boas. Para ser honesto, até estou um pouco assustado (risos).

A vossa editora, a Massacre fez um forte trabalho promocional com este trabalho. Sentem que poderão ser um dos nomes marcantes do metal europeu dos próximos tempos?
Bem, esta é apenas a nossa estreia e ainda são poucos os que conhecem os Love.Might.Kill. mas estamos a trabalhar para sermos mais conhecidos no futuro e tornarmo-nos num dos nomes sonantes da cena metal europeia. O futuro o dirá.

Para terminar: como fica a situação nas vossas bandas de origem?
É tudo uma questão de coordenação. Para mim é um prazer poder tocar com todos esses grandes músicos e bandas. Mantêm-me ocupado e aprendo imenso. E certamente ajudará a crescer a minha banda Love.Might.Kill.

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