Entrevista: Silverdollar

Passaram dez anos da sua existência a fazer versões dos seus ídolos e essa experiência acumulada está agora a dar os seus frutos. Os Silverdollar, coletivo sueco, edita pela gigante Massacre o seu segundo álbum, intitulado Morte, numa referência à Mafia italiana. O vocalista Esa Englud, abre-nos a porta destes dólares prateados.

Os Silverdollar regressam quatro anos depois. A que se deveu um intervalo tão grande?
Nós temos trabalhos a tempo inteiro e quando temos um estúdio nosso para gravar, torna-se dificil estarmos concentrados. O tempo voa… quando nos estamos a divertir!

Passaram cerca de 10 anos como banda de covers e tributos. Quando e porque decidiram que estava na altura de criar os vossos próprios originais?
Nós queríamos fazer algo especial por altura do nosso 10º aniversário e como já estávamos um pouco aborrecidos de estarmos sempre a tocar covers, alguém veio com a ideia de criarmos as nossas próprias canções e tentar um contrato discográfico. Isso pareceu-nos um excelente desafio e era o que estava a ser preciso para manter a banda ativa.

Sendo este o vosso primeiro álbum para uma major label, a Massacre, suponho que as vossas expectativas sejam altas?
Sim, claro, mas também temos consciência que este é um mundo difícil e que existem muitas bandas de qualidade por aí.

Porque chamaram Morte ao álbum? Sabias que existe essa palavra em Portugal?
Bem, de facto, é uma palavra latina e os italianos também a usam e a palavra Morte é sobre a mafia italiana e achámos que seria interessante utilizar uma palavra estrangeira forte como Morte. Afinal, uma palavra bem conectada com a máfia.

E que diferenças apontas entre Morte e o seu antecessor, Evil Never Sleeps?
É um trabalho melhor, todos nós estivemos envovidos na composição, desta vez. Depois o Markus Teske deu o toque final. E claro, uma nova e sólida editora a apoiar.

E como descreverias musicalmente Morte?

Heavy metal melódico de vanguarda, com influências de outros géneros como thrash, prog, hardrock e power metal.

Apercebi-me, na abertura do disco, de algumas conotações ecológicas. Existe algum tipo de conceito em Morte?
Não, basicamente, escrevemos sobre muitos temas, desde que sejam do nosso interesse.

Para além dos Silverdollar algum de vocês está envolvido noutros projetos?
Para já, não.

E próximos projetos e/ou atividades onde os Silverdollar venham a estar envolvidos?
Já temos alguns riffs onde estamos a trabalhar para um próximo CD, mas para já, queremos ter contacto com os nossos fãs europeus e por isso esperemos fazer uma tournée num futuro próximo.

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