sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Entrevista: Voodoo Highway

Bandas de hard rock há muitas. Agora bandas com a verdadeira atitude de hard rock já não serão assim tantas. Um dos melhores exemplos (se não mesmo o melhor da atualidade) vem de Itália, tem apenas um ano de existência mas já pôs todo o mundo a falar deles e do seu álbum de estreia: Broken Uncle’s Inn. Já há quem os chame os novos Deep Purple mas, para já, nas palavras do simpático e irreverente baixista Filippo Cavallini, são apenas os Voodoo Highway, a grande revelação do hard rock mundial, nas nossas palavras.

Antes de mais, parabéns pelo vosso álbum. Sendo ainda uma banda jovem, podes falar um pouco do vosso trajeto enquanto banda?
Viva meu amigo e uma grande saudação para todos os leitores. Obrigado pela grande review… OK, Os Voodoo Highway nasceram na primavera de 2010 apenas por brincadeira, para ter alguma animação nas entediantes e enevoeiradas noites da nossa cidade, Ferrara, na Itália. Depois de alguns ensaios, apercebemo-nos que algumas coisas boas estavam a sair dessas jams e decidimos levar as coisas um pouco mais a sério. No inicio era eu (Filippo Cavallini – baixo), Matteo Bizzarri (guitarras) e Federico Di Marco (vocais) e outros dois gajos, mas logo se juntou a nós o Lorenzo Gollini (bateria) e o Alessandro Duo (órgão) que foi o primeiro line-up real dos Voodoo Highway. Gravámos um EP em 2010, This Is Rock’n’Roll, Cocks, que incluía alguns temas deste álbum, tocámos muito e sempre com apresentações muito fortes, com muitos efeitos circenses e coisas do género. Nós gostamos disso.

Estiveram envolvidos noutros projetos antes?
Claro… Eu e o Alessandro tocámos numa banda de power prog chamada Black Wings. Chegámos a abrir para André Matos, Vision Divine e Circus Maximus e o nosso primeiro álbum até vendeu muito bem, mas pessoalmente, não era o meu género musical preferido, para ser honesto. Matteo, Federico e Lorenzo estiveram noutras bandas como Gargaroz, Vez, Ero Digitali. Atualmente, o nosso novo baterista Vincenzo Zairo, que substitui Lorenzo, participou, também, em alguns projetos anteriores.

Falando de Broken Uncle’s Inn, a vossa estreia é absolutamente fantástica. Qual é o segredo para se criar um disco assim, logo em inicio de carreira?
Mmmmh… antes de mais, OBRIGADO!! De qualquer forma, suponho que para se criar boa música tens que a sentir. Retro hard rock sempre foi a minha paixão bem como do Matteo e do Federico, desde que éramos crianças. É por isso que sabemos como as coisas se fazem. E depois, nós achamos que a composição tem que nascer de jams. Sem computadores nem nada. Só compor, divertirmo-nos, gravar, divertirmo-nos ainda mais (preferencialmente com algumas gajas) e ouvir. Sem tecnologia. Assim mesmo, tocar duro, o mais que se puder até os dedos sangrarem.

Suponho que devem estar muito orgulhosos do vosso disco. Esperavam, sinceramente, ter tanto sucesso?
Bem… o album realmente está a ir muito bem. Mesmo sendo uma edição de autor, está a vender muito bem e a imprensa anda muito excitada connosco. E nós também estamos muito animados! As coisas estão muito bem, casas cheias todas as noites, é fantástico. Para ser honesto contigo, nós não esperávamos tanto sucesso. Mas acredito que este seja o caminho para se construir algo de bom. Só tens que ser divertido, fazer rir as pessoas e martelar-lhes os ouvidos com toneladas de watts de hard rock.

Já foram comparados aos Deep Purple. Como reagiram a esses elogios?
Eheheh… é muito dificil sermos comparados a esses gigantes… mas estamos, realmente, orgulhosos dessas comparações, mesmo que não sejamos comparáveis a um simples pelo do cu dos Deep Purple.

Mas, não consideram isso uma responsabilidade extra?
Mmmmh…. sim! Mas apenas no caso de considerares a música uma responsabilidade. Atualmente somos apenas os Voodoo Highway, um grupo que adora hard rock e divertimento e espera por umas gajas depois dos concertos. “Para a posteridade as decisões difíceis”

Este trabalho acaba por ser uma edição independente. Já há alguns contactos com alguma editora?
Não… tivemos diversas propostas mas preferimos trabalhar nós próprios de que assinarmos por uma má editora. O nosso manager, Axel Wiesenauer da Rock’n’Growl Management está a fazer um trabalho fantástico por nós e, seguramente, tomará bem conta de nós. Sabemos que um dia uma boa editora nos oferecerá uma boa proposta. No passado, algumas labels disseram-nos: “pensamos que a vossa música não será fácil de vender, mesmo que seja, realmente boa; boa sorte para o futuro, malta.” É engraçado, porque algumas das bandas dessas editoras venderam 100 cópias nos últimos dois meses enquanto os Voodoo Highway venderam quase 400 cópias no mesmo período. Boa sorte para essas editoras!

Têm estado em tournée pela Itália. Como tem corrido as coisas?
Fantásticas! Temos tido algumas experiências impecáveis, lotações esgotadas, fantásticos ambientes e muito rock durante os nossos shows extravagantes. Amanhã tomarei conta de um novo membro da família Voodoo Highway: um porco gigante que liberta doces pelo traseiro. Não é fixe? (risos).

Para o outono, estarão em tournée no Reino Unido e na Dinamarca. As expectativas são altas…
Espero bem que sim, meu amigo! Para a Dinamarca ainda não está nada confirmado. Teremos alguns anúncios para fazer. Para o Reino Unido as coisas estão certas. Iremos anunciá-las assim que tenhamos todas as confirmações.

Obrigado!
Obrigado também a ti por tudo. Uma grande saudação para os teus leitores. Sois os únicos que realmente rockais! Gozem a vida!

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