sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Entrevista: Betraying The Martyrs

Sem dúvida que os Betraying The Martyrs são um coletivo especial. Musicalmente enquadram-se num campo extremo mas liricamente têm atitudes muito positivas sempre em defesa e salvaguarda da vida. E é disso que fala Breathe In Life, segundo trabalho dos parisienses, como fica claramente demonstrado na entrevista rápida que o baixista Valentin Hauser nos concedeu.

Breathe In Life é já o vosso segundo lançamento. Que diferenças para a vossa estreia podes apontar?
Acima de tudo, mais maturidade. Nós sempre misturamos diferentes géneros e estilos, mas agora sabemos como fazê-lo. É muito mais pessoal agora. Acredito que sejas capaz de detetar as nossas influências, mas elas agora surgem de tal forma misturados que ajudam a criar algo novo. Também trabalhámos a nossa musicalidade e por isso o álbum é mais técnico, com ritmos mais complexos. Algumas pessoas têm-no chamado de djentish. As melodias e os solos também são muito mais complexos. Mas a música fica mais cativante, e esta é a nossa imagem de marca. Podemos ter 7 mudanças de tempos na mesma canção, e tu não vais sentir isso. As pessoas apenas irão sentir energia, groove e melodia. Vamos de ¾ a 4/4 com alguns agradáveis 2/4 (essa é a minha especialidade - risos).

Vocês são conhecidos por terem uma atitude muito positiva. Como conseguem cruzá-la com toda a agressividade musical que também praticam?
Considero que o metal é um género que pode puxar tudo mais longe do que qualquer outro tipo de música. Ele vem das entranhas, tem essa intensidade que nenhuma outra música tem. Nós sabemos que nós cantamos uma mensagem muito positiva sobre algumas músicas muito obscuras e brutais. Ambos vêm das nossas entranhas e usando o poder que a música metal tem, a mensagem torna-se mais eficiente. Temos consciência que não chegaremos a muita gente mas sabemos que àquelas que chegarmos vamos conseguir passar a mensagem, com certeza. Depois é com eles.

Existe algum conceito por trás deste novo álbum?
Somos cristãos e queremos transmitir uma mensagem específica e as letras são realmente muito importantes para nós. No EP inspirámo-nos na Biblia. Agora, no álbum estamos mais confiantes e começamos a cantar as nossas próprias histórias, algo mais pessoal. A maioria das letras em Breathe In Life vêm de nossas vidas, das nossas experiências, coisas em que temos pensado. Todas as canções são sobre a vida, mantendo a fé e a esperança, ter uma vida boa, sem qualquer arrependimento, uma vida bem vivida. Todo o álbum é sobre a vida. A vida é preciosa, tem que ser respeitada, protegida e apreciada. Quem vive a sua vida, merece o seu sonho. Mesmo quando as pessoas se sentem na desgraça ou na dor, têm que lutar contra essas más emoções para voltar à estrada novamente, ainda caminhando. Respira vida!

O que estão a preparar para levar Breathe In Life para palco?
Toneladas de ensaios! Agora iremos tocar com um clic já que teremos samples no palco. Depois da chegada do Lucas ficamos com três vocalistas, por isso estamos a trabalhar em tudo a fim de fazermos apresentações ao vivo o mais próximo possível do que se ouve no álbum. É claro, com a nossa imagem de marca: maciços headbangs e windmill.

Estão envolvidos em alguns outros projetos?
 Eu toco baixo numa das únicas bandas djent de França. Chama-se Beyond The Dust. Podem fazer o download gratuito do nosso EP em http://www.beyond-the-dust.com. Em breve teremos uma grande tournée. Já tocámos com Sybreed, Protest The Hero e Periphery e agora vamos dar mais um passo em frente.

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