Entrevista: Electric Mary

Mais um coletivo australiano que chega até nós: os Electric Mary que editam o seu terceiro trabalho simplesmente intitulado III, primeiro para a francesa Listenable. Em plena tournée europeia, o vocalista Rusty atendeu-nos e deu a conhecer as atividades e objetivos dos Electric Mary, numa conversa onde até o campeonato do mundo de futebol foi abordado.

O vosso terceiro álbum está quase cá fora. Que expectativas têm para III? Esperamos poder avançar para pessoas com mentes de rock clássico como era feito antes, onde a grande maioria das coisas já foi feita. Gostamos de ser fiéis ao estilo e esperar o que o DNA de cada membro consegue adicionar ao som.

Eu penso que este trabalho é um passo em frente, relativamente a Dawn To The Bone. Concordas? Na tua opinião o que melhorou desta vez? O facto de ter sido escrito como  banda ajudou. O Pete trouxe material, o Alex trouxe material e claro o nosso novo elemento na guitarra, o Glenn trouxe outro som e outro peso aos Electric Mary.

Desta vez vocês têm, na minha opinião, mais poder, mais groove e mesmo assim
soam honestamente retro. Como conseguem fazer isso?

Obrigado. Tentamos ser honestos em tudo o que fazemos. Também acho que o facto de termos atuado com os Deep Purple no ano passado ajudou-me enquanto compositor, já que eles são a minha banda preferida e todas as noites me imaginava de regresso a onde toquei música pela primeira vez.
Rock’n’Roll the way you used to taste é o vosso lema. Os Electric Mary, definitivamente tentam regressar à origens com o seu hard rock
Sim, definitivamente. Quando gravamos, tocamos todos juntos até conseguirmos um take que nos satisfaça. 90% das gravações que fazemos são completamente live.

Novo álbum, nova editora. Desta fez fizeram uma melhor escolha também nesta matéria, com a Listenable, suponho…
O Eric fez um ótimo trabalho para ajudar a encontrar nos EUA uma audiência para os Electric Mary mas desta vez ele não pode continuar connosco. Eu já vinha tendo algumas conversas com o Laurent sobre as cenas musicais francesa e europeia e sobre o alinhamento dos planetas. Portanto, foi fácil começarmos esta viagem com eles.
Para aqueles que ainda não conhecem os Electric Mary, como descreverias a banda e este novo álbum?
Grandes guitarras, bateria louca, groove e muita melodia para levar para a cama.

Entretanto já lançaram o EP, Long Time Coming. Trata-se de um preview para o
álbum?

Sim, é um lançamento apenas para a Austrália que queríamos dar aos nossos fãs de casa. Depois a Europa fica com o álbum completo e um DVD ao vivo.

Um detalhe curioso é que os Electric Mary tocaram no campeonato do mundo de futebol na África do Sul. Como decorreu essa experiência? Foi uma grande experiência para nós até no campo!

Chegaram a ver algum jogo?
Sim, foi o Austrália-Alemanha que perdemos por 4-0. O treinador foi despedido um mês depois…

E agora, para promover III, já estão em tournée...
Sim, faremos França, Bélgica, Espanha e Suíça, em setembro, outubro e novembro, Depois regressaremos e casa para mais algumas gravações. Depois voltaremos no verão de 2012.

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