Review: III (Electric Mary)

III (Electric Mary)
(2011, Listenable)

No site destes australianos é possível ler-se “Rock’n’Roll the way it used to taste”. Poderá parecer pretensioso, mas até nem é porque o que este coletivo de Melbourne faz é simplesmente isso: hard rock clássico, cheio de energia e pujança como nos bons velhos tempos. Doses maciças de riffs pesadões (e por vezes tão fortes que chegam a tocar o stoner!), vocais rasgados, bateria a varrer, solos em dueto de excelente nível técnico e muito groove são as principais características deste terceiro álbum dos Electric Mary. Um álbum claramente mais à frente que o seu anterior Down To The Bone, porque está mais orientado para o hard rock, porque está mais forte e porque tem mais energia. Aliás, ao nível energético e de groove, poderemos comparar em algumas alturas estes elétricos a outros: os Electric Boys. Depois, existem aqueles momentos em que o quinteto consegue injetar alguns miligramas de blues (Stained ou Lies, por exemplo). São doses quase imperceptíveis, é certo, mas suficientes para tornarem os temas com uma outra dinâmica. No entanto os destaques deverão ir para faixas como So Cruel com uma fantástica melodia (campo onde os Electric Mary nem são assim tão fortes, preferindo, claramente, o poder) e para Bone On Bone, um verdadeiro clássico ao jeito de Led Zeppelin, que se pode considerar como o mais alto momento do disco. O hard rock eighties de Nobody’s Perfect e o final ao estilo de jam session em American Jam são outros dois momentos importantes de um disco suficientemente apelativo que aposta muito nos decibéis mas que, por vezes, parece um pouco limitado em termos de rasgos de imprevisibilidade.

Tracklist:
1. O.I.C.
2. Stained
3. So Cruel
4. Long Time Coming
5. All Eyes On me
6. Lies
7. Nobody’s Perfect
8. Bone On Bone
9. Waiting
10. American Jam

Line up:
Rusty – vocais
Venom – bateria
Pete Robinson–guitarras
Alex Raunjak– baixo
Irwin Thomas - guitarras

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