Entrevista: The Vegabonds

Dear Revolution estreia dos The Vegabonds, de Alabama, já conta com cerca de um ano. Foi editado nos Estados Unidos e chegou à Europa pelas mãos da Teenage Head Music. Uma forma brilhante de combinar hard rock com blues e rock sulista fazem de Dear Revolution um álbum obrigatório. Alex Cannon, guitarrista do sexteto, falou com Via Nocturna e falou-nos da sua banda, do álbum de estreia e do seu sucessor com data prevista de edição para janeiro de 2012.


Apenas dois anos de existência dos The Vegabonds e logo uma estreia como Dear Revolution. Qual é o segredo?
Obrigado pelas tuas palavras amáveis, mas não sei se toda a gente pensará o mesmo do álbum. Claro que nós estamos orgulhosos dele, mas não tínhamos noção do que estávamos a fazer, quer como compositores quer como músicos. Esta foi a primeira vez que qualquer um de nós tinha estado num estúdio muito bom, logo ficamos cegos com todo o processo. No nosso novo álbum, Southern Sons, que sairá a 10 de janeiro, todos nós nos sentimos um pouco mais confortáveis. Nós encontrámos o nosso som desde este primeiro álbum, mas ainda temos muito a aprender e experimentar. Espero que possamos continuar a escrever discos cada vez melhores.

Mas, fala-me da génese dos The Vegabonds. Todos vocês tiveram outras experiências na música, portanto quando decidiram erguer esta nova banda?
Sim, estávamos todos em outras bandas e outros projetos. Após as férias de Natal de 2008 voltamos para a faculdade e todos, de alguma forma, acabámos por nos encontrar e tocar juntos. Alguns de nós já se conheciam através de outras pessoas, e eu, o Paul e o Bryan estávamosnoutra banda antes de The Vegabonds por isso foi fácil. Três de nós já tinham tocado juntos durante quase dois anos. Demos o nosso primeiro espetáculo como sexteto, que ainda é a formação atual, em abril de 2009. Acabamos por fazer mais de 100 concertosno primeiro ano.

Quais são as vossas principais influências?
Rolling Stones, Led Zeppelin, Allman Brothers, Black Crowes, Kings of Leon, My Morning Jacket. Tentamos ter influências das bandas que gostamos. Não tentamos criar nenhum som em particular. Simplesmente tocamos e o que sair é nosso.

Menos de um ano depois do nascimento dos The Vegabonds lançam o vosso primeiro álbum, Dear Revolution. Porque a escolha deste nome? Consideram que estão a avançar para uma revolução musical?
Acho que todos queríamos usar a revolução como tema para o nosso primeiro álbum. Acho que foi apenas para afirmarmos que estamos a fazer algo que queremos fazer e uma revolução musical foi algo que pensei que poderíamos alcançar juntos. Queríamos algo e a palavra revolução pareceu-nos apropriada. Eu acho que nenhum de nós pensou duas vezes sobre o nome, desde que alguém disse: Dear Revolution. Pareceu-nos bem.

E vocês têm tido excelentes críticas a este trabalho. Um aumento de responsabilidade para os próximos passos na vossa carreira?
Bem, como eu disse anteriormente, esperamos conseguir fazer discos cada vez melhores à medida que avançamos. Enquanto nós continuarmos a avançar e progredir como uma banda vamos continuar a gravar discos.

Portanto, se eu te pedisse para descrever Dear Revolution, como o farias? Eu o descreveria como um ponto de partida. Estamos orgulhosos dele, mas já estamos todos a olhar para o próximo registo e outros futuros registos. Até agora, temos andado a aprender a tocar juntos e a aprender uns com os outros. Passou pouco mais de um ano, desde então, mas eu sinto que nós chegamos longe.

O álbum já tem cerca de um ano. Ainda é um representante fiel do que os The Vegabonds fazem atualmente? Sim, apesar de eu sentir que Southern Sons é um Dear Revolution mais maduro se assim se pode dizer. O registo tem a mesma vibração, mas as músicas são mais sofisticadas e maduras.

Mas, porque demorou tanto tempo para que este álbum chegasse à Europa? Masltivemos os exemplares enviamos alguns para a Europa e a maior parte das nossas vendas na Europa são do iTunes. Também lidamos com uma empresa de distribuição que tem enviado os nossos discos para fora dos Estados Unidos para que as pessoas possam obter cópias impressas. Estamos surpreendidos pelo apoio de todos na Europa e as pessoas têm-nos dito que por aí mal podem esperar por uma tournée nossa. E nós mal podemos esperar para ir aí. E assim, toda a gente pode obter uma cópia fisica.

Vocês estão em tournée para promover Dear Revolution. Como estão a decorrer as coisas? As coisas vão muito bem. Estamos a preparar-nos para o lançamento de Southern Sons e para a próxima tournée europeia. Nós ainda temos espetáculos todas as semanas, mas acho que nossas mentes estão todas na Europa e no novo disco.

E, agora mais detalhadamente, o que nos podes dizer sobre esse novo álbum? Em breve lançaremos um single de avanço, mas também vamos enviar alguns exemplares do novo disco para a Teenage Head Music antes do lançamento, portanto mantém-te atento. O novo álbum é mais rock e mais intrincado. Certifiquem-se que obtêm uma cópia a partir de 10 de janeiro.

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