Entrevista: Andromeda

Um dos mais importantes nomes do metal progressivo sueco está de regresso com um novo álbum em nova editora. Falamos dos Andromeda e de Manifest Tyranny um disco plenamente atual não só em termos musicais como em termos líricos, como adianta Martin Hedin, teclista da banda que acedeu a responder a algumas perguntas de Via Noturna.
 
 
Manifest Tyranny é já o vosso sexto álbum. Como se sentem olhando para trás e para a vossa carreira?
Sentimo-nos muito bem com os álbuns que fizemos. Apenas desejaríamos produzir novas músicas mais rápido!



Novo álbum, nova editora! Vocês não ficam muito tempo em cada uma, pois não?

No que respeita a editoras, tivemos alguns altos e baixos. Agora com a Inner Wound Recordings sentimo-nos em casa. Eles estão realmente a trabalhar duro para promover o nosso novo álbum!




Centremo-nos agora em Manifest Tyranny. O álbum tem uma abertura assustadora. Por momentos pensamos que os Andromeda se transformaram numa máquina de thrash metal. De onde vem tanta agressividade?

Eu acho que há muito ódio no mundo de hoje. Preemtive Strike é um protesto contra as guerras originadas pelos EUA/NATO. Todos os dias pessoas sofrem as suas consequências. As outras canções falam da corrupção, do sistema financeiro e da arrogância dos nossos dirigentes políticos.

Mas depois ouvindo todo o álbum apercebemo-nos que vocês exploram o som de uma maneira muito criativa. Podemos falar de tipo de metal de fusão?
Tentamos levar a música em todas as direções, sim. Para mim, a fusão é mais jazzy do que o que aqui apresentamos, mas este é definitivamente sinfónico e diversificado. É complexo em algumas partes, mas no geral bastante acessível.




Assim, como definirias Manifest Tyranny nas tuas próprias palavras.

É sempre difícil definir o próprio trabalho. Eu sinto que nós descobrimos algo novo neste álbum. É claro que existem elementos que soam tipicamente Andromeda, mas não sinto como se nos estivéssemos a repetir. É uma associação de boas canções com um conceito lírico relevante. Eu acho que é uma combinação vencedora.




E qual é esse conceito lírico relevante?

É algo cheio de raiva e amargura sobre os caminhos do mundo ocidental. É suposto ser um pouco como a pílula vermelha do Matrix. Espero que desperte as pessoas para a possibilidade de que estamos a ser diariamente enganados.



Eu acho Lies “R” Us um título curioso. É uma brincadeira com a Toys "R" Us? Por quê?

Eu acho que a letra é bem clara: é sobre o consumo excessivo e comerciais vulgares. Esta é a minha maneira de lidar com isso. Mas a Toys R Us não está sozinha; também há referências à Coca Cola, Nike, Apple, McDonalds, Burger King, L'Oreal, Motorola. Eles representam toda a indústria nesta canção. A lista é, obviamente mais longa, mas não pode caber tudo numa única canção.



Consideras Manifest Tyranny o vosso melhor álbum até agora?

De certa forma. Em termos de sonoridade é certamente. Desta vez decidimos fazer a mistura de forma analógica. Demorou mais tempo e foi preciso mais esforço, mas o resultado é muito satisfatório. E também foi a primeira vez que fizemos um álbum conceptual, o que eu acho que é muito bom, já que sempre tive essa ideia.




Neste outono têm tocado em vários festivais de prog. Como tem sido a reação dos fãs às novas músicas?
Tocamos Preemtive Strike e Survival Of The Richest e especialmente esta tem sido muito bem recebida. Eu acho que vai passar a ser um tema permanente do nosso set-list.




E para 2012, já estão confirmados para outros festivais. Grandes expectativas para o novo ano, suponho ...

Sim, nós planeamos fazer uma tour com o máximo de datas possível no próximo ano. Adoramos encontrar-nos com os nossos fãs .



E outros projetos/ideias, em que estejam envolvidos nos próximos tempos? Há algo que queiram divulgar?

Neste momento estamos apenas focados na promoção de Manifest Tyranny. Podem conferir tudo no nosso facebook e canal YouTube! Vemo-nos em breve!

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