terça-feira, 31 de maio de 2011

Review - Sex And Magic (Nightbitch)

Sex And Magic (Nightbitch)
(2011, PsycheDOOMelic)

Oriundos de Connecticut, os Nightbitch estreiam-se com Sex And Magic, um EP de 5 temas de claro NWOBHM com algumas influências de doom metal. Este EP teve edição em 2010 pela desconhecida Novisible Scars e chega agora a uma nova edição via PsycheDOOMelic Records. A banda reúne o vocalista dos Hour Of 13, Phil Swanson e o guitarrista dos Ipsissimus, Ryan Adams e denota uma intensa fixação pelo oculto e pela temática sexual, a começar no próprio nome da banda. Musicalmente falando, Sex And Magic até pode ter muito sexo, mas tem pouca… magia. O EP é curto e apresenta um conjunto de temas completamente retro, de classe mediana, sem grande inspiração e com alguma confusão estrutural. A fraca produção, em estilo caseiro, também não ajuda muito. Em resumo, são 17 minutos de temas desinteressantes, sem potencial e desequilibrados. Pontualmente, a banda ainda consegue apresentar algo minimamente interessante, como acontece numa secção de Inferno ou na parte calma de Ritual Of Self, mas rapidamente regressa a monotonia e falta de inspiração.

Tracklist:
1. Inferno
2. Ritual Of Self
3. Nightbitch
4. Bloodmoon
5. Sex And Magic

Line-up:
Mark Eles – baixo
Chris Taylor – bateria
Ryan Adams – guitarras
Phil Swanson - vocais

Internet:

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Review: Leaving You (Skansis)

Leaving You (Skansis)
(2011, Escape)

Se há editora que tem pugnado pelo recrudescimento do hard rock clássico, apresentando um conjunto de obras de inegável valor, essa editora é a britânica Escape Music. Leaving You é mais um desses trabalhos e marca o regresso dos suíços Skansis, um nome que aparece com argumentos para discutir o até agora unanimemente aceite posto de reis do hard rock helvético entregue aos Gotthard. Leaving You é um álbum composto por 12 temas de um hard rock excelente, com os temas bem estruturados, bem delineados e melhor executados e vocalizados. Com ritmos catchy e refrães orelhudos, este segundo trabalho fica logo no ouvido, pede segundas audições e atrai pela excitação que promove nos seus ritmos eletrizantes e vibrantes. A utilização das guitarras acústicas e os vocais ligeiramente roucos, remetem-nos, a espaços, para os geniais The Dogs D’Amour, embora as bases de guitarra sejam muito mais heavy. Curiosamente, num tema como Rock All Night são os ritmos ZZ Top que nos vêm à memória! Temas como Next To Mine, Leaving You, Never Walk Alone ou Back From War, entre outros são autênticas pérolas que se encaixam num trabalho extremamente homogéneo e que segue uma linha muito coerente de criação. Os fãs de Gotthard, Van Halen ou Shakra devem, obrigatoriamente, descobrir este trabalho.

Tracklist:
1-Next To Mine
2-Leaving You
3-Never Walk Alone
4-I Don’t Believe
5-I Want You
6-Coming Out
7-Rock All Night
8-Carry You On
9-Hear Now
10-Just Another Day
11-Back From War
12-Anything

Line-up:
Reto Reist – vocais
Joss Daniel – guitarra acústica
Menz Pfister – baixo
Matthias Hagmann– bateria
Bax Heiniger – guitarras

Internet:

Edição: Escape Records

domingo, 29 de maio de 2011

Entrevista - Dream Circus

Com raízes no Canadá, Reino Unido e Portugal, os Dream Circus preparam-se para conquistar o mundo. O seu EP de estreia, Fear, merceu honras de edição pela influente Casket/Copro e em preparação está uma tournée que visitará a Europa e os Estados Unidos. Com estes motivos, associados a um EP de muita qualidade, Via Nocturna quis saber mais sobre o quarteto sediado em Lisboa e o vocalista James Powell respondeu às nossas questões.

Os Dream Circus são um projeto novo. Podes explicar a génese do coletivo?
Dream Circus, enquanto banda, surge porque nós os quatro conseguimos encontrar-nos uns aos outros e finalmente temos quatro pessoas a remar para o mesmo lado e que partilham uma visão musical.

Sendo um projeto sediado em Portugal, tem, no entanto, raízes noutros pontos do globo. Como se processou este encontro de diferentes personagens?
Eu há dois anos atrás estava a viver no Canadá, em Montreal e voltei para Portugal para participar num projeto com o meu irmão, uma coisa levou à outra... e já agora , o meu sangue é metade português também, portanto existe uma junção de culturas até dentro de mim!

Qual o background musical dos elementos dos Dream Circus?
Falando por mim, toquei em várias bandas, começando nos Emirados Árabes Unidos, onde vivi a minha adolescência. Vivi alguns episódios interessantes lá, incluindo um concerto no World Trade Center no Dubai. Mas como muitos outros europeus e americanos, fomos embora e logo fiquei sem banda. Posteriormente entrei numa banda chamada Abintra, na Inglaterra, mas não havia espaço criativo para mim e comecei um novo project , desta vez no Canadá... e ai surgiram os problemas habituais... drogas, relacionamentos ruinosos.. e acabei por voltar para Portugal para ver se o ouro estaria aqui haha! Falando dos outros membros da banda, o Fred foi baixista de SickSyko, e tocou em várias bandas de punk também. O Gonçalo foi baterista de Jesus on Fire, Lokomotive Station (que tocou no SBSR08) e também é um excelente DJ... O Sandro tem tocado em várias bandas de covers, originais e até toca numa orquestra, portanto uma experiência bastante diversa!

Nota-se na sonoridade dos Dream Circus algumas influências grunge. Que outras influências podem vocês apontar?
Metal, todos os tipos de rock... o grunge em si é um género que, para mim pelo menos, foi mais ou menos inventado pela indústria para vender discos nos anos 90, já que as bandas sonicamente tinham pouco a ver umas com as outras. Nirvana tem pouco a ver com Alice in Chains... Alice in Chains tem pouco a ver com Pearl Jam etc etc... Mas voltando à pergunta, metal sem dúvida, e rock de todos os tipos, punk, stoner, tudo o que for boa música!

Este EP de 4 temas serve, seguramente, como apresentação da banda. No entanto já tem edição da britânica Casket/Copro. Como foi conseguido esse passo importante de chegar, logo no inicio, a uma label de renome internacional?
Como devem calcular abordámos várias editoras durante o processo e respondendo da maneira mais simples possível, eles viram potencial no nosso trabalho e acharam bem apostar em nós! Para além disso, para nós foi uma excelente opção já que a editora tem potencial para nos dar maior exposição fora de Portugal.

Já agora, que outros objetivos se propõem atingir com Fear?
O objetivo maior é fazer com que a nossa música chegue ao público. Portanto, tocar ao vivo ainda é a melhor maneira de fazer com que isso aconteça... até porque ouvir um CD é uma coisa, mas teres a banda à tua frente a tocar é outra! Mas para alem disso já estamos a ver o EP a rodar em muitas rádios nacionais e internacionais e esperamos continuar a espalhar a palavra!

Falem-me do processo de composição. Como acontecem as coisas no seio dos Dream Circus?
Até agora pelo menos, a composição tem acontecido de uma forma super natural, fruto de momentos de inspiração mais do que trabalhos de laboratório. É claro que estruturalmente tem que haver alguma consideração posterior, mas as ideias básicas tem que ser puras... se começas a pensar muito estragas tudo, na minha opinião. A música deve ser um veículo para tu te expressares da forma mais honesta e pura.

E quanto ao processo de gravação, como decorreu?
Gravámos em Braga, nos Ultrasound, com o Pedro Mendes a produzir. Foi uma experiência fantástica, condições de trabalho muito boas e uma riqueza de experiência da parte do Pedro tremenda. Ficamos a conhecer a cidade de Braga também, que adoramos, e de resto podem imaginar, muitos copos, pouco sono etc haha!

Pude ler no site da vossa editora, que se preparam para uma tournée pela Europa e América do norte. O que nos podem adiantar sobre isso? O que já tem preparado nas vossas malas para levarem convosco?
Neste momento ainda nos faltam algumas datas em Portugal, mas sim, estamos a preparar uma tour internacional, onde temos já alguns contactos para tocarmos com bandas de renome... agora neste momento é impossível divulgar nomes, mas em breve vamos anunciar e vai ser... brutal!

Esta tournée será um importante e decisivo passo na vossa afirmação, certo? Consideram-na como tendo uma influência fundamental na implementação do vosso nome, ou sentem que é mais uma oportunidade de crescimento e aprendizagem?
É, em primeiro lugar, mais um passo e mais uma oportunidade. Mas também é muito difícil saber o que se vai passar tanto no mundo da música como em qualquer outra coisa na vida. Pode acontecer grande sucesso comercial de um momento para o outro, ou como no caso da maior parte das bandas que conseguem chegar ao topo, demora muito tempo e é preciso muito trabalho. Não se pode viver a pensar nisso, mais uma vez acho que acaba por estragar a perspetiva certa, que a meu ver é fazer porque se gosta de tocar e porque se tem paixão pela música. Tudo o resto vem por acréscimo.

sábado, 28 de maio de 2011

Entrevista: For All We Know

Ruud Jolie, guitarrista dos Within Temptation, decidiu há quatro anos atrás começar a escrever as suas emoções sob a forma de canções, sempre que tinha algum tempo livre. Reunido um belo conjunto de temas, convidados uns amigos para com ele partilhar esta viagem, nasce o projeto, estranhamente batizado de For All We Know. O disco primeiro, homónimo, apresenta diversas paisagens sonoras maioritariamente calmas e guiadas por guitarras acústicas, pianos e bandolim, revelando-se uma excelente proposta. O próprio guitarrista holandês acedeu a explicar a Via Nocturna os propósitos desta nova entidade.

Olá Ruud! Antes de mais, parabéns pelo teu álbum. Diz-me: a partir de quando pensaste que poderias lançar um álbum fora dos Within Temptation e há quanto tempo estavas a trabalhar neste álbum em particular?
Muito obrigado! Eu sempre gostei de escrever música e há cerca de quatro anos atrás decidi começar a trabalhar num álbum solo. Nunca tive prazos para nada, por isso demorou bastante tempo, mas estou muito satisfeito com o resultado final. E é por isso aqui estamos.

E foi coincidência sair agora nesta altura, poucas semanas depois da edição de The Unforgiving?
Não, a tournée dos WT foi adiada devido ao nascimento do filho do Robert e da Sharon, por isso tive tempo livre para promover o álbum. Caso contrário, eu teria que fazer isso entre as tournées. Assim foi muito melhor.

Por que a escolha de um nome como For All We Know?
A esse respeito, eu tinha um conjunto de ideias na minha mente. Escolhi este porque acho que contém a vibração de um conjunto de perguntas não respondidas. Mas, em primeiro lugar, que perguntas são essas? É esse o aspeto impenetrável do nome.

Como fizeste o recrutamento dos músicos que te acompanham? De alguma forma, sentiste alguma dificuldade em encontrar as pessoas certas?
Nem um pouco. Com os Within Temptation, tive oportunidade de encontrar um enorme conjunto de músicos diferentes. Limitei-me a contactar aqueles que também são boas pessoas sem arrogância nem problemas de ego. Todos e cada um deles a quem eu convidei reagiram de uma forma muito positiva.

Este é um lançamento em formato independente, certo? Há alguma expectativa de alguma editora mostrar interesse ​​num outro tipo de edição?
Não, não neste momento. Eu queria fazer este projeto completamente sozinho. É muito bom poder escrever eu próprio no envelope o nome da pessoa que comprou o CD. Tenho a sensação que estou mais em contato com as pessoas que compram a minha música. Embora, ela venha a estar disponível no iTunes.

Aqui acabas por mostrar uma outra faceta, relativamente aos WT. É a tua própria forma de explorar e expor os teus sentimentos musicais?
Sim, qual seria o interesse de lançar um álbum solo contendo o mesmo tipo de música que faço na minha "banda principal"? Eu posso imaginar que um cozinheiro profissional prepare um tipo diferente de prato para sua esposa do que faz para o seu trabalho. Se assim não fosse, qual seria o sentido?

Entretanto, os três espetáculos de apresentação do disco foram adiados. O que aconteceu? E o que estás a preparar para essas noites especiais?
Espero ser capaz de planear novas datas. Eu não tinha ideia de quão difícil é de conjugar a disponibilidade dos diversos músicos entre si bem como com a agenda dos WT. Vamos ver o que acontece mas estou confiante que vamos ser capazes de executar essas músicas ao vivo um dia.

Para terminar, tens ideia de continuar a criar a tua própria música? Podemos esperar uma continuação desta estreia?
Agora estou num período de pausa até que os ensaios para a nova tournée dos Within Temptation comecem. Ultimamente tenho estado muito ocupado com diversos projetos (FAWK, Maiden UniteD, Anneke van Giersbergen & Agua de Annique, League Of Lights), por isso vai ser bom ter algum tempo de folga.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Review: The Corruption Of Mercy (Sarah Jezebel Deva)

The Corruption Of Mercy (Sarah Jezebel Deva)
(2011, Listenable)

Sarah Jezebel Deva dispensa apresentações: a sua participação em mais de 35 discos de bandas como Cradle Of Filth, Therion, Mortiis, The Kovenant entre outras fazem desta senhora uma das mais importantes personagens femininas do metal. No entanto, viveu sempre na sombra dos nomes citados, até que em 2005, juntou forças com os manos Rhen e criou os Angtoria, cujo álbum God Has A Plan For Us All teve muito boa recetividade. Todavia, a chamada dos COF foi mais forte e infelizmente esse excelente projeto terminou pouco depois. Mas, em 2008, Sarah quis, de novo, apostar forte na sua carreira e lançou o trabalho A Sign Of Sublime, um trabalho que, independentemente da fraca promoção que teve, permitiu à vocalista fazer, pela primeira vez, uma tournée como frontwoman. Agora, de regresso à Listenable, onde já havia lançado com os Angtoria, surge The Corruption Of Mercy. Este é um trabalho que volta a acentuar a forte componente sinfónica já presente em God Has A Plan For Us All, adicionando, no entanto outras nuaces mais extremas, por um lado e mais teatrais, por outro. Mais extremas porque as faixas iniciais desenvolvem-se numa linha claramente death/black metal sinfónico, com bastbeats incluídos e com riffs poderosos. Mais teatral pela abordagem menos ortodoxa em termos de registo vocal e de corais, com especial enfâse em The World Won’t Hold Your Hand. A primeira fase do disco torna-se menos óbvia, mais complexa e com menos imediatismo, aproximando-se mais do trabalho dos Alas do que propriamente dos Angtoria. No entanto, a partir da versão de Zombie (que no tracklist aparece em sexto, mas no CD aparece em quinto), The Corruption Of Mercy acalma apresentando dois curtos momentos muito atmosféricos (o piano brilha supostamente – depois da citada troca torna-se difícil fazer o acerto - em Pretty With Effects, e a componente sinfónica em What Lies Before You) e começando, paulatinamente, a aproximar-se dos registos obtidos no seu anterior projeto. O melhor momento do álbum verifica-se em The Eyes That Lie, que, na sua complexidade, chega a aproximar-se do doom e que termina com um sensacional trabalho harmónico das guitarras. Esta acaba por ser, também, a melhor fase de um disco ligeiramente acima da média e alguns furos abaixo do que a vocalista britânica já conseguiu.

Tracklist:
1.      No Paragon Of Virtue
2.      The World Won’t Hold Your hand
3.      A Matter Of Convenience
4.      Silence Please
5.      Pretty With Effects
6.      Zombie
7.      What Lies Before You
8.      Sirens
9.      The Eyes That Lie
10.  The Corruption Of mercy

Line-up:
Dan Abela - guitarras
Jamie Abela - bateria
Gian Pyres - guitarras
Ablaz - baixo
Sarah Jezebel Deva - vocais
Pzy-Clone – programações; orquestrações

Internet:

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Playlist 26 de maio de 2011

Review: And Them Boys Done Swang (Electric Boys)

And Them Boys Done Swang (Electric Boys)
(2011, Escape)

Quem acompanha de perto os meandros do hard rock já deve ter ouvido falar dos Electric Boys, quanto mais não seja devido ao seu trabalho Groovus Maximus, de 1992. Bom, o que é certo é que os rapazes eléctricos, dois anos volvidos e com a edição de Freewheelin’ resolveram dissolver o projeto. Mais tarde, 2009 marca a reunião da banda, o lançamento de um Best Of e a presença no famoso Sweden Rock Festival. Agora, em 2011 com o line up original dos anos 80 regressam também às gravações originais com o trabalho com And Them Boys Done Swang, um disco acabadinho de sair dos compêndios de hard rock. Tudo o que os Electric Boys eram não foi perdido e aqui se mantém, daí o facto de termos nesta rodela um agradável conjunto de temas feitos como manda a tradição dos anos 80, cheios de groove onde nem falta a introdução de uma secção de metais (Rollin’ The World). A questão que agora se coloca é se face à onda revivalista que se vive, com o hard rock a ser recriado e reinventado a cada passo e por tanta gente, se ainda haverá espaço para este quarteto veterano que apresenta um disco que parece (e ainda bem, refira-se!) retirado do baú das velharias. A nós parece-nos que sim, face à competência demonstrada, à honestidade apresentada e à qualidade da maioria dos temas, muito diretos, sem desnecessárias complicações, bem puxados, bem ritmados e com melodias muito apelativas, claramente orientados para serem apresentados ao vivo.

Tracklist:
1- Reeferlord
2-My Heart’s Not For Sale
3-Father Popcorn’s Magic Oysters
4-Angel In An Armoured Suit
5-Ten Thousand Times Goodbye
6-The House Is Rockin’
7-Welcome To The High Times
8-Sometimes U Gotta Go Look For the Car
9-Put Your Arms Around Me
10-The Day The Gypsies Came To Town
11-Rollin’ The World
12-A Mother Of A Love Story

Line-up:
Conny Bloom – vocais e guitarras
Andy Christell - baixo
Franco Santunione - guitarras
Niclas Sigevall - bateria

Internet:

Edição: Escape Music

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Review: Nailed! (Private Angel)

Nailed! (Private Angel)
(2011, Point Music)

Terceiro álbum para o coletivo germânico nascido a partir de elementos dos Maggie’s Madness/Wildcat, Vacancy e Talon/Frontline e formado por um veterano e experiente quarteto de músicos. Os amantes do clássico hard rock tem aqui um trabalho apetecível, com um conjunto de 12 temas feitos como manda a tradição: vocais rasgados, bons solos, melodias catchy, muito groove. Temas como Nailed! (excelentes coros), Tomorrow Is Today’s Yesterday, Tramp Stamp Boogie, ou Valiant Song são trechos de puro hard rock do mais interessante que se tem feito nesta matéria nos últimos anos. Uma boa produção associada ao desempenho técnico perfeito dos quatro executantes fazem deste Nailed! um trabalho clássico de tal modo adequado aos tempos modernos que até a temática afegã é abordada em Kush, uma faixa com um agradável ligeiro sentimento étnico.

Tracklist:
1. Human Wreck
2. Nailed!
3. Tomorrow is Today´s Yesterday
4. Last Chance
5. Kush
6. Shine on
7. Tramp Stamp Boogie
8. My Haunt
9. Valiant Song
10. Private Shelter
11. Upside Right
12. With a little Help from my Friends

Line-up:
Peter Tobolla
Jochen Schmidt
Robbo Stoltzel
Dazz Sheppherd

Internet:

Edição: Point Music

domingo, 22 de maio de 2011

Review - Fear (Dream Circus)

Fear (Dream Circus)
(2011, Casket/Copro)

Alguém disse que o grunge morreu? Puro engano! Os Dream Circus, quarteto nacional com raízes no Canadá e Reino Unido, demonstram que o som de Seattle também pode ser feito, no século XXI e em Portugal. De facto, trata-se de um grunge adaptado aos tempos modernos, pesado, obscuro e, simultaneamente, melódico. Ainda assim, a fazer lembrar grandes nomes como Alice In Chains, Stone Temple Pilots ou Soundgarden. A apresentação deste coletivo faz-se para a editora britânica Casket/Copro, através um EP de 4 temas com as guitarras bem presentes, os ritmos pulsantes, os vocais poderosos e… muita melodia. A utilização de guitarra acústica na abertura de dois temas acrescenta mais qualquer coisa a um trabalho curto, muito equilibrado, que sabe a pouco e que cresce com as sucessivas audições. Dream Circus é, então, mais um nome a fixar e a acompanhar, que apresenta na sua estreia uma assinalável maturidade. A tournée europeia e norte americana que se segue encarregar-se-á de colocar este nome no lugar merecido.

Tracklist:
1. Alive And Well
2. Fear
3. Lie
4. My Own Enemy

Line-up:
James Powel – guitarras, vocais
Fred Rosa – guitarras
Sandro Oliveira – baixo
Ricardo Barroso - bateria

Internet:

sábado, 21 de maio de 2011

Review - For All We Know (For All We Know)

For All We Know (For All We Know)
(2011, Edição de Autor)


Ruud Jolie é conhecido por ser o guitarrista dos Within Temptation, mas nos últimos 4 anos tem vindo a trabalhar nas suas próprias composições. Agora chegou a altura de juntar alguns amigos e gravar o produto do seu trabalho. Desde logo, a acertada decisão de se afastar completamente da sonoridade da sua banda de origem é de enaltecer. Obviamente que não faria sentido nenhum fazer a mesma coisa, mas todos nós sabemos as vezes que tal acontece. Em For All We Know, Ruud Jolie apresenta um conjunto de temas claramente orientados para paisagens calmas onde o piano, a guitarra acústica e o bandolim sobressaem, sendo, por vezes, violentamente abanados por algumas descargas de energia perfeitamente controlada situação bem ilustrada em setores de When Angels Refuse To Fly ou Embrace/Erase/Replace/Embrace. Estilisticamente, este é um trabalho que divaga entre o experimentalismo/minimalismo de uns The Gathering e o progressivo da escola sueca, de nomes como Pain Of Salvation ou Opeth (nos seus momentos mais tranquilos!). O bandolim acaba por jogar aqui um papel importante pela introdução de um ligeiro sentimento ético que ajuda a enriquecer as composições. Sentimento ao qual deve ser adicionado o da melancolia transportado pela perfeita execução do violino com especial destaque para a sua interpretação no belo final, Nothing More…. Resta dizer que outros dos pontos que merece especial destaque neste trabalho é a excelência do desempenho vocal. Wudstik brilha a grande altura na sua forma intensa, profunda e única de interpretar cada tema. Mas há mais: em Keep Breathing (único tema onde participa alguém da sua banda de origem, a vocalista Sharon den Adel) arriscam-se agradáveis jogos vocais e em Save Us… sobrepõem-se uns vocalizos intensos. Não sendo um disco fácil de ouvir pela sua diversidade, complexidade e algum minimalismo, For All We Know, é, no entanto, um disco que merece ser saboreado e descoberto a cada segundo. 

Tracklist:
1.       Blind Me
2.       Busy Being Somebody Else
3.       Out Of Reach
4.       When Angels Refuse To Fly
5.       I Lost Myself Today
6.       Keep Breathing
7.       Down On My Knees
8.       Save Us…
9.       Embrace/Erase/Replace/Embrace
10.   Tired And Ashamed
11.   Open Your Eyes
12.   Nothing More…


Line-up:
Wudstik – vocais
Kristoffer Gildenlow – baixo
Léo Margarit – bateria
Thijs Schrijnemakers – Hammond
Marco Kuypers – piano
Ruud Jolie – guitarra


 Internet:
www.forallweknow.net
http://www.facebook.com/pages/ForAllWeKnow/174227492596585
http://twitter.com/#!/_forallweknow
http://www.myspace.com/fawkofficial
http://www.youtube.com/FAWKproject

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Playlist 19 de maio de 2011

Entrevista - Pegazus

Em termos de originais, os Pegazus estão em silêncio desde 2002, por isso este seu regresso In Metal We Trust era aguardado com muita expectativa. E o melhor elogio que se pode fazer é que este novo trabalho da banda australiana não defraudou essas mesmas expectativas. Com um conjunto de enormes hinos heavy metal, os Pegazus estão aí, de novo, a marcar uma posição. O guitarrista Johnny Stoj, respondeu a Via Nocturna e contou todas as peripécias do coletivo nestes últimos anos.

Bem-vindos de volta Pegazus. O que têm feito desde 2002?
Na realidade, nunca paramos de gravar e fazer espetáculos ao vivo todos estes anos. Mas acho que aos olhos de algumas pessoas tenhamos desaparecido e o termo “regresso” está a ser muito aplicado. E agora, temos uma tournée pela Europa no final do ano, para que os fãs possam cavalgar o poderoso cavalo branco alado de aço na nossa In Metal We Trust Tour.

Depois de três discos para a gigante Nuclear Blast, o que aconteceu no seio dos Pegazus para praticamente desaparecerem?
Embora tenhamos sido afastados, como disse, a banda tem estado muito ativa, tocando principalmente em espetáculos ao vivo na Austrália. Passámos, também, por um período de algumas mudanças de formação dentro da banda que foi um momento difícil. Ao mesmo tempo, estivemos focados num novo álbum e foi algo que a banda continuou a trabalhar nos bastidores, embora tenha demorado muito mais do que nós esperávamos.

O lançamento de um álbum ao vivo e de um DVD é essa mesma prova de que os Pegazus estavam vivos e bem.
Sim, gravámos Live! Thunder From Down Under em 2003 e que foi lançado em 2004. Foi logo depois disso, que nos libertamos da nossa obrigatoriedade de gravar para a Nuclear Blast e foi também um período onde a banda experimentou um pouco de turbulência, com alguns momentos dificeis. Nesse período, porém, concentramo-nos e ocupamo-nos a juntar material para o DVD Mythology - Chapter 2. Era algo especial para os fãs e foi lançado em 2006. Foi nessa época que as canções de In Metal We Trust começaram a ganhar vida e foi no final de 2009 quando nós começámos, realmente, a gravar o novo álbum.

Vamos agora falar de In Metal We Trust. De facto, um poderoso regresso…Vocês sentem-se numa forma perfeita, certo?
Nós sentimo-nos muito aliviados por finalmente lançar um novo álbum de estúdio e é realmente muito bom ouvir o feedback incrível dos fãs e da comunicação social de todo mundo. Definitivamente é mais um álbum Pegazus com fortes hinos de metal clássico e estamos ansiosos para os libertar ao vivo!

De facto, temos vários hinos para por a multidão a gritar! Achas que este é um álbum orientado para o palco?
Sem dúvida! Este é outro álbum Pegazus de hinos heavy metal que se junta à nossa lista sempre crescente de hinos. Quando tocamos ao vivo no palco, o espetáculo é para os fãs libertarem a voz na multidão em uníssono. Cantar os hinos de Pegazus é uma parte importante daquilo que nós somos enquanto banda. Se os fãs de metal querem deixar crescer o cabelo, tomar umas cervejas e apreciar uma noite de puro Heavy Metal, então estamos a sua banda.

Na minha opinião, um desses maiores hinos é Old Skool Metal Dayz que conta com uma versão longa. Como surgiu a ideia de fazer esta versão contando com três lendas vivas do metal. Parece uma jam
Old Skool Metal Dayz é a nossa homenagem a essa gloriosa era de 80 que gerou toda uma geração de bandas de metal e música de que ainda nos inspira! A letra e a música da canção reflete esse período especial na década de 80 e o movimento de uma geração de um estilo de música chamado Heavy Metal e de toda uma geração de fãs que o abraçaram! Foi muito bom ter Jeff, Ross e Dave a arrancar um solo na música e o resultado final é um impressionante solo de guitarra/jam de 3 minutos com três fantásticos guitarristas e, pessoalmente, três dos meus guitarristas favoritos.

Escolheram uma faixa dos Judas Priest, Metal Gods, para fazer uma cover. Algum motivo em especial?
Normalmente, nos nossos espetáculos, tocamos, pelo menos, uma cover de uma das nossas bandas favoritas e Metal Gods foi a mais recente adição à lista. Sempre que a tocamos ao vivo, saiu tão bem e gostamos tanto de a tocar, que quando estávamos a decidir sobre o tracklist do álbum, decidimos gravá-la. Gostamos tanto da versão que todos nós decidimos adicioná-la ao álbum. Ela fica muito bem entre os nossos temas originais e está, realmente, adequada à temática In Metal We Trust.

A respeito dos vossos espetáculos ao vivo, a vossa vinda à Europa foi adiada. O que aconteceu realmente?
Sim, fomos confirmados para alguns festivais, bem como alguns espetáculos numa tournée neste verão, mas infelizmente, tivemos que adiar tudo para mais tarde devido a alguns problemas pessoais. Mas está tudo bem! A In Metal We Trust Tour dos Pegazus na Europa, definitivamente vai acontecer. Neste momento, enquanto falamos, as datas e locais estão a ser reprogramadas.

E então, quando os poderemos ver no velho continente?
Podem esperar que os Pegazus cheguem aos clubes e estádios da Europa em outubro e novembro deste ano na nossa In Metal We Trust Tour 2011. Podem consultar as datas e algumas informações no nosso site oficial e no myspace.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Review - Rebirth (Alberto Rigoni)

Rebirth (Alberto Rigoni)
(2011, Nightmare)

Alberto Rigoni é um músico italiano que, para além dos seus trabalhos a solo, é conhecido por ser o baixista da banda de rock/metal progressivo italiana TwinSpirits, bem como por ter fundado, o duo de electropop, Lady & The Bass. Pelo meio ainda teve participações em discos como Dragon Fire, dos Mystheria (em 2010) e Step Ahead de Tommy Ermolli (de 2009). Em nome próprio, Rebirth é o segundo trabalho e sucede a Something Different, editado em 2008. Como seria de esperar, Rebirth é um álbum maioritariamente instrumental (apenas duas faixas são cantadas) e com um forte ênfase no baixo. Rigoni mistura prog rock de fusão com ambientes hard rock, puxando o seu baixo para o protagonismo mas sem afetar as estruturas rítmicas das músicas. Free e Ontogeny descaem para zonas jazz, com a fusão e a espontaneidade a fazer referências a uma jam session, nomeadamente ao nível dos pianos e sintetizadores; Emptiness e With All My Forces mostram menos baixo e mais canção num campo de tradicional hard rock. No entanto, são patamares de pop atmosférico, com o baixo a desenhar importantes linhas melódicas e estruturais o que mais se houve por aqui, num trabalho elegante e com uma complexidade e diversidade estilística apreciável.

Tracklist:
1. Free
2. Rebirth
3. Story Of A Man
4. The Net
5. Emptiness
6. A New Soul
7. With All My Forces
8. Ontogeny
9. White Shine

Line-up:
Alberto Rigoni, Yves Carbonne e Michael Manring – baixo
Gavin Harrison e John Macaluso – bacteria
Jonas Erixon – vocais
Tommy Ermolli e Simone Mularoni – guitarras
Frederico Solazzo, Andrea Pavanello e Emanuele Casali – teclados
Filippo Lui - sintetizadores

Internet:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Entrevista: Legacy Of Cynthia

Os Legacy Of Cynthia surgem em 2010, em Sintra, e combinam várias influências e diferentes nuances, abrangendo muito mais além que o tradicional metal. O som da banda pode ser descrito como uma viagem através de paisagens serenas e limpas sem deixar de lado uma vertente mais pesada e direta. Voyage é o trabalho de estreia do coletivo que aproveitou o nome dado pelos celtas à serra de Sintra como inspiração para o seu próprio nome. O guitarrista Oz fala-nos do nascimento e crescimento desta jovem entidade e das metas que se propõem atingir.

Os Legacy Of Cynthia são um projeto recente. Podem falar-nos da génese do coletivo e das experiências anteriores dos seus membros?
Os Legacy Of Cynthia nasceram de uma ambição comum a todos os membros que compõe a banda. Essa ambição está ligada à liberdade criativa que por vezes não encontrou lugar noutros projetos dos quais todos fizemos parte. Partindo daí tentamos que a cada música que fazemos nos consigamos superar, sem nos limitarmos ou tentarmos enquadrar a sonoridade num determinado subgénero. Foi com esse espírito que a banda nasceu e é esse o espírito que queremos que prevaleça. Todas as pessoas que integram este projeto têm um percurso musical bastante vasto e muito rico, tanto a nível nacional como fora de portas, no entanto seria fastidioso estar aqui a falar de alguns projetos passados e talvez não enumerar outros, até por uma questão de respeito para com todas as pessoas com quem já tocámos.

E porque a opção de utilizar dois vocalistas?
O Peter e o Charlie são dois músicos muito talentosos e já trabalham em conjunto há vários anos, complementando-se na perfeição. Devido à diferença de timbres e formas de abordar as malhas eles conseguem criar e encadear diferentes linhas vocais no mesmo riff, quando habitualmente ele seria destinado apenas a uma forma de cantar. No fundo é isso que eles tentam fazer, divagar por uma malha de forma a criarem diferentes sensações e também harmonias com as duas vozes em simultâneo.

A escolha do vosso nome está diretamente relacionada com a vossa origem, certo? Chega a verificar-se alguma dessa influência histórica ou é simplesmente coincidência?
Sim. Cynthia foi o nome dado pelos Celtas à serra de Sintra. E para nós faz todo o sentido estar ligado às nossas raízes e a um local tão místico como este. Mais do que uma homenagem que queremos fazer, sentimos que também nós somos parte do legado desta terra e achámos por bem que essa identificação fosse mais que simbólica, transportando isso para o nome da banda. A influência histórica não tem uma reflexão muito vincada no som que fazemos, mas se repararmos bem não temos cenário mais perfeito para ser o pano de fundo das partes mais atmosféricas e viajantes que temos nas nossas músicas.

Entretanto, não perderam tempo e já apresentam Voyage. Como descreveriam esta vossa estreia?
O EP que agora viu a luz do dia foi fruto de muitas horas de ensaio e composição, muito diálogo e muita força de vontade. Esta estreia é como que um cartão de visita do que podemos fazer e do potencial que existe em nós enquanto coletivo. Achamos que conseguimos um bom trabalho, que com muita humildade e muita dedicação servirá como ponto de partida para mais e melhor.

E de forma o título Voyage se adapta às vossas criações?
Como uma luva. As nossas músicas são recheadas de caminhos por onde gostamos de deambular e onde vão surgindo pormenores e pequenos detalhes como se tivéssemos num caleidoscópio sonoro. E acho que é isso que caracteriza os Legacy Of Cynthia: conjugamos paisagens mais limpas e serenas com alguns abismos onde existem descargas de energia mais acentuadas, tentando que a melodia seja o grande fio condutor desses caminhos.

E como decorreu o processo de composição e gravação?
O processo de composição dentro da banda é democrático e falamos bastante sobre a direção dos temas, sem deixar de lado uma vertente mais espontânea e de jam session. Foi um desafio enorme compor estes temas pois eles mesmos foram-se revelando e ganhando força de dia para dia e não queríamos estragar o que de bom já tínhamos feito. Até ao último dia houve arranjos e ideias novas e isso inclui o processo de gravação, pois muitas coisas surgiram quando estávamos a gravar com o Rui Danin no Trigger Studio. Tivemos sorte de gravar com o Rui, pois ele já nos conhece há alguns anos e sabe como nos motivar e conseguir sacar o melhor de cada um de nós e também esteve à vontade para sugerir várias ideias e mudanças em relação a partes das músicas.

E quais os principais objetivos se propõem a atingir com Voyage? A assinatura com uma editora que vos permita mais visibilidade está nesse conjunto de objetivos?
Antes de tudo este é o nosso primeiro EP e não nos podemos esquecer que somos uma banda recente, mas claro que um dos objetivos passa por assinar contrato com uma editora que nos possa dar mais visibilidade e nos permita melhorar e elevar o patamar da banda. Outro é também tocar ao vivo o mais possível.

O EP tem tido boa aceitação e boa recetividade. Inclusive já foram falados além fronteiras…
Sim, a recetividade tem sido excelente. Não estávamos à espera de ser tão falados e que o trabalho tivesse tido o impacto que teve até o momento. Isso também se deve ao excelente trabalho de promoção desenvolvido pela Avantegarde Mngt. que tem sido incansável e tem conseguido levar a bandeira dos Legacy Of Cynthia além fronteiras e a locais onde nós não esperávamos chegar com este primeiro trabalho.

Sendo que este trabalho já foi gravado há algum tempo, ainda se pode dizer que reflete os atuais Legacy Of Cynthia?
Por completo. Embora todos sejamos apologistas de não repetirmos fórmulas e atualmente estarmos a compor músicas diferentes das presentes no Voyage, procuramos nunca perder a identidade da banda.

E em termos de espetáculos o que poderemos esperar?
Uma grande entrega e a convicção de que saímos do palco com a certeza de ter dado 110%. Atualmente não temos datas confirmadas, apesar de termos algumas coisas alinhavadas mas que carecem de confirmação. Quem estiver a ler estas linhas pode ir consultando o nosso myspace ou facebook para ir ficando a par de novas datas e de algumas novidades que contamos revelar brevemente.

A finalizar, uma vez que os Legacy Of Cynthia estão ainda a dar os seus primeiros passos, que aspirações têm para o vosso projeto?
Acima de tudo é sentirmo-nos realizados com o som que fazemos. Depois os nossos objetivos não fogem aos de qualquer banda em início de carreira, ou seja, tocar ao vivo, assinar com uma editora que saiba trabalhar e levar o nosso nome cada vez mais alto. Aproveitamos também esta ocasião para vos agradecer a oportunidade de divulgarmos o nosso trabalho e também dizer obrigado a todos os que nos têm apoiado até agora.

domingo, 15 de maio de 2011

Review: Testimony 2 (Neal Morse)

Testimony 2 (Neal Morse)
(2011, InsideOut)

A história de vida e musical de Neal Morse é sobejamente conhecida, como sobejamente conhecida é a qualidade dos seus lançamentos quer em nome individual, quer nos Spock’s Beard, quer nos Transatlantic. Inspiração divina ou não, o certo é que Neal Morse se tem revelado como um dos mais geniais compositores desta vaga de rock progressivo. Entre rock sinfónico, progressivo, blues e jazz, Testimony 2 é um álbum, também ele, genial que tanto evolui numa vertente emocional e musical controlada, como progride para campos de incontroláveis, vibrantes e empolgantes jam sessions. Este trabalho, o sucessor de Testimony (2003) aclamado como um dos melhores álbuns do músico californiano, é composto por dois discos que, seguramente, irão fazer uma forte concorrência não só com a primeira parte editada há 8 anos, como também com outras pérolas da sua já longa carreira, como Sola Scriptura. Destes dois discos, o principal conta a vida de Neal desde a criação dos Spock’s Beard até à sua saída em 2002, sendo constituído por mais três atos, as partes seis, sete e oito. Naturalmente poderíamos ficar aqui indefinidamente a relatar os momentos brilhantes que compõem Testimony 2. Mas será preferível aconselhar os leitores a fecharem os olhos e deliciarem-se com todos os pormenores de elegância, classe e indiscutível bom gosto que existem em quantidades assombrosas espalhados pelos discos. Pormenores como a introdução do saxofone e do violino; a utilização de guitarras acústicas e acompanhamentos sinfónicos (cortesia da Nashville Symphony); os jogos vocais verdadeiramente brilhantes com momentos a capella; os deliciosos desempenhos da bateria quer mais comedida quer mais interventiva, quer mais tribal; a presença indispensável e saudosa dos Hammond; as fortes estruturas composicionais; os solos de guitarra arrepiantes; os momentos emocionais arrebatadores, etc. etc. etc. Um álbum genial, de um compositor genial, acompanhado por músicos geniais. Verdadeiramente obrigatório.

Tracklist:
CD 1:
Part Six:
1. Mercy Street
2. Overture No. 4
3. Time Changer
4. Jayda

Part Seven:
5. Nighttime Collectors
6. Time has come Today
7. Jesus' Blood
8. The Truth Will Set You Free

Part Eight:
9. Chance of a Lifetime
10. Jesus Bring Me Home
11. Road Dog Blues
12. It's For You
13. Crossing Over/Mercy Street Reprise

CD 2:
1. Absolute Beginner
2. Supernatural
3. Seeds of Gold

Line-up:
Neal Morse (teclados, vozes, guitarras)
Mike Portnoy (bateria)
Randy George (baixo)

Convidados:
Nick D’Virgilio
Alan Morse
Dave Meros
Steve Morse
Paul Bielatowicz
Nashville Symphony

Internet:

sábado, 14 de maio de 2011

Entrevista - Beardfish

A completar 10 anos de existência e com uma discografia sólida que os coloca no topo do ranking do rock progressivo, os Bearfish regerssam com mais uma obra de grande nível, Mammoth. As referências aos grandes ícones dos anos 70 (King Crimson, Gentle Giant, Genesis) transportam o coletivo sueco para o novo milénio de uma forma brilhante. O vocalista, guitarrista, teclista e percussionista Rikard Sjöblom falou-nos deste Mammoth.

O que te ocorre dizer sobre este novo trabalho, Mammoth, já o sexto da vossa carreira?
Eu realmente não sei, mas vamos descobrir! Nós temos cerca de dez anos, mas esta formação está junta desde 2002 por isso temos sido bastante estável nos lançamentos o que eu penso que é bom - especialmente se considerarmos que The Sane Day é um álbum duplo. Este álbum acaba por refletir apenas a evolução do som de quatro músicos que tocam juntos há algum tempo.
E já agora, porque razão escolheram o nome Mammoth para o álbum?
Pensamos que encaixa muito bem na música. Um dia, o David e eu vimos um filme animado com um cartoon de mamute enquanto almoçávamos e o David disse que adorava mamutes e logo sugerimos que devia ser o nome do álbum. Algo para além desta simples explicação está relacionado com as letras escritas para pensar.

Podemos dizer que este novo material é mais duro e cru que o anterior. Concordas? De que forma isso surgiu?
Foi apenas um caminho natural a seguir, acho eu. Quando tentamos The Plattform sentimos essa necessidade de pôr os amplificadores no máximo e apenas e simplesmente rockar, de modo que foi isso que fizemos! Isso nunca foi planeado nem nada disso!

Em … And The Stone Said surgem alguns guturais. Quem foi o responsável? Não têm receio da reação dos fãs mais antigos?
Foi um amigo nosso chamado Jimmy Jönsson.No entanto, lembro já tinhas tido guturais em Destined Solitaire e quero dizer que os fãs não se devem preocupar porque se trata apenas de pequenos ataques de raiva e fúria ... reminiscências dos adolescentes que há em nós! (risos)
Na minha opinião, um dos momentos altos em Mammoth é a inclusão do sax. Quem interpretou?
O nome dele é Johan Holm e um dia o Robert trouxe-o para um ensaio e ele tocou algumas coisas connosco. Daí, nós pensámos que ele era realmente bom e por isso pedimos-lhe para gravar connosco.

Por falar em saxofone, temos que fazer uma referência a Akakabotu. Qual é o significado?
Akakabotu é uma palavra japonesa e significa capacete vermelho. É o nome de uma personagem animada chamada Silver Fang do início dos anos 80, um grande urso do mal.

Mas é uma peça de jazz excelente. Vocês têm algum tipo de formação de jazz?
Não…

E como está a ser, até agora, o feedback dos fãs e imprensa?
Tem sido muito bom, na verdade, mas é muito cedo para dizer. Foi melhor do que com qualquer um dos outros álbuns, porque os críticos em geral não gostam de nossos álbuns até um ano depois