Os Farwell
To Arms são a nova aposta da editora germânica Massacre Records. Melódicos, sem
compromissos, ambiciosos, versáteis e curiosos assim se pode definir o coletivo
que, com um estilo único, cruza death metal, thrash metal, prog e
hardcore. A banda entrará em estúdio na
primavera de 2012 para gravar o sucessor do seu EP de 2010, Exhalation.
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
ThanatoSchizo: últimos momentos em concerto
Os ThanatoSchizo irão divulgar até ao final do ano três vídeos que
ilustrarão os últimos momentos em concerto da banda transmontana. O primeiro
deles com uma filmagem do tema Suturn, captada no dia 12 de março no Hard Club
já foi disponibilizado e pode ser visto aqui.
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
Review: Tales Of The Sands (Myrath)
Tales Of
The Sands (Myrath)
(2011, Nightmare Records)
Do mundo oriental não chegam apenas notícias de guerras e
golpes de estado. Da Tunísia, precisamente um dos países afetados pela onde de
violência interna que culminou no fim do regime ditatorial, chegam-nos os
Myrath. A banda, com o seu excelente álbum de 2010, Desert Calls, chamou a
atenção do mundo musical para o seu estilo oriental metal cruzado com metal
progressivo na linha dos Symphony X. E quem achou esse trabalho uma deliciosa
surpresa, seguramente ir-se-á deliciar com a nova proposta dos tunisinos, Tales
From The Sands. Porque, na realidade, esta nova proposta consegue estar, ainda,
uns furos acima do seu antecessor. Trata-se de um disco mágico, étnico, quente,
onde o sabor oriental de ritmos, escalas e harmonias árabes são introduzidas de
forma brilhante no seu metal que (apesar das semelhanças com Symphony X ainda
estarem presentes) começa a ser cada vez mais personalizado e a apresentar uma
identidade muito própria. Zaher Zorgatti assume-se cada vez mais como um dos
melhores vocalistas da atualidade. De facto, é impressionante como consegue, de
forma superior, explanar a sua capacidade melódica, o seu toque de emotividade,
as suas variações árabes. E por trás deste homem, existe um conjunto de músicos
evoluídos tanto ao nível da execução como da criação. Aliás, é na criação que
reside toda a magia de Tales From The Sands. Em termos gerais, os temas são
mais curtos que em Desert Calls, mas em contrapartida ganham uma nova alma, são
(ainda) mais criativos, mais ricos em termos étnicos, mais trabalhados em
termos sinfónicos e orquestrais. Ouvir Tales From The Sands é entrar numa
verdadeira aventura das mil e uma noites onde temas como Braving The Seas,
Mercilesss Times, Tales Of The Sands, Dawn Within, Requiem For A Goodbye ou
Apostrophe For A Legend se assumem como verdadeiras obras-primas do metal.
Absolutamente obrigatório!
Tracklist:
1. Under Siege
2. Braving The Seas
3. Merciless Times
4. Tales Of The Sands
5. Sour Sigh
6. Dawn Within
7. Wide Shut
8. Requiem For A Goodbye
9. Beyond The Stars
10. Time To Grow
11. Apostrophe For A Legend
Line up:
Zaher Zorgati – vocais
Malek Ben Arbia –
guitarras
Elyes Bouchoucha –
teclados
Anis Jouini – baixo
Piwee Desfray – bateria
Internet:
Edição: Nightmare Records
Domingo, 27 de Novembro de 2011
Review: Small Town Hymns (American Aquarium)
Small Town Hymns
(American Aquarium)
(2010, Last Chance Records)
Com 5 álbuns em apenas 4 anos e mais de 600 espetáculos, os
American Aquarium, liderados por BJ Barham são a face mais visível da nova
geração das culturas rock’n’roll e country. Por outro lado é mais um nome
descoberto para a Europa pela Teenage Head Music, a par de The Delta Saints,
The Creepshow, Dirty York, The Vegabonds ou Zack Williams and the Reformation
(de que falaremos em breve). Small Town Hymns é o disco do ano passado, numa
altura em que Dances For The Lonely, uma gravação de 2009, será editada na
Europa no próximo mês de janeiro. Para já abordamos esta obra que nos apresenta
um cruzamento entre o southern rock, o blues e o country, com uma forte ênfase
nos registos acústicos (guitarras, banjo, violino, contra baixo, bandolim) e
com um acentuado sabor a western, a deserto e a cowboys. Em muitos momentos,
como Reidsville, Water In The Cell, Brother, Oh Brother ou Hard To Quit, a
eletricidade é desligada e somos envolvidos por canções puras e simples,
despidas de artificialismos, tocantes. Quase na forma de contos de histórias
musicadas de forma simples, a lembrar, algumas vezes, Bob Dylan. Noutros
momentos, como em Hurricane ou Nothing To Lose, é o sentimento do oeste
selvagem que nos assola e nos transporta para inóspitas paisagens, ranchos e
vaqueiros, foras-da-lei e xerifes. Já Meredith é uma faixa de uma beleza
extraordinária em que a única coisa que pede é… que se fechem os olhos e nos deixemos
levar e deliciar. Depois existe aquele espetacular country/blues, Rattlesnake,
com um sensacional piano honky-tonk ou as memoráveis Coffee & Cigarettes e Gone Long Gone, que
nos remetem para uns Dire Straits da época pré-Alchemy. Sem dúvida, os amantes
de sonoridades menos convencionais têm nos American Aquarium um excelente
exemplar a descobrir.
Tracklist
1. Hurricane
2. Nothing To Lose
3. Reidsville
4. Coffee & Cigarettes
5. Meredith
6. Water In The Well
7. Rattlesnake
8. Brother, Oh Brother
9. Gone Long Gone
10. Hard To Quit
2. Nothing To Lose
3. Reidsville
4. Coffee & Cigarettes
5. Meredith
6. Water In The Well
7. Rattlesnake
8. Brother, Oh Brother
9. Gone Long Gone
10. Hard To Quit
Line up
BJ Barham – vocais, guitarra acústica
Zack Brown – piano
Bill Corbin – baixo, contrabaixo
Kevin McClain – bateria
Ryan Johnson – guitarras, banjo
Jay Shirley – hammond
Whit Wright – guitarras
Internet
Edição: Last ChanceRecords
Sábado, 26 de Novembro de 2011
Entrevista: Joah Ann Lee
O primeiro álbum dos Joah Ann Lee retrata a
viagem humana através do ciclo da vida e explora temáticas como manipulação da
mente, movimento de grandes massas, a busca da fé, o sentido da vida, o destino e a eminente queda do homem/sociedade. Vasco Marques acedeu a contar a Via Nocturna em que consiste esta viagem em que embarcaram os lisboetas.
Em termos musicais, este vosso trabalho sucede ao EP de estreia. Que balanço fazem da evolução de um lançamento para outro?
O salto evolutivo entre ambos é
colossal. Os Joah Ann Lee são hoje uma banda mais adulta, amadurecida. Se o
EP foi uma descarga de adrenalina, de testosterona acumulada, o álbum representa
uma abordagem muito mais estruturada, pensada e capaz. Quase como uma tentativa
de sedução mais subtil, em vez da pura demonstração masculina de virilidade e
supremacia.
Agora, em
The Great Migration, apresentam um trabalho conceptual. De forma sucinta podem
descrever o conceito abordado neste disco?
Todo o conceito da GRande Migração assenta numa história baseada em três personagens e desenvolvida em redor da forma como se relacionam entre si, criando uma parábola em microsistema de um universo humano superior a estes... Versa sobre temas como a manipulação mental e o movimento das grandes massas, a bi«usca da fé, o sentido da vida, destino, o ciclo humano e a eminente e inevitável Queda do Homem/Sociedade.
Todo o conceito da GRande Migração assenta numa história baseada em três personagens e desenvolvida em redor da forma como se relacionam entre si, criando uma parábola em microsistema de um universo humano superior a estes... Versa sobre temas como a manipulação mental e o movimento das grandes massas, a bi«usca da fé, o sentido da vida, destino, o ciclo humano e a eminente e inevitável Queda do Homem/Sociedade.
Quando
se aperceberam que deveriam (ou queriam) fazer um álbum conceptual e como
trabalharam todo o conceito em termos líricos?
Os Joah Ann Lee sempre foram uma banda
conceptual, criativamente falando. A criação musical assenta sempre em algo
tangente, palpável… seja uma imagem, um texto, um tema concreto, um sentimento.
Sempre criámos música com o objetivo de “sonorizar” um filme, um espelho artístico
para uma realidade; uma peça num puzzle maior do que apenas a música em si
mesma. No que respeita ao álbum em si, tratou-se de traduzir na nossa “língua
mãe” uma história escrita em doze contos sobre o conceito mencionado na
resposta anterior.
Como está
a ser o feed-back de público e imprensa?
Bastante positivo… Ainda estamos numa fase bastante primária de
divulgação… o álbum está nas lojas desde o início de outubro, o que para um
primeiro disco, representa ainda pouco tempo. Mas as reações são ótimas e atingimos
já um patamar mais sustentado, no que toca à exposição radiofónica. Temos
passado regularmente em algumas das rádios de cobertura nacional em segmentos
de especialidade e aguardamos agora pelas primeiras reviews de imprensa
escrita. Terminada também a primeira fase de concertos/showcases nas FNAC’s, a
receção tem superado a expectativa e a venda de discos também.
Trabalharam
com o Makoto Yagyu, nome associado a álbuns projetos de sucesso neste campo
mais indie. Como foi a experiência?
Não foi uma novidade, pois já tínhamos
trabalhado em conjunto na gravação do EP de estreia. Desta vez, penso que
captou muito bem o que pretendíamos, quer a nível de sonoridade, quer no
ambiente geral do disco. “Leu” muito bem para onde pretendíamos evoluir e contribuiu
criativamente em diversos arranjos e sonoridades psicadélicas que deram um
toque extra ao material que lhe apresentámos.
E com a
masterização feita por Chris Common! Como se processou o contacto com este nome
sonante?
O Chris foi uma sugestão do Makoto. A
captação em estúdio correu tão bem que ele (ainda muito antes de nós) percebeu
que precisava de alguém com tarimba para dar o toque final necessário, aquele
“polimento” que deixa um brilho completamente diferente. Ele vinha para
Portugal passar uma temporada e o Makoto apresentou-lhe a banda e o resultado
das gravações… o Chris gostou do que ouviu e como é óbvio, a decisão não foi
difícil… fez um trabalho fantástico.
E
concertos? O que já está a ser programado?
Estaremos no início de dezembro (dias
1, 2 e 3) a norte, Porto (Breyner 81), FNAC Braga, FNAC Guimarães e Vila Real,
respetivamente. Serão as últimas datas de apresentação do LP The Great Migration
durante o ano de 2011. Para 2012, temos já algumas datas e locais em fase final
de negociação, mas serão anunciadas assim que confirmadas. Esperamos ainda
viajar até algumas cidades/salas que não visitámos anteriormente e espalhar a
palavra… afinal, esta é a nossa Grande Migração!
Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011
Review: Harvest (The Man-Eating Tree)
Harvest (The Man-Eating Tree)
(2011,
Century Media)
Mesmo considerando que o segundo álbum dos finlandeses The
Man-Eating Tree foi gravado durante uma das maiores ondas de calor que afetou o
seu país, Harvest afigura-se altamente sombrio e melancólico. Mas demora um
pouco até nos conseguirmos embrenhar em todo o turbilhão de emoções que aqui se
apresenta. Todavia, quando finalmente se chega à faixa final, apercebemo-nos
que estamos completamente envolvidos por um denso manto de melancolia e
desespero. Mesmo assim, ainda há alguma luz em tanta escuridão. Como sempre
acontece: há sempre algo que começa quando outro algo acaba. Tal como o outono
finlandês, na expressão dos seus criadores e a sua relação com título desta
obra, Harvest. Para os The Man-Eating Tree o outono é uma estação muito
criativa e descreve o álbum na perfeição. Aliás, já o álbum de estreia, Vine,
tinha um título muito ligado ao outono e, curiosamente, ambos os álbuns se
viram também para temáticas agrícolas e da natureza. Toda a beleza e desolação
da natureza voltam, então, a estar presentes, não só no conceito, como também
no artwork. Mais uma vez a gravação esteve a cargo de Hiili Hiilesmaa (HIM,
Sentenced, Moonspell), aparentemente, a pessoa certa para gerir toda a emoção
melancólica que é criada no país dos mil lagos (e não só…). Por isso, Harvest
também é um álbum que representa, na perfeição, o romantismo e a melancolia
finlandesa, com muitos ambientes pintados de sombras escuras e densas. Mas
sempre com alguma luz, como já se referiu, numa dualidade perfeitamente
percetível nas letras de Tuomas Tuominen. Karsikko o último tema do disco não
se limita a ser apenas isso; é acima de tudo uma reflexão e um resumo de tudo
que se tinha apresentado antes em termos de sonoridades e atmosferas com as
guitarras acústicas e o órgão a criarem um momento verdadeiramente único e
sensacional. Tal como os ambientes criados pelo piano na abertura com Harvest
Bell. No entanto, Harvest apresenta uma diferença principal em relação a Vine:
a inclusão de um segundo guitarrista (Antti Karhu dos Clock Paradox) de forma a
fortalecer a profundidade e as paisagens sonoras que a criação musical exigia.
Aliás, seria mesmo este guitarrista quem acabaria por escrever um dos temas
mais pesados do disco, Exhaled.
Tracklist:
1. Harvest Bell
2. At The Green Country Chapel
3. Code Of Surrender
4. Armed
5. Like Mute Companions
6. Exhaled
7. Down To The Color Of The Eye
8. Incendere
9. All You Kept Free
10. Karsikko
Line up:
Tuomas Tuominen – vocais
Janne Markus – guitarras
Antti Karhu – guitarras
Mikko Uusimaa – baixo
Heidi Määttä – teclados
Vesa Ranta – bateria
Internet:
Edição: Century Media
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011
Playlist 24 de novembro de 2011
Nemesis Radio leva a efeito Putrefacted Xmas Fest
A Nemesis Radio, rádio online que se enquadra no género musical
Rock/Metal, apresenta no próximo dia 3 de Dezembro o primeiro evento com
bandas. Putrefacted Xmas Fest acontecerá na República da Música em Alvalade,
Lisboa onde irão actuar os Concealment, Decayed, Web e os cabeças de cartaz Grog. Para mais informações, consultem o Cartaz.
Chaos In Paradise atualizam videoblog
Os
Chaos In Paradise acabam de fazer upload do seu novo vídeo blog! Este vídeo
contem filmagens da viagem dos Chaos in Paradise a Madrid para tocar na sala
mais antiga e mais icónica da capital espanhola. Podem ver o vídeo aqui.
Distraught: inicio das gravações do novo álbum
A
banda gaúcha de thrash metal Distraught informa que já iniciou o processo de
gravação de seu novo álbum, sucessor de Unnatural Display of Art,
lançado em 2009. As gravações tiveram início no dia 20 de novembro, no Estúdio
Navarro, localizado na cidade de Canoas/RS, e a mistura será feita no
conceituado estúdio Mr. Som, de propriedade de Pompeu e Heros (Korzus).
Under The Pipe: novo ep em 2012 pela Awal UK
Os Under The Pipe informam que assinaram pela Awal UK, para
distribuição do novo Ep Fix You, You Are Not Alone, com edição prevista para
2012. Esta é uma distribuidora que conta no seu catálogo com nomes como Radiohead, Arctic Monkeys, Moby, Skunk
Anansie, Editors, Mazgani, Blasted Mechanism, Expensive Soul, Linda Martini,
Mind da Gap, Os Dias De Raiva, Fonzie entre outros. Entretanto, o videoclip do
tema Fix You pode ser visto aqui.
Kill Ritual na Rock'n'Growl Management
Os thrashers da Bay Area Kill Ritual, banda formada com membros
dos Imagika, Dark Angel e Eldritch, são a nova aquisição da Rock,’n’Growl
Management. A banda encontra-se neste momento a promover o seu novo trabalho
The Serpentine Ritual.
Novo vídeo para os Love.Might.Kill
Os italo-germânicos Love.Might.Kill editaram o segundo videoclip
para o album Brace For Impact. Desta feita o tema escolhido foi Down To Nowhere
e pode ser visualizado aqui.
OZ: novo projeto portuense
Oriundos da cidade invicta, surge
pelas mãos de Jorge Oliveira (Ex-Secrecy/Ex-Navajo/In
Tempus) o projeto OZ cujo álbum de estreia, Voyages, disponível a partir do
dia 28 de novembro, promete uma aposta forte numa nova sonoridade para o
panorama musical Português. O single extraído deste álbum intitula-se Karma
Style/ Zenith, e conta, também, com versões e remisturas
destacando-se uma remix do tema Karma Style construída pelo conceituado DJ
FastMove. O projeto OZ conta ainda com as participações de: Barrosonyx
(Dark Wings Syndrome/Ex-The SympOnyx) na voz; David Reis (Phantom
Vision) na voz; Luiz Ferreira (The Melancholic Youth of Jesus, Ex-Secrecy,
Ex-Heavenwood) na bateria e percussões; Mário Amora (In Tempus/João C
Bom) no baixo; Paulo Barreto (Ex-The Melancholic Youth of Jesus/Ex-Navajo)
na guitarra e voz e Susana Silva (finalista do programa de TV Ídolos
II/projecto DaSilva) na voz.
Web: concertos em dezembro
Em dezembro, os Web vão voltar a
tocar em força, apresentando a seguinte agenda:
03.12.2011 - Putrefacted Xmas
Fest
Grog + Web + Decayed +
Concealement @ Républica da Música - Lisboa
10.12.2011 - 25 Years Party
Web + Crushing Sun + Buried
Alive @ Metalpoint - Porto
17.12.2011 - Side B
Web + Tarantula + Gargula +
Midnight Priest @ Side B - Benavente
25.12.2011 - Invicta
X-Massacre III
Web + Holocausto Canibal +
Pitch Black + TBA @ Hard Club - Porto
Novos videos de Nightqueen e Winter's Verge
Já estão disponíveis os novos videos dos Nightqueen, Lady Fantasy e Winter’s Verge, Not Without A Fight. Podem visualisá-los aqui.
Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Review: My Own Angel (Ankor)
My Own Angel (Ankor)
(2011, STF Records)
O press release apresenta os espanhóis como melodic metal. E de
facto, a banda liderada pela bela Rosa de la Cruz, conseguiu criar um disco
competente neste segmento. Algures num cruzamento entre os nossos Oratory e
Chaos In Paradise, embora menos melódico que os primeiros e menos potente que
os segundos, My Own Angel é um disco bem conseguido e com agradáveis melodias.
Todavia parece que a banda ainda procura um caminho, neste que já é o seu
segundo disco e o primeiro cantado em inglês, depois da estreia Al Fin
Descansar, de 2008. E dizemos isso, porque a tentativa de introduzir elementos
agressivos, nomeadamente ao nível dos vocais, nos parece muito forçada em
grande parte dos momentos. Poder-se-á dizer que são momentos pontuais que
inserem alguma negritude que falta no restante do trabalho. Eventualmente será
esse o motivo. Mas parece-nos que os Ankor são bons essencialmente quando
perdem a áurea negra e criam apenas canções que apetece cantarolar e melodias
que se colam à memória. Como aliás acontece em It Would Be Easier ou na sensual
My Own Angel. Já os temas de abertura, Remaining e Completly Frozen apesar de
terem boas melodias, apresentam a tal vertente de agressividade que poderíamos
apelidar de desnecessária. Outro dos momentos altos surge em Awaiting Your
Awakening, com um bom trabalho da guitarra ritmo e um subtil piano a
proporcionar arranjos interessantes. Finalmente uma referência para No Matter
What pela riqueza da composição, naquele que é um tema em que as partes
agressivas são apropriadas. Começando por uma secção hard rock evolui até ao
death metal. Não sendo brilhante, My Own Angel é um disco agradável de ouvir e
apresenta uns Ankor como uma das bandas de nuestros hermanos com mais potencial
para evoluir, não repetindo os sistemáticos erros em que os seus compatriotas
teimam em cair.
Tracklist:
1. Remaining
2. Completely Frozen
3. It Would Be Easier
4. Awaiting Your Awakening
5. No Matter What
6. My Own Angel
7. Pride
8. Reborn
9. Against The Ground
10. Starting Over
Line up:
Rosa de la Cruz – vocais
David Romeu – guitarras e vocais
Fito Martinez – guitarras
Jordi Vidal – bateria
Julio A. Lopez – baixo e vocais
Javier Casanova - teclados
Internet:
Edição: STF Records
Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Entrevista: Hélder Oliveira
For Eternity, como o próprio nome indica, pretende ser um trabalho para
a eternidade. Porque é único. Porque é inovador. Porque não deve nada ao que
melhor se faz lá fora neste género. Hélder Oliveira é um
verdadeiro guitar-hero. Mas é português. Beirão. Forjado no granito do
Montemuro. Via Nocturna não quis deixar passar a oportunidade de conhecer este
fantástico músico por alturas do seu disco de estreia.
Para começar, Hélder, parabéns pelo teu excelente trabalho. Quando
decidiste que estava na altura de gravares um álbum como este?
Boa noite, em primeiro lugar
obrigado pela oportunidade dada para falar sobre este projeto. A ideia de
gravar um álbum destes surgiu por volta de 2006 ou até antes, quando comecei a
ouvir vários álbuns instrumentais de guitarristas a solo tais como Marty
Friedman, Jason Becker…., na altura fiquei fascinado por este tipo de música e
decidi fazer o meu próprio álbum a solo.
E porque decidiste que seria instrumental?
Decidi que seria instrumental
simplesmente porque adoro música instrumental (risos), acho que essa é a
principal razão…. por outro lado devido ao facto de ser instrumental acho que
isso me trouxe mais liberdade para me exprimir a nível musical.
Que expectativas tens para este lançamento?
Tenho boas expectativas apesar da
música instrumental não ser muito apreciada, digamos assim, sobretudo em
Portugal, mas ao mesmo tempo como não há muitos trabalhos deste género no nosso
país isso também pode ser algo positivo para mim. Vamos ver como é que as
pessoas vão continuar a reagir ao álbum, até agora têm reagido bastante bem.
Este foi trabalho composto entre 2007 e 2009. Foi um longo percurso de
composição. A que se deveu tanto tempo?
Pois …(risos), já muita gente me
perguntou isso, quero começar por dizer que algumas partes musicais já as tinha
escrito antes de 2007. A razão pela qual demorou tanto tempo a ser composto foi
porque, por outro lado as ideias para as músicas foram surgindo de uma forma
natural, sem pressões, e também foram escritas em alturas em que o meu tempo para
me dedicar à música não era assim tanto por causa do emprego, etc…, daí ter
levado este tempo todo.
E depois mais um longo período de produção, suponho, uma vez que só
agora, em 2011, o disco vê a luz do dia. Contingências da interioridade ou nem
por isso?
Não, acho que o período de
produção levou também tanto tempo até estar concluído porque quis-me certificar
que os temas ficariam o melhor possível também a nível de produção, deixámo-los
assim amadurecer até estarem prontos a ver a luz do dia, em vez de me
precipitar e no final o resultado não ser tão bom, mas nunca tive dúvidas que
iria concluir este projeto, custasse o que custasse…
O processo de gravação foi um
pouco, eu diria estranho…. porque comecei por gravar uma pré-produção do álbum
em minha casa no meu computador portátil com uma placa de som de 50 euros
(risos), isto mais ou menos de novembro do ano passado até fevereiro deste ano.
Depois de ter gravado tudo fui ter com um amigo chamado Ricardo Sousa que é
produtor e tem um estúdio em Viseu chamado Estúdios Singular para começarmos a
gravar definitivamente o álbum. Entretanto aproveitámos todas as guitarras
elétricas que eu tinha gravado em casa, (ritmos e solos) assim como vários teclados
e regravámos o baixo, guitarras acústicas e os restantes teclados. Foi uma
experiencia agradável e interessante visto que foi a primeira vez que gravei
mesmo num estúdio….
E pode dizer-se que o Hélder Oliveira de hoje faria exatamente o mesmo
tipo de trabalho?
Sim, sem dúvida, faria o mesmo
tipo de trabalho instrumental, mas certamente tentaria melhorar alguns aspetos
no álbum porque sinceramente nunca estou totalmente satisfeito com o que faço,
de cada vez que faço algo tento superar-me a mim mesmo (risos)
Em termos técnicos, quais são os teus principais inspiradores?
Marty Friedman, Jason Becker, Tony Macalpine,
Michael Angelo Batio, Yngwie Malmsteen, etc….
Neste trabalho assumes todos os instrumentos. Foi uma opção porque te
sentias melhor assim, ou simplesmente não encontraste músicos que te
acompanhassem?
Na realidade desde que surgiu a
ideia de gravar um álbum deste género quis ser eu a assumir todos os
instrumentos porque este álbum para mim é bastante pessoal e também quis provar
a mim mesmo que o conseguia fazer. Entretanto, por exemplo no que diz respeito
à bateria, esta foi construída em midi por mim inicialmente e depois com a
ajuda do produtor (Ricardo Sousa) e de dois amigos meus bateristas trabalhámos
as baterias no estúdio, em termos de dinâmicas, aperfeiçoando ritmos, etc, de
modo a parecer o mais real possível.
Para promover este trabalho tens feito algumas apresentações ao vivo
com backing tracks. Como tem sido a receção a este formato?
Até agora tem sido boa, porém, as
pessoas ficam curiosas e perguntam-me porque é que ainda não formei banda…
(risos)
Mas sei que já estás a montar uma banda para te acompanhar. Para já
quem está contigo?
Neste momento já tenho baterista
e segundo guitarrista mas só gostaria de anunciar o nome dos elementos da banda
quando tiver o line-up completo, visto que ainda me falta arranjar um baixista,
por isso já agora para quem estiver interessado em preencher o lugar de
baixista na banda é contactar-me…
Por falar em apresentações ao vivo, como decorreu a apresentação do
álbum em Pindelo dos Milagres?
A apresentação do álbum correu
bastante bem, o bar esteve cheio e o público foi magnífico, foi uma noite para
relembrar mais tarde.
Antes de terminar colocava-te uma questão, que eventualmente já te
colocaram: sem letra, como é que se batiza um tema? Em que te baseias para pôr
este ou aquele título?
É verdade, já não é a primeira
vez que me fazem essa pergunta, na maior parte das vezes baseio-me no tipo de
melodia da música, se a música tem uma melodia triste então a música terá um
título mais negativo como por exemplo Life’s Unfair que para mim é a música do
álbum mais sentimental e triste; já Illusion’s Paradise é uma das músicas mais
agressivas do álbum, e para mim a melodia transmite um bocado de raiva e
indignação, daí ter posto esse nome. Normalmente a melodia e os títulos das
músicas refletem um bocado o estado de espírito em que eu estava na altura que
as compus (risos).
Finalmente, que objetivos pretendes atingir com este trabalho e que
aspirações tens para um futuro mais próximo?
Com este álbum pretendo conseguir
por exemplo um contrato com alguma editora musical do género, formar a banda e
tocar ao vivo o máximo possível, e claro, agora é continuar a divulgar o álbum
o melhor que conseguir, inclusive para outros mercados no estrangeiro mais
virados para este género de música por que daí podem surgir boas oportunidades
também…., e num futuro próximo logo se verá, mas provavelmente gravar um álbum
novo mas primeiro veremos no que dará este For Eternity.
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011
Review: The Great Migration (Joah Ann Lee)
The Great Migration
(Joah Ann Lee)
(2011, Edição de Autor)
The Great Migration é o trabalho de estreia dos Joah Ann Lee e
retrata uma viagem humana através do ciclo da vida, num conceito que gira em
torno das relações violentas entre três personagens: Melissa, William e Harvey
que partem numa viagem que definirá o futuro da humanidade. Feita a sinopse do
que se desenvolve neste primeiro álbum da banda lisboeta, falta referir que
todo o trama se desenvolve em 12 episódios, correspondendo a cada uma das
faixas do disco. Destination N. York é uma abertura mais orientada para
sonoridades ambientais, mas logo a seguir vêm Rooftops e Southern Decadence,
duas faixas que caracterizam, na perfeição os sentimentos transmitidos por The
Great Migration, sendo que na segunda, se abrem as portas a um blues negro que
acabará por ter sequência em Harvey e, mais tarde, em Chasing The Dragon. O
psicadelismo retro surge em The Frozen Border e as ambiências negras e obscuras
aparecem em Skullflower; por outro lado, The Great Migration surpreende pela
agressividade latente. Todas estas emoções surgem envolvidas por diferentes
tipos de sonoridades que abraçam o rock, o indie, o garage e o ambiental num
cenário de sentimentos extremos que a banda faz questão de enfatizar.
Tracklist:
1. Destination N. York
2. Rooftops
3. Southern Decadence
4. Harvey
5. The Frozen Border
6. Skullflower
7. 6 AM (Smokin` Gun)
8. Chasing The Dragon
9. Strangers
10. She Is (Woman)
11. The Great Migration
12- The Showdown
Line up:
Vasco Marques (guitarras)
João Silva (guitarras)
Júlio Pereira (bateria)
Renato Portela (baixo)
Internet:
Domingo, 20 de Novembro de 2011
Review: As The World Bleeds (Theocracy)
As The
World Bleeds (Theocracy)
(2011,
Ulterium Records)
Depois de uma auspiciosa estreia na forma de Theocracy e do
seu sucessor Mirror Of Souls, que também recebeu excelentes críticas, As The
World Bleeds é o terceiro trabalho para os norte americanos Theocracy três anos
depois. Seguindo a mesma veia dos álbuns anteriores, As The World Bleeds é um
trabalho muito forte de power metal melódico da linha europeia. Por aqui se
percebem influências que vão desde os Helloween aos Sonata Arctica passando por
Avantasia. Mas também se percebe a grandiosidade das composições, o
brilhantismo dos arranjos, a eloquência dos coros e vocais. Por isso, As The
World Bleeds é mais um disco de grande qualidade na carreira do quinteto oriundo
de Athens, GA.. Um disco que se revela imediato ao nível das melodias mas que
esconde pormenores no capítulo da composição e arranjos que se vão descobrindo
ao longo de subsequentes audições. Dito de outra forma, sempre se afirma que o
power metal dos Theocracy está impregnado de apontamentos subtis mas deliciosos
de prog. I Am, o longo tema de onze minutos que abre o disco é o exemplo mais
perfeito do que foi dito. É um tema com muitas variações, com um desempenho
vocal brilhante conjugado com arranjos vocais de eleição (daqueles que parecia
que só Jon Oliva conseguia fazer) e que termina numa cavalgada épica memorável.
Logo a seguir, The Master Storyteller, numa linha a lembrar Avantasia,
apresenta uma das mais agradáveis melodias do disco e Nailed acaba por se
revelar, inicialmente, como a mais obscura, se bem que com um breakdown
flamenco seguido de uma impressionante melodia à lá Helloween, acabe por trocar
completamente as voltas ao ouvinte. Hide In The Fairytale tem um inicio
tipicamente Iron Maiden acabando por evoluir para mais uma peça melódica de
power metal; pelo contrário, 30 Pieces Of Silver começa muito forte e termina
com uma cavalgada típica da dama de ferro. Mais melodia e técnica se vai
sucedendo em temas como Drown, Altar To The Unknown God, Light Of The World e
As The World Bleeds, e, propositadamente para o fim, deixamos The Gift Of
Music. Esta é uma das nossas preferidas, cheia de melodia, sentimento e
emotividade. Trata-se de uma homenagem à música em geral e, a espaços, lembra
Glenn Miller. O final rápido vem incutir variabilidade num tema, já de si, de
excelente nível. Definitivamente, As The World Bleeds é o álbum mais forte dos
Theocracy até à data e promete, à semelhança dos seus antecessores, tornar-se
um verdadeiro êxito.
Tracklist:
1. I AM
2. The
Master Storyteller
3. Nailed
4. Hide In
The Fairytale
5. The
Gift Of Music
6. 30
Pieces Of Silver
7. Drown
8. Altar
To The Unknown God
9. Light
Of The World
10. As The
World Bleeds
Line up:
Matt Smith: vocais
Val Allen Wood: guitarra solo
Jonathan Hinds: guitarras
Jared Oldham: baixo
Shawn Benson: bateria
Internet:
Edição: Ulterium Records
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