quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Balanço 2011


Pois é! 2011 acabou e como sempre é hora de fazer balanços. Como habitualmente, Via Nocturna apresenta duas listas dos 20 melhores álbuns do ano: uma para os trabalhos de bandas nacionais e outra para os não nacionais. Estas listas representam apenas o sentimento das pessoas que trabalham e constroem diariamente o Via Noturna. Por isso, é tão válida como qualquer outra elaborada pelo melhor órgão de comunicação social ou por qualquer fã anónimo. O que queremos é homenagear todos os músicos (quer tenham ou não álbuns nestas listas dos melhores de…) que ao longo de um ano se esforçaram por construir algo em que acreditam, dando sempre o melhor se si mesmos. Para todos voces o nosso obrigado por existirem e por criarem.

Em termos de análise das produções não nacionais, verificamos que, pela terceira vez consecutiva o melhor álbum é europeu e nórdico. Stand Up And Fight dos Turisas sucede assim a Sitra Ahra dos Therion (2010) e Sing Along Songs For The Damned & Delirious dos Diablo Swing Orchestra (2009).

Já em termos nacionais, o que se verifica é um reconhecimento póstumo. Origami de ThanatoSchizo foi considerado por nós como o melhor disco nacional do ano, numa altura que os seus criadores já puseram um final na sua brilhante carreira. Por isso, 2011 tem um sabor agridoce: as saudades dos transmontanos já são muitas e, acreditem, não há (havia) no nosso país muitas bandas com o carisma e a classe dos TSO. O seu legado deve ser preservado, valorizado e divulgado. Felizmente, ficam registos como Origami para os recordarmos com saudade. Seja como for, a banda de Sta. Marta de Penaguião trouxe o título de novo para o norte do país, depois de três anos a escapar-se para terras mais sulistas, sendo necessário recuar até 2007, com os bracarenses Haven Denied, com a sua estreia homónima, para um álbum oriundo de uma banda nortenha ser considerado o melhor do ano.

Agora venha 2012. E com ele muita e boa música.

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