Entrevista: Vendetta

Já foram um dos nomes mais importantes da não menos importante escola germânica de thrash metal. Separaram-se e regressaram em 2006. Agora têm um novo álbum onde se respira thrash metal old school por todos os poros. Pelas palavras de Klaus Ullrich (guitarra e baixo) e Mario Vogel (vocais) deem as boas vindas aos Vendetta.


Antes de falarmos sobre Feed The Extermination, eu tenho que vos perguntar sobre o vosso passado, naturalmente. O que aconteceu para que os Vendetta tenham desaparecido quase duas décadas?
Todos tínhamos os nossos problemas e éramos muito jovens, então separamo-nos. Depois tivemos diferentes projetos - Daxx, Samson e Poke - mas o som não era definitivamente Vendetta.

E quando regressaram, em 2007, sentiram a mesma atmosfera da cena thrash metal como há 20 anos atrás?
Eu gostaria de dizer que o metal mudou depois de tantos anos. Os anos 90 foram definitivamente maus, com o grunge e outras coisas. Mas o metal está de volta, especialmente com o thrash e outros estilos e bandas de agora – perfeito.

Quais foram os motivos para voltar depois de tanto tempo?
Começamos a nossa homepage, apenas por diversão, mas depois de alguns dias, tivemos tantos cliques (risos).

E agora têm um novo álbum. Podemos considerá-lo como o vosso quarto álbum ou como o segundo de uma segunda vida?
Uau! Boa pergunta! Ambas as formas. Não é exatamente o mesmo que as coisas antigas dos anos 80, mas eu acho que facilmente se reconhece que é Vendetta.

Por momentos parece que vocês introduziram alguns elementos prog no vosso thrash. Sentem isso?
Talvez (risos)! Nós não queremos fazer músicas muito complicadas! No nosso último álbum Hate, as músicas eram muito curtas, porque cortamos uma série de mudanças de ritmos, breakdowns etc. Desta vez tentamos de uma outra maneira - e só temos um guitarrista!

O que é diferente agora dos anos oitenta?
Acho que hoje é mais difícil obter um contrato o que é mau para os jovens músicos. Mas, por outro lado há tantas bandas e tantos tipos diferentes de metal que é porreiro.

Existe algum conceito nas letras do álbum?
Não, tudo vem da vida, coisas reais, que poderiam acontecer a qualquer um.

Na altura da vossa separação estavam numa das maiores editoras, a Noise International. Agora estão a trabalhar novamente com um gigante do vosso país, a Massacre. Qual a expectativa para esta nova era?
A Noise já foi há muito tempo. Em 2006, assinamos pela Metal Axe Records e esse foi o caminho errado, uma má decisão. Estamos muito felizes agora na Massacre Records. Tudo é muito bom.

E a respeito de tours o que nos podem adiantar?
Esperamos fazer alguns concertos no futuro próximo e alguns open airs no verão deste ano.

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