Entrevista: Chainfist

Enquanto preparam um novo disco, os Chainfist, recém chegados à Rock’n’Growl Promotion, tem pronto um conjunto promocional de três temas que servem de apresentação. Todavia, a sua nova agência não perdeu tempo em disponibilizar o primeiro trabalho da banda, Black Out Sunday, editado há dois anos. Michael Kopietz, guitarrista da banda dinamarquesa falou a Via Nocturna e contou o que se passou e o que ai vem para o coletivo.

Os Chainfist acabam de se juntar à Rock ‘n’ Growl Promotion. Quais são as vossas expectativas a partir de agora?
Já há algum tempo que estávamos à procura de um management fora da Dinamarca e começámos por falar com o Axel apresentando os nossos planos para os Chainfist. E foi bom saber que a R'n'G já conhecia a banda e o seu percurso. Tive uma boa conversa com Axel e a maneira como ele promove as suas bandas é algo que se ajusta às pretensões dos Chainfist. O que esperamos da R'n'G é uma grande parceria, um manager que entenda as necessidades da banda e que acredita no que fazemos. Tudo isso, junto com grandes temas pode levar-nos mais longe no mundo da música. Estamos muito felizes por fazer parte da lista da Rock'n'Growl. Por isso, vamos ver o que podemos fazer com este monstro dos próximos meses. Grandes coisas estão para acontecer, isso é certo.

E já estão a preparar uma demo de três faixas, certo? Uma espécie de apresentação?
Bem, eu chamá-la-ia de demo, mas é mais como um promo EP sobre a forma como soam os Chainfist em 2012. Depois de nossa estreia Black Out Sunday, pensamos muito sobre que tipo de música queríamos fazer no próximo disco. Como vimos de diferentes estilos no rock e metal na Dinamarca, havia diversas maneiras diferentes de fazer as músicas, o estilo de música e género. Quanto a este promo, terá três estilos de música diferente. Esta e a única maneira que sentimos que a Rock'n'Growl poderia ouvir o que poderíamos fazer no próximo disco. Essa gravação saiu muito boa. Estamos felizes com isso e estamos ansiosos para a apresentar à imprensa como fazendo parte de um maior plano de promoção.

Agora que R'n'G disponibilizou a vossa estreia para a imprensa, o que mudou nos Chainfist desde essa edição?
Os Chainfist tiveram outros dois managers antes da R'n'G e para ser direto, eu não senti que estivessemos nas mãos certas. O que precisávamos era de uma agência que pudesse promover a banda em todo o mundo e que sentissem, da mesma forma, a nossa música. A R'n'G pode fazer isso. Sentimos que o nosso trabalho de estreia há dois anos não foi promovido convenientemente. Por isso é que o voltamos a enviar para a imprensa. Agora, neste período de tempo muitas coisas aconteceram. Nós já não somos a mesma banda como éramos há dois anos. Estamos mais conscientes do que fazemos agora, quando se trata de compor. Como músico, é natural que se evolua e isso foi exatamente o que aconteceu aos Chainfist. Estamos mais evoluídos, mais pesados, mais melódicos, enfim, melhores em qualquer que seja o campo de análise.

E a respeito de Black Out Sunday, como o descreverias?
Black Out Sunday é uma máquina de heavy metal cheio de groove que faz com que os nossos olhos saltem do crânio e que faz, até, a tua avó puxar o cabelo e fazer girar a cabeça. É um registo que tem uma diversidade de músicas incrível: desde graves e groovy às mais rápidas e até mesmo um par de baladas. Foi feito na esperança de que quer os fãs de hardcore ou death metal ou os simples fãs de rock pudessem ouvir isso sem ter os braços cruzados a pensar: o que diabo está a acontecer com esta banda. Estamos felizes com ele e espero que os ouvintes podem sentir o que queríamos fazer há dois anos. Nós só queríamos ter um registo alegre que fizesse as pessoas sentirem-se bem a ouvir a música. 

E o novo material será semelhante?
O nosso novo material é diferente: é mais melódico, melhor escrito e tudo o mais, como já referi. Como temos um novo guitarrista, ele consegue elevar os solos a um patamar ainda mais elevado. Por outro lado, os vocais do Jackie são ainda mais poderosos. Tentamos ser autocríticos, analisando os “bons” e “maus” e tentamos melhorar. Isso tem funcionado muito bem e com o novo material esperamos que seja o que precisamos para ter uma base de fãs ainda maior e ainda mais ouvintes. É direto e 666% in your face.

Os Chainfist são conhecidos como uma grande banda ao vivo. Como são os vossos espetáculos?
Sempre focados na crueza do Heavy Metal. O que queremos é fazer com que os fãs tenham a sensação de que são uma parte do nosso espetáculo e das nossas músicas. Resume-se tudo a ter um relacionamento com os fãs, e tocar ao vivo é a única maneira de obter uma experiência completa de Chainfist. Nós gostamos de interagir com pessoas quando tocamos ao vivo e, sempre que possível, empurramo-las para palco. Não temos fogos de artifício, mas temos crueza e uma maneira cativante de fazer todos sentirem-se como sendo uma parte do espetáculo, tal como nós. Para os Chainfist, isto tem dado provas de ser a única maneira de se fazer. Energia pura que poderia ser comparada ao som de uma bomba atómica a cair ao lado deles. Eu acho que tens de ouvir por ti próprio para estares totalmente convencido (se sobreviveres – risos!!!).

Os Chainfist têm atuado muito nestes últimos anos, certo? Isso permiti-vos uma abordagem mais objetiva no processo de escrita dos novos temas?
Como banda nova na Dinamarca temos tentado dar o melhor que pudermos no palco, dando tudo o que temos para os fãs. Portanto, tocando muitos espetáculos tivemos tempo para experimentar o que era bom e o que não era. Este processo é algo que temos usado na criação do novo material. Nós não queremos fazer música para músicos, mas uma declaração de música que convida toda a gente para fazer parte dela. O fator principal é o de fazer os ouvintes sentirem-se bem com a música e letras dos Chainfist. Isto é para nos divertirmos. Não estamos a inventar nada de novo, mas mesmo assim, tentamos levar a nossa música ir para um nível superior. E está a funcionar muito bem.

Para terminar, o que já está previsto para o período pós-promo de três temas?
Acabamos de gravar nosso primeiro vídeo “oficial” que estará disponível dentro de, sensivelmente, um mês. Jacob Hansen irá misturar as três canções do EP e estamos ansiosos para ouvir o que esse maníaco pode fazer com as músicas. Uma coisa é certa, vai ser surpreendente. Eu não quero revelar muito agora, mas este será um monstro de Heavy Metal e espero que vocês pensem assim também. A R'n'G deve promovê-lo para a comunicação social e editoras e esperamos que os fãs possam ouvi-lo ainda no primeiro semestre de 2012. Até lá, meu amigos, obrigado por lerem esta entrevista.

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