domingo, 11 de março de 2012

Entrevista: Elmsfire

Depois de duas demos e um EP eis que finalmente chega o tão aguardado álbum de estreia de uma das mais excitantes bandas da nova geração, os Elmsfire. Thieves Of The Sun já foi gravado em 2010, mas problemas vários arrastaram a sua edição real para 2012 através do selo Massacre. Germano, guitarrista, membro fundador e compositor fala-nos dos problemas passados e entretanto ultrapassados e dos novos Elmsfire.

Olá Germano! Obrigado por aceitares o nosso convite para uma pequena entrevista. Afinal de contas quem são os Elmsfire?
Em primeiro lugar obrigado nós por nos dares algum espaço no teu site e também pela esplêndida review. Elmsfire é uma banda que ao longo dos anos já conheceu diversas mudanças de line up mas eu e o Doro estamos cá desde o início. Basicamente somos fãs de metal que adoram ouvir a música e tocá-la.

Que  bandas mais vos influenciaram?
Foram tantas de quase todas as área de metal que é quase impossível nomear uma ou duas. Os Elmsfire nunca tiveram a intenção de tocar apenas um estilo específico. O processo de composição é confuso mas, naturalmente, acaba por evoluir para uma forma ou outra. Os vocais são quem define a direção, uma vez que são limpos e muito melódicos.

Sendo Thieves Of The Sun o vosso primeiro longa duração, estão totalmente satisfeitos com o resultado final?
Sim, estamos. Thieves Of The Sun como ele é hoje representa o melhor das nossas capacidades como eram durante o período da gravação. Isso também inclui tempo de estúdio e recursos financeiros acima de tudo.

Existe algum conceito subjacente a Thieves Of The Sun?
Nunca foi nossa intenção fazer um álbum conceptual. Mas de certa forma, todas as músicas parecem, de uma forma ou de outra involuntariamente conectadas. Às vezes, as letras partilham uma ideia ou duas mas isso foi algo que nós mesmos descobrimos já com as músicas feitas. Doro e Fritz, o nosso baixista, utilizam as suas experiências da vida real (principalmente as más) como base para as canções e enriquecem-nas com elementos da mitologia e folclore.

Como descreverias Thieves Of The Sun?
Eu acho que é uma viagem musical e lírica entre um monte de emoções, da ilusão à raiva, de esperança e determinação, desde o pico do entusiasmo até o mais profundo poço de desespero todos entregues de uma forma aventureira.

Como decorreram as gravações?
Trabalho duro e esforço imenso, mas também muito divertido, até tivemos que interromper tudo porque o nosso cantor decidiu sair.

Segundo eu li, o álbum já foi gravado em 2010. Por que este hiato?
Certo. Como eu disse antes, quando tínhamos as guitarras todas acabadas, tivemos de encontrar um novo cantor capaz de substituir o nosso anterior, que foi uma tarefa nada fácil. Então decidimos pedir a alguém com coragem e capacidade suficiente para nos ajudar. A escola recaiu em Ross Thompson (Van Canto). Ele ficou muito entusiasmado para fazer o trabalho de forma que reservamos os estúdios mais uma semana para poder terminar as coisas no segundo semestre de 2010. Claro que algum tempo passou até que termos o material masterizado e impresso. Mais tarde, acabámos por encontrar um cantor talentoso, Erdmann.

Portanto, quando vocês assinaram com a Massacre já tinham o álbum gravado. Assim não deve ter sido difícil a Massacre, suponho ...
Em meados de 2011, pensei que não perderia nada a enviar o material para várias editoras e ver como seriam as reações. Na verdade, não demorou muito para a Massacre responder. Mas é claro que, depois, demorou mais algum tempo para que tudo ficasse pronto e, finalmente, relançar o álbum.

Após a gravação do álbum tiveram mais mudanças de line up, certo? O que aconteceu?
É uma maldição! O nosso baterista saiu logo após o vocalista nos ter deixado. E ficámos novamente com a difícil tarefa de encontrar um substituto adequado. Patrick concordou em tocar bateria connosco no primeiro concerto de apresentação do disco no dia 25 de setembro de 2010 e trabalhar com ele foi muito produtivo. No dia seguinte ao espetáculo ele pediu para se juntar a banda permanentemente. É claro que concordamos!

Com essas alterações e este intervalo de tempo, podemos dizer que os atuais Elmsfire são os mesmos que ouvimos no disco?
Poderemos não ser as mesmas pessoas e line-up, mas musicalmente não mudamos em nada porque a equipa que compõe permanece a mesma. Naturalmente procuramos desenvolver as nossas capacidades e sermos melhores e é claro que quantas mais pessoas e ideias se envolverem no processo mais facilmente isso é alcançado.

A finalizar, o comunicado de imprensa, disse que a vossa casa é o palco. O que já está planeado nesta área?
De momento estamos à procura de espetáculos, mas não há nada realmente planeado. Para nós, estar no palco é a coisa mais importante e na minha opinião, o metal deve ser tocada ao vivo e vivenciado nesse sentido. É por isso que nós aproveitamos todas as oportunidades.

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