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Entrevista: Hydrogyn

Private Sessions mostra-nos uns Hydrogyn de regresso às suas raízes do rock melódico com aquele que pode ser considerado o melhor álbum da carreira do coletivo de West Virginia. A bela vocalista Julie Westlake falou a Via Nocturna.

Obrigado por aceitares responder a algumas questões de Via Nocturna. Private Sessions é o vosso novo álbum. De que forma se diferencia dos vossos anteriores lançamentos?
Desta vez tivemos uma abordagem diferente na fase de mistura. Fizemos uma abordagem mais moderna com este álbum e não iniciámos a fase de escrita com noções pré-concebidas sobre como queríamos que o álbum soasse. Neste aspeto, cada um dos nossos lançamentos têm sido totalmente diferentes uns dos outros e todos eles têm o seu próprio som. Isso é muito importante para nós darmos aos nossos fãs algo diferente em cada lançamento e não apenas mais do mesmo. Isso seria muito chato mas algumas bandas tendem a fazer isso.

E quais são as vossas expectativas?
As expectativas são as mesmas de sempre. Esperamos que corra bem e nós, como banda, achamos que é o nosso melhor álbum até à data. Só o tempo dirá, mas tem havido alguns bons indicadores, por isso temos grandes esperanças para Private Sessions.

Para este álbum tiveram algumas mudanças de line-up. De alguma forma isso afetou o vosso processo de escrita?
Nem por isso. Desde 2004 que as nossas mudanças na formação ocorrem no posto de baixista e baterista. Chris Sammons é agora o nosso baixista e tem sido desde 2006 e Jeff Westlake sempre foi o guitarrista de modo que nunca mudou. O baterista que temos agora, Joe Migz, está connosco desde 2010 e ele é um grande baterista e uma pessoa ainda melhor, mas não tem muito a ver com o processo de escrita. Essa área tem sempre sido muito bem conduzida por mim e pelo Jeff com Chris a ter alguma colaboração também. Mas para este registo foi o Jeff e eu com a ajuda dos nossos amigos franceses Patrick Liotard, Mike Jublin e Anthony Dura. Para este disco nós trabalhamos como uma equipa desde a escrita até à produção. Foi um projeto muito divertido para todos nós.

Por um curto período vocês contaram com o ex-Megadeth Jeff Young. Como foi essa experiência e porque não resultou? Queres comentar?
Claro. A experiência com Jeff Young durou cerca de 5 meses e, realmente, não funcionou. Sem dúvida, Jeff é um grande instrumentista e um bom músico, mas simplesmente não se adaptou aos Hydrogyn. Esta é a verdade pura e simples.

Voltando a Private Sessions, os processos de escrita e as sessões de gravação foram rápidas: apenas dois meses. Sentem-se confortáveis a trabalhar a este ritmo?
Eu acho que o processo demorou exatamente o que precisava demorar. No passado demorámos 2 anos para escrever Deadly Passions, 6 semanas para Bombshell e 10 meses para Judgement. Eu não acredito que haja um limite de tempo para o processo criativo: tanto se pode apressar tudo como demorar uma eternidade, mas nós seguimos totalmente o nosso feeling do que estamos a fazer. Para este disco, realmente as coisas foram muito rápidas. Provavelmente porque escrevemos muito mais rápido agora do que no passado de modo que ajuda a acelerar as coisas. Este disco está como era suposto estar e acho que tem canções muito fortes, bem como a produção. Estou muito orgulhosa dele.

Em termos líricos, quais são os principais temas abordados?
Um pouco de tudo, mas como sempre é baseado em experiências pessoais que eu tive ou a banda teve. Mas acho que as melhores letras são aquelas que deixam algo em aberto para o ouvinte a interpretar na sua vida.

Mas o álbum está pronto desde 2011, certo? Porquê a sua edição apenas agora?
Sim, o CD está pronto desde outubro de 2011 mas não queríamos lançá-lo antes das férias de forma que escolhemos abril para a sua edição. Ele será lançado em abril em todo o mundo. Na Europa, é no dia 20 e nos Estados Unidos e no resto do mundo é no dia 17.

Michael Wagener disse que os Hydrogyn serão uma grande banda. Como reagem a um elogio deste calibre? A responsabilidade aumenta, não?
Foi incrível ele ter dito isso sobre nós. Mas a nossa reação é de esperar que aconteça (risos). Temos vindo a crescer desde 2004 e temos aumentado as nossas vendas de CD’s em cada lançamento. Claro, queremos crescer mais e ser grandes de acordo com as palavras do Mestre Wagener.

O que está a ser preparado para promover Private Sessions? Alguma tour está planeada?
Há diferentes aspetos a serem estudados, mas temos de prestar atenção ao aspeto financeiro para se ter a certeza que será positivo para a banda fazer uma tournée. Nós, os músicos, também temos contas, mas estamos a pensar efetuar uma tournée nos EUA este verão e na Europa no Outono ou princípios da primavera.

Mais alguma coisa que queiras acrescentar?
Obrigado a todos por nos apoiarem ao longo dos anos e esperamos que gostem deste novo álbum, tanto quanto nós. Acompanhem-nos em www.hydrogyn.com e vemo-nos em breve.

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